Sítio Arqueológico da Ilha de Santana (código RJ00124) integra o registro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e localiza-se na Ilha de Santana, no município de Macaé, Rio de Janeiro, Brasil. Situada a aproximadamente dez quilômetros da costa, apresenta evidências de ocupação humana datadas de cerca de 1.260 ± 330 anos antes do presente.
Contexto e localização Inserido no Arquipélago de Santana, o sítio encontra-se em ambiente costeiro caracterizado por formações rochosas e disponibilidade de recursos marinhos. A área integra unidade de conservação municipal instituída pela Lei nº 1.216/1989.
Histórico das pesquisas thumb|250px|Fragmento de sambaqui preservado no acervo do Museu Nacional
O cadastramento oficial ocorreu em 23 de novembro de 1981, no âmbito do Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (CNSA).
Os vestígios foram descobertos entre 1980 e 1981, durante a abertura de uma estrada pela Petrobras para acesso à torre de telecomunicações da ilha.
Pesquisas conduzidas por Tânia Andrade Lima, vinculada ao Museu Nacional/UFRJ, analisaram restos de fauna e padrões de subsistência.
Caracterização arqueológica thumb|250px|Farol de Santana, operado pela Marinha do Brasil
Com área aproximada de 500 m², o sítio apresenta camada arqueológica escura e estratigrafia com dois níveis principais.
Entre os materiais recuperados predominam ossos de peixes, conchas de moluscos, restos de ouriços-do-mar e vestígios de répteis, aves e mamíferos.
Preservação e acesso A área integra o Parque Natural Municipal do Arquipélago de Santana, um unidade de conservação municipal com acesso controlado.
Procedimentos de acesso também são regulamentados pela Marinha do Brasil.
Relevância O sítio constitui registro das estratégias de subsistência de populações pescadoras-coletoras no litoral do sudeste brasileiro.
Categoria:Sítios arqueológicos do Rio de Janeiro Categoria:Macaé Categoria:Patrimônio histórico do Brasil