Francisco Canhos (Jaú, 19 de outubro de 1914 – Jaú, 27 de maio de 1988) foi um engenheiro eletricista hispano-brasileiro, a quem é atribuída a invenção do chuveiro elétrico na década de 1930.
De acordo com relatos biográficos, a criação do dispositivo teria sido motivada pela necessidade de aquecer a água para seu pai, que sofria de reumatismo.
No Brasil, em 1930, ocorria a Revolução de 1930, movimento que pôs fim à chamada Política do Café com Leite e deu início ao governo de Getúlio Vargas. Encerrava-se, assim, o domínio das oligarquias cafeicultoras de Minas Gerais e São Paulo na política brasileira, vigente desde o Golpe Republicano de 1889. O chuveiro elétrico foi patenteado por Francisco Canhos em 1943. Entretanto, ao longo da década de 1950, a família acabou perdendo os direitos da patente, que posteriormente foram adquiridos pela empresa elétrica Lorenzetti. O aparelho tornou-se uma peça fundamental no processo de industrialização inicial brasileira nas décadas seguintes, no período pós-Revolução de 1930.
História
Início e Invenção Famosa
Com as necessidades do Pai, Canhos era incomodado pelo trabalho de esquentar água no fogão a lenha a seu pai, Canhos utilizou uma pequena oficina para realizar experimentos.
Adaptou uma resistência de ferro elétrico de passar roupas pondo-o dentro de um cano e utilizou um diafragma de borracha para isolar os contatos elétricos da água, evitando choques. Chico também inventou o sistema que permitia o chuveiro ligar automaticamente com a passagem da água ao abrir o registro uma inovação para praticidade de sua invenção.
Fábrica própria
Em 1943, fundou a Eletro metalúrgica Jauense produzindo seus chuveiros em larga escala, registrou oficialmente a patente do chuveiro em 1948.
A partir de 1953 a empresa Lorenzetti adquiriu e aperfeiçoou a tecnologia de Canhos, popularizou-o por todo o território nacional. De acordo com uma das filhas, Canhos, além do Chuveiro, registrou 200 patentes ao longo da vida incluindo torradeiras, ventiladores e cafeteiras.
Família Nascido em Jaú, no interior do estado de São Paulo, era filho de Antonio José Caños Romero e María Alonso Barrios, imigrantes espanhóis que se estabeleceram no Brasil durante o período das grandes correntes migratórias. O sobrenome "Canhos" teria surgido como uma adaptação ortográfica ao português do sobrenome paterno. Desde a infância, demonstrou interesse por aparelhos eletrônicos, tendo realizado, ainda jovem, um curso de eletricista.
Na vida adulta, casou-se com Enedina Cintra em 23 de janeiro de 1963, com quem teve quatro filhos, entre eles Francisco Canhos Júnior e Maria do Carmo Cintra Canhos, casada com Nelson Edgard Planas Navarro.
Ver também Lista de invenções e descobertas brasileiras
Bibliografia
Categoria:Naturais de Jaú Categoria:Engenheiros eletricistas do Brasil Categoria:Brasileiros de ascendência espanhola