Christian Caldwell (Caddell) foi uma caçadora de bruxas que atuou em Morayshire, na Escócia, durante a década de 1660. Ela é lembrada por seu comportamento incomum para a época, incluindo o fato de se vestir com roupas do sexo oposto enquanto realizava suas atividades. alt=Witch-pricking Needles|miniaturadaimagem|Agulhas usadas para marcar bruxas

Biografia Caldwell assinou um contrato com o condado de Moray sob o pseudônimo John Dickson. Sua verdadeira identidade é desconhecida, mas, como a prática de “marcar” bruxas (witch-pricking) era uma atividade exercida por homens, ela se disfarçava como um deles para seguir essa profissão.

Marcação com agulhas Caldwell firmou seu primeiro contrato com o oficial John Innes, e recebeu permissão para viver no condado por um ano; em troca, identificaria bruxas por um salário de 6 xelins por dia. Uma prática usada por ela para essa identificação era testar a chamada “marca do diabo”.

A “marca do diabo” era, segundo a crença das caças às bruxas na Europa, uma marca física no corpo da pessoa que indicaria um pacto com o diabo. Acreditava-se que essa marca podia ser uma mancha, pinta, cicatriz ou área da pele diferente do restante.

Isobel Gowdie, uma mulher escocesa que confessou bruxaria na Escócia, em 1662, pode ter sido uma das vítimas dela.

A prática envolvia despir e raspar completamente a vítima, e então inserir o alfinete repetidamente até encontrar o ''local correto''.

Acusações e sentença Caldwell acusou injustamente John Hay, um mensageiro influente da corte, que ordenou sua prisão. Caldwell foi acusada de bruxaria e interrogada em Edinburgh em 30 de agosto de 1662, sob a acusação de “falsas acusações, tortura e causar a morte de pessoas inocentes em Moray”. Seu verdadeiro gênero foi descoberto. Ela foi banida para uma plantação afetada por febres em Barbados em 4 de maio de 1663, no mesmo dia em que sua última vítima foi queimada em Forres.

Referências

Categoria:Escoceses do século XVII