Reality Awaits é o sétimo álbum de estúdio da banda de rock estadunidense The Strokes. Foi o primeiro lançamento da banda desde The New Abnormal, de 2020. O lançamento foi a 24 de julho de 2026.
A arte da capa, criada por Johann Rashid, foi baseada na fotografia de 1989 (Untitled) Cowboy de Richard Prince.
Contexto e gravação Em 2022, em uma aparição no podcast The Joe Rogan Experience, o produtor Rick Rubin afirmou que estava gravando um novo álbum com The Strokes na Costa Rica.
Lançamento e marketing Em 6 de abril de 2026, a banda anunciou Reality Awaits via Instagram, com um vídeo teaser mostrando um Nissan 300ZX da década de 1980 com a frase "Ao vivo, é ainda mais sexy", seguida pelo título do álbum e a data de lançamento. No mesmo dia, distribuíram fitas cassete contendo a faixa "Going Shopping" para 100 fãs que haviam fornecido seus endereços postais para o serviço promocional de SMS na semana anterior. Eles também estrearam a canção ao vivo no Bill Graham Civic Auditorium. No dia seguinte, revelaram a capa do álbum e lançaram a faixa nas plataformas de streaming como o primeiro single do álbum.
Recepção da crítica
Reality Awaits recebeu críticas geralmente favoráveis da imprensa especializada, embora a recepção tenha destacado o caráter experimental e divisivo do álbum. No Metacritic, que atribui uma média ponderada às avaliações da imprensa, o álbum obteve pontuação 70 de 100, com base em 17 críticas, sendo classificado como de recepção "geralmente favorável".
Entre as avaliações mais positivas, a revista NME atribuiu ao álbum quatro de cinco estrelas, afirmando que o The Strokes soa "mais vivo" e entrosado do que em anos anteriores. O jornal The Guardian também concedeu quatro estrelas de cinco e considerou que o álbum combina a experimentação associada ao projeto The Voidz de Julian Casablancas com uma produção mais melódica, descrevendo o resultado como uma obra frequentemente lúdica e alegre. A revista Consequence atribuiu nota 83 de 100 e destacou a combinação entre elementos de The New Abnormal e características mais próximas do The Voidz, considerando o álbum interessante e consistentemente recompensador, embora potencialmente polarizador devido ao uso de Auto-Tune.
Outras avaliações foram mais reservadas. A Pitchfork destacou o uso intenso de Auto-Tune, as letras de caráter satírico e as referências à cultura popular, considerando que algumas faixas representam variações do estilo característico da banda e descrevendo o álbum como uma obra "sombria" e experimental. O Los Angeles Times caracterizou o disco como o trabalho mais excêntrico da carreira do grupo até então, destacando os efeitos vocais, o humor e as aproximações estilísticas com o The Voidz, embora tenha observado que o álbum se distancia consideravelmente da sonoridade tradicionalmente associada ao The Strokes.
No Brasil, a recepção também foi heterogênea. A Folha de S.Paulo considerou que o álbum amplia a vertente experimental do grupo, mas avaliou que o resultado é irregular, enquanto destacou que suas letras abordam temas como envelhecimento e crítica à apatia das gerações mais jovens. O site Música Instantânea apresentou uma avaliação negativa, criticando o uso de Auto-Tune, a repetição de fórmulas e a aproximação entre a produção de Casablancas no The Voidz e o material gravado com o The Strokes.
De modo geral, a recepção crítica identificou no álbum uma tentativa deliberada de afastamento da sonoridade mais convencional do grupo. Embora parte dos críticos tenha considerado o experimentalismo e a atuação vocal de Casablancas como elementos positivos, outras avaliações apontaram irregularidade e excesso de experimentação como limitações da obra.
Lista de faixas
Categoria:Álbuns lançados pela RCA Records Categoria:Álbuns lançados pela Cult Records Categoria:Álbuns de The Strokes Categoria:Álbuns produzidos por Rick Rubin Categoria:Álbuns de 2026