O tiroteio de 2025 na Universidade Estadual da Paraíba foi um tiroteio escolar ocorrido na Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, Paraíba. Flávio Medeiros, de 47 anos, invadiu a universidade e matou um funcionário e feriu outro antes de fugir. Uma estudante ficou ferida na fuga.

Medeiros ainda tentou invadir a Escola Municipal Mariinha Borborema, onde trabalhava uma professora, que é sua ex-mulher, Medeiros disparou tiros e tentou invadir a escola, nas não conseguiu e escapou, onde cometeu suicídio depois em uma delegacia.

Fundo

A Universidade Estadual da Paraíba é uma universidade pública localizada em Campina Grande, Paraíba. Ela foi fundada em março de 1966 e em outubro de 1987, foi sansionada pelo governador, Tarcísio Burity para Universidade Estadual da Paraíba.

Na mesma semana do ataque, uma pichação nazista foi encontrada no banheiro da universidade, com a frase: "Nós vamos à caça!". Investigações foram tomadas, a universidade repudiou o caso.

O ataque de 2025 não foi o primeiro caso na universidade. Em 1º de maio de 2019, criminosos invadiram a universidade para assaltar, mas houve troca de tiros e um vigilante e uma aluna foram baleados, além de outras pessoas que ficaram feridas no tumulto.

Primeiro ataque Por volta das 20h20, o empresário Flávio Medeiros, de 47 anos, entrou na Universidade Estadual da Paraíba e, armado com uma pistola calibre 380, Medeiros se dirigiu a uma das copiadoras da universidade, antes de disparar tiros dentro do local, atingindo dois homens.

Durante os disparos, Bianca Menezes da Silva, uma estudante da universidade de 18 anos, relatou à imprensa sobre o ataque: "Pelo vídeo dá para perceber que continuei apresentando, a professora rindo com nosso trabalho, interagindo, daí depois a gente começou a olhar um para a cara do outro e pensar: Meu Deus, é tiro!". Menezes estava na sala de aula no horário do ataque.

Diante dos disparos, os estudantes se olharam e depois se abaixaram ao ouvir diversos disparos; alguns deles barricaram a porta com mesas para impedir a entrada de Medeiros. Uma das estudantes teve crise de choro.

Os alunos ficaram trancados por 15 minutos; quando as autoridades chegaram, evacuaram os estudantes e funcionários da universidade, por volta das 20h35, causando uma correria e tumulto na universidade.

Após o ataque, Medeiros escapou da universidade para dirigir a escola da sua ex-mulher.

Segundo ataque Após o primeiro ataque, Medeiros se dirigiu à Escola Municipal Mariinha Borborema, localizada no bairro Três Irmãs, a 20 minutos da universidade.

Medeiros tinha intenção de atingir sua ex-namorada, uma professora da escola; ele chegou a disparar tiros na escola e tentou invadir a instituição, mas não conseguiu.

Funcionários da escola avistaram Medeiros e alertaram a professora, que se escondeu, fazendo Medeiros desistir e escapar novamente.

Após os disparos, Medeiros se dirigiu ao pátio do Instituto de Polícia Científica (IPC), localizado no bairro do Serrotão, com seu carro e, ao chegar ao local, disparou um tiro em sua própria cabeça, ferindo-se gravemente. Vigilantes do instituto, ao escutar o tiro, foram verificar o que aconteceu e se depararam com Medeiros com um ferimento de tiro. Medeiros chegou a ser socorrido após tentar cometer suicídio.

Vítimas Keine Diniz dos Santos, dono da copiadora de 40 anos, foi atingido seis vezes na cabeça e tórax e morreu ainda dentro da universidade.

Wesley Porto, de 36 anos, copista da universidade, levou um tiro no braço e recebeu alta no mesmo mês do ataque, sem ter sequelas. Seu estado foi considerado estável.

Além de Porto, outras duas pessoas foram socorridas: uma estudante de 22 anos sofreu ferimentos no pé ao pular do primeiro andar da universidade para fugir do ataque e um idoso de 60 anos teve pico de pressão, mas não teve ferimentos.

Todas as vítimas feridas foram socorridas e levadas ao Hospital de Trauma de Campina Grande.

