A Divisão de Suporte a Operações (, OSB) é uma unidade da divisão de ciberinteligência da Agência Central de Inteligência (CIA). Ela está localizada no nono andar de uma instalação secreta nos subúrbios do norte da Virgínia, a oeste de Washington, D.C. Patrick Radden Keefe descreveu a OSB como a “unidade secreta de hackers da CIA, na qual um grupo de engenheiros de elite cria ciberarmas”, em um artigo publicado na The New Yorker em junho de 2022.

A OSB especializa-se em operações de acesso físico, nas quais o “acesso físico” é obtido a dispositivos eletrônicos pertencentes a alvos individuais de alto valor, como autoridades governamentais estrangeiras e terroristas. A unidade é capaz de desenvolver rapidamente ferramentas que podem ser utilizadas em missões de ciberinteligência com pouco aviso prévio.

De acordo com testemunhas anônimas que depuseram no julgamento de Joshua Schulte, a OSB era marcada por brincadeiras no local de trabalho, como roubar objetos de colegas, xingamentos, empurrões e guerras de elásticos e armas Nerf. Questionada sobre isso, a ex-chefe do Centro de Inteligência Cibernética da CIA, Bonnie Stith, afirmou que não tinha conhecimento dessas práticas.

O número de funcionários da OSB era de cerca de uma dúzia na década de 2010. Radden Keefe descreveu o nível extremo de sigilo da unidade nesse período como algo que fazia com que os funcionários não pudessem “levar trabalho para casa ou falar com qualquer pessoa de fora sobre o que faziam durante o dia. O escritório era um santuário classificado, um cofre trancado. Como a tripulação de um submarino, eles formavam laços fortes — e também fortes antagonismos”. O engenheiro de software Joshua Schulte trabalhou na OSB de 2010 a 2016. Ele foi condenado por vazar os documentos Vault 7, que detalham ferramentas de vigilância eletrônica e de guerra cibernética desenvolvidas pela CIA. Durante seu período na OSB, Schulte recebeu o apelido de “Voldemort”. O vazamento e a publicação dos documentos Vault 7 representaram um golpe significativo para a CIA; um alto funcionário comparou seu impacto e consequências ao equivalente “digital” do ataque a Pearl Harbor.

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