Gábor Vona (Gyöngyös, 20 de agosto de 1978) é um historiador, professor e ex-político nacionalista húngaro que liderou o partido político Jobbik entre os anos de 2006 até 2018. Foi candidato do partido ao cargo de primeiro-ministro nas eleições parlamentares de 2010, e 2018. Foi deputado da Assembleia húngara de 2010 a 2018 e liderou o grupo parlamentar do Jobbik até 2016.
Sob sua liderança, o Jobbik fundou sua controversa e efêmera ala paramilitar , enquanto o então pequeno partido extraparlamentar ganhou grande popularidade entre os eleitores desde os e ascendeu à Assembleia Nacional durante as eleições parlamentares de 2010.
Vona iniciou uma , após 2014, quando o partido tornou-se o mais forte partido da oposição ao Fidesz, de Viktor Orbán. Vona apresentou a sua demissão após resultados eleitorais decepcionantes nas eleições parlamentares de 2018.
Biografia
Primeiros anos e formação acadêmica Vona nasceu na cidade de Gyöngyös, cidade no norte da Hungria, no ano de 1978. Ele estudou ensino médio com foco em história e psicologia na , em Budapeste.
De acordo com a biografia de Vona, o nome da família era originalmente Vona, mas o avô de Gábor, também chamado Gábor, morreu na Segunda Guerra Mundial na Transilvânia, durante a Batalha de Turda e sua avó casou-se com um Zázrivecz, que adotou o pai de Gábor. Assim, ele retomou seu sobrenome original. A mudança de nome ocorreu quando ele estava na faculdade. De acordo com Gábor Vona, o sobrenome Vona veio de seus ancestrais paternos italianos, enquanto ele também tem ancestrais maternos eslovacos.
Atuou como professor de história por um curto período, após o qual teve vários empregos por alguns anos (organizador educacional para uma escola de idiomas e vendedor, primeiro para uma empresa de segurança e depois para uma empresa de TI).
Política esquerda|miniaturadaimagem|Vona, no ano de 2016, na Assembleia Nacional da Hungria. Durante seus anos universitários, Gábor Vona participou ativamente da organização estudantil da Aliança dos Intelectuais Cristãos e foi membro do grêmio estudantil de sua universidade. Além de fundar o Jobbik (sigla para Associação da Juventude de Direita, um movimento juvenil que se tornou o predecessor do partido Jobbik), Vona tornou-se membro do partido Fidesz e do ingressou no círculo cívico de Viktor Orbán. Com suas expectativas em relação ao Fidesz frustradas e substituídas pela decepção, em 2003 Gábor Vona restabeleceu o Jobbik como partido político e tornou-se seu vice-presidente; em 2006, foi eleito líder do partido.
Em 2007, Vona fundou a força paramilitar , que foi proibido em 2009. No ano de 2009, Vona apelou repetidamente a uma mudança de governo e a que os políticos no poder na Hungria fossem “chamados à responsabilidade”, referindo-se, entre outros, a Ferenc Gyurcsány e Gordon Bajnai. Vona considera-se um “realista da União Europeia (UE)”, argumentando que a UE deveria tomar uma nova direção, na qual o papel das nações deveria ter mais peso. Vona defende que a polícia nacional deveria ser reforçada e apoia a introdução de uma “” ao estilo estadunidense.
Vona viajou para a Rússia, no ano de 2013, para se encontrar com Aleksandr Dugin, com quem discutiu a criação de laços potenciais entre a Hungria e a Rússia com base numa afinidade comum pelo tradicionalismo. Além disso, Vona teve um conselheiro tradicionalista chamado Tibor Baranyi durante algum tempo.
Foi o candidato do Jobbik ao cargo de primeiro-ministro da Hungria nas eleições parlamentares húngaras de 2010 e . O Jobbik conquistou assentos pela primeira vez em 2010, com o Fidesz conquistando a maioria qualificada. Após as eleições, o congresso do partido elegeu-o líder do grupo parlamentar do Jobbik. Vona tornou-se membro da Comissão Parlamentar da Agricultura e das suas subcomissões, a Subcomissão da Viticultura e Enologia e a Subcomissão dos Recursos Renováveis.
Antes das eleições parlamentares de , Vona proclamou uma nova tendência política, a chamada néppártosodás (em português: moderação para um partido popular) no Jobbik. Vona, como presidente do partido, introduziu um novo estilo de comunicação, afirmando que o Jobbik havia superado sua “adolescência” e alcançado a maturidade. Desde então, Vona tem definido seu partido como um partido popular nacional que mudou significativamente suas opiniões sobre a União Europeia, enquanto na política interna o partido começou a tornar-se mais aberto aos diferentes grupos da sociedade húngara.
Vona afirma que suas opiniões políticas pessoais não importam mais. O Jobbik não deve se concentrar em questões ideológicas. Ao invés disso, deve procurar esforços para eliminar as tensões sociais e as controvérsias, bem como para combater a corrupção que pode ser encontrada na vida pública e na administração.
Após o fracasso nas eleições parlamentares de 2018, Vona retirou-se da política. Tornou-se vlogger no YouTube e criou um grupo de reflexão política, a Fundação Segunda Era da Reforma (em húngaro: Második Reformkor Alapítvány), dedicada à preservação das tradições da Hungria. Em 29 de outubro de 2019, Gábor Vona anunciou que havia saído do Jobbik. No dia 9 de setembro de 2023, fundou seu próprio partido político, o .
Vida pessoal Vona reside em Ôbuda com sua esposa, Krisztina Vona-Szabo, e o filho do casal.
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