O atirador, Flávio Medeiros, de 47 anos, ficou gravemente ferido com um tiro autoinfligido na cabeça e foi levado para o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes. Por volta das 7h40 do dia seguinte, Medeiros acabou falecendo.

Perpetrador Flávio Medeiros, de 47 anos, foi o perpetrador dos ataques. Ele já foi casado por 24 anos e teve dois filhos, mas se separou de sua mulher.

A mulher com quem Medeiros se casou afirmou que era agredida constantemente por ele e o descreveu como possessivo e violento. Ao passar dos anos, a situação piorou e a mulher pediu divórcio.

Medeiros ainda ameaçou ela ao descobrir que ela estava namorando com Diniz, o dono da copiadora morto no ataque. Em uma das ameaças, Medeiros ameaçou matar o namorado, ela e depois cometer suicídio.

O ataque foi planejado e motivado por ciúmes, já que Medeiros não aceitava que Diniz namorava com sua ex-mulher.

Medeiros comprou a pistola calibre 380 no fim de janeiro do mesmo ano. A arma de fogo era cadastrada e registrada em seu nome. Ele ainda praticou clube de tiro antes do ataque.

Consequências

Após o ataque, ambas as instituições atacadas suspenderam as aulas:

A Escola Municipal Mariinha Borborema suspendeu as aulas como medida protetiva pra proteger a professora que era o alvo do ataque, no momento da suspensão, Medeiros estava foragido. A Universidade Estadual da Paraíba suspendeu as aulas para garantir a segurança dos estudantes e tomar controle de acesso da instituição.

A Universidade Estadual da Paraíba emitiu uma nota no WhatsApp para os estudantes da universidade: "Nossa universidade é pautada em cultura da paz. Estamos cansados do contrário disso, de tanto ódio e violência. Mas é importante dizer que não foi uma ação como um atentado. Não foi uma ação terrorista. Aqui trata-se de algo direcionado a uma pessoa por motivações que não têm nada a ver com um atentado. Isso não diminui o prejuízo e estamos enlutados com tudo isso. Amanhã a reitoria vai publicar uma portaria sobre os próximos passos".

No dia seguinte, Diniz, a vítima fatal, foi enterrada no bairro do Velame, em um cemitério particular de Campina Grande, na presença de amigos, familiares e outras pessoas. Diniz foi descrito como "alegre", "batalhador" e que conquistava todo mundo com um sorriso.

As aulas na Escola Municipal Mariinha Borborema retornaram no dia 7 de abril, quatro dias após os ataques.

No dia 11, as aulas na Universidade Estadual da Paraíba retornaram com medidas de segurança. Retornando 8 dias após os ataques.

Diante da volta das aulas, a segurança foi reforçada, como:

Seguranças armados com bastões nos portões da universidade. Os corredores conectados dos andares foram abertos após uma das estudantes do primeiro andar ter pulado para escapar do ataque.

Até o dia 15, mais medidas de segurança seriam utilizadas, como:

Instalar catracas com identificação facial, digital ou com cartões. Reformar a iluminação. Criação de mais rotas de fugas na universidade.

Em novembro do mesmo ano, um ataque a tiros semelhante em outra instituição ocorreu no Maracanã, Rio de Janeiro. Ambos os ataques tiveram semelhanças, já que os atiradores e as vítimas tinham idades semelhantes, os atiradores usaram o mesmo tipo de arma de fogo e ambos cometeram suicídio e atingiram dois funcionários. O caso ficou conhecido como o Massacre do Maracanã.

Ver também

Massacre do Maracanã - Outro tiroteio escolar ocorrido no mesmo ano Tiroteio na Escola Estadual Professor Luiz Felipe - Outro tiroteio escolar ocorrido no mesmo ano Ataque na escola de Estação - Outro ataque escolar ocorrido no mesmo ano Tiroteio de 1995 na Universidade de São Paulo - Outro tiroteio em universidade brasileira Ataques escolares de Aracruz - Outro perpetrador atacou duas escolas, em Aracruz, Espírito Santo Lista de ataques e invasões escolares no Brasil

Referências Categoria:Ataques a universidades e faculdades Categoria:Campina Grande Categoria:Tiroteios em escolas Categoria:Ataques e invasões escolares no Brasil Categoria:Assassinatos-suicídio Categoria:Universidade Estadual da Paraíba