Francisco Camacho (Lisboa, 1967) é um coreógrafo e bailarino português, da geração da Nova Dança Portuguesa, director artístico da estrutura Eira.
Começou a estudar dança na Companhia Nacional de Bailado (1982/83) e no Ballet Gulbenkian onde foi estagiário em 1984/86 e complementou os seus estudos artísticos em Nova Iorque no Merce Cunningham Dance Studio e no Lee Strasberg Theatre Institute. Em 1989 co-fundou o Pós D'Arte, um forum de reflexão e discussão artística, juntamente com André Lepecki, Carlota Lagido, João Fiadeiro, Paulo Abreu e Vera Mantero, a partir do qual começou a produzir os seus primeiros trabalhos enquanto coreógrafo. Posteriormente criou a Eira, em 1993, uma estrutura de produção própria, sediada em Lisboa
Dançou com coreógrafos como Paula Massano, Meg Stuart em peças como "Disfigure Study" (1991) e "Blessed" (2006), Alain Platel em “Bonjour Madame” e Carlota Lagido.
Recebeu o Prémio Bordalo, da Casa da Imprensa na área da Dança, em 1995 e 1997 e o Prémio ACARTE / Maria Madalena de Azeredo Perdigão, da Fundação Calouste Gulbenkian em 1994/95.
Em 2015 fundou o festival Cumplicidades em Lisboa.
Obras “O Rei no Exílio” (1991)
“Nossa Senhora das Flores” (1992)
“Com a morte me enganas” (1994)
“Primeiro Nome: Le” (1996)
“Dom São Sebastião” (1996)
“GUST” (1997)
“More” (1998)
“Superman” (2000)
“Em Troca” (2001, para a Companhia Nacional de Canto e Dança, Mozambique)
“My Name is Wilde… Oscar Wilde.” (2001)
“Silence so Sexy” (2002)
“Hitch” (2003)
“coup d'état” (2006)
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