José Gonçalves de Souza (Santana do São João Acima, atual Itaúna, 9 de setembro de 1862 - Belo Horizonte, 6 de junho de 1937) foi um advogado e político mineiro. José Gonçalves de Souza destacou-se como ente político da cidade de Pitangui, lá ganhando projeção estadual e nacional. Foi, durante quase três décadas, figura do alto escalão legislativo mineiro. Estudou em Ouro Preto e no São Paulo e exerceu sua profissão pelo centro-oeste mineiro antes de embarcar na vida política. Durante seu tempo como secretário estadual, foi fundada a Escola Livre de Engenharia de Minas Gerais, hoje parte da UFMG.

História

Vida antes da política José Gonçalves de Souza nasceu no arraial de Santana do São João Acima, apesar de sua família ser oriunda de Bonfim. Era filho do coronel José Gonçalves de Souza Moreira e de Delfina Maria da Conceição e primo do também político Augusto Gonçalves de Souza Moreira. Fez o primário no arraial e o secundário na capital provincial e no Colégio do Caraça. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito de São Paulo em 1886, sendo o primeiro natural de Santana a ter um curso superior, sendo seguido pelo primo. Após se graduar, voltou para o interior de Minas Gerais, estabelecendo-se em Pitangui, atuando como juiz de direito, logo sendo transferido para a Comarca de Entre-Rios para trabalhar como promotor.

Atuação pública Dez anos depois de sua diplomação, em 1896, começou sua atuação política. José foi escalando os degraus: primeiro, elegeu-se vereador por Pitangui, ficando pouco tempo no cargo, já que, consecutivamente, já fora sua primeira eleição para prefeito da cidade. Ele ainda coincidiu o cargo com o de deputado estadual, assumindo a vaga deixada justamente por Augusto, que se afastou da política estadual para focar na emancipação da futura Itaúna. Em sua ascensão, no ano de 1903, foi eleito para o extinto cargo de senador estadual por Minas Gerais. Fora ainda, novamente, deputado estadual e atuou no Congresso Nacional por três legislaturas - em sua última sendo substituído por Mário Matos, outro filho de Itaúna, em 1926.

No entanto, a função de maior destaque ainda fora a de Secretário de Estado, sendo o primeiro itaunense a ocupar um cargo do tipo. Ele foi escolhido pelo governador Bueno Brandão para assumir a pasta de Agricultura, Indústria, Terras, Viação e Obras Públicas. Foi durante esse período que, por exemplo, a Escola de Engenharia foi fundada.

Em seu último mandato federal, atuou juntamente com Mário Matos pela criação da Comarca de Itaúna, feito começado por José e concluído pelo sucessor.

Atuação privada Após aposentadoria da ação pública, José Gonçalves voltou-se para a iniciativa privada definitivamente. Ele já integrava o quadro de diretores da Companhia de Tecidos Santanense, fundada por seu tio Manoel Souza Moreira, desde 1904. Ele permaneceu como presidente da empresa por 32 anos, até se afastar devido a complicações de saúde em 1936. Contudo, permaneceu sendo o presidente honorário da Santanense até a data de seu falecimento. Também foi presidente da Companhia de Tecidos Pitanguiense por seis anos, além de ter fundado a União dos Manufatores Têxteis, espécie de sindicato para os donos das tecelagens. Ele morreu em 6 de junho de 1937, vítima de arteriosclerose com edema agudo de pulmão, segundo seu atestado de óbito.

Legado Como principais produtos da atuação de José Gonçalves de Souza tem-se: a criação da Escola de Engenharia, atualmente parte da UFMG, e a fundação da Cooperativa de Laticínios de Itaúna em 13 de março de 1913, ocorridas ambas enquanto Souza era Secretário de Agricultura e Obras Públicas.

Homenagens Atualmente, José Gonçalves de Souza tem duas ruas nomeadas em sua homenagem: uma em Itaúna e outra em Pitangui. Além disso, a Escola Estadual do bairro Garcias, em Itaúna, carrega seu nome.

Ver também

Itaúna Santanense (Itaúna) Augusto Gonçalves de Souza Mário Gonçalves de Matos Pitangui

Referências

Categoria:Naturais de Itaúna Categoria:História de Minas Gerais Categoria:Deputados estaduais de Minas Gerais Categoria:Prefeitos do Brasil