Francisco Lacerda (Lisboa, 10 de novembro de 1988) é um artista plástico, crítico de arte e curador português, ativo em projetos internacionais de arte contemporânea. Atualmente é diretor da revista Usia Review.
Realizou entrevistas e publicou trabalhos de crítica de arte sobre diversos artistas plásticos e visuais, cineastas e fotógrafos de relevância nacional e internacional, tais como Albert Watson, Duane Michals, Fábio Colaço, Rob Munday, Jeffrey Omura, John Akomfrah, Ndidi Dike, Omyo Cho, Pedro Calapez e Steve McCurry.
Carreira Francisco Lacerda tem desenvolvido atividade como curador em projetos de arte contemporânea em contexto internacional. Como curador já realizou exposições com os artistas Anya Myagkikh, Cristina Rodriguez, Gonçalo Fonseca, Tran Trong Vu, Gustavo Fernandes, Geraldo Melo, João Gabriel, Luca Moncaleano e Raphaël Kessler.
A maioria das exposições inclui habitualmente convidados de diversas áreas do conhecimento para produzirem ensaios e textos críticos sobre as mostras e sobre a arte em geral. Entre as personalidades de relevo que colaboram nestas publicações, destacam-se a escritora e cientista Clara Pinto-Correia, o poeta Damien Arness-Dalton, a crítica de arte Carolina Moncaleano e os professores universitários Abel Pena, Álvaro Madureira Pinto, Maria José Lourenço e Rui Jorge Agostinho.
Em 2018, foi curador da exposição Transitory Art, realizada em Doha, no Qatar, com apoio institucional da Embaixada de Portugal. A exposição teve cobertura da imprensa internacional, incluindo o jornal The Peninsula Qatar. Foi também noticiada pelo Qatar Tribune.
Em 2018, foi também curador da exposição Words in Sight, da fotógrafa irlandesa Gillian Hyland, apresentada em Lisboa. A exposição teve cobertura na imprensa nacional, incluindo o Diário de Notícias e a TSF. Esta exposição, contou com o apoio institucional da embaixada da Irlanda em Portugal.
Outros projetos expositivos associados à sua atividade incluem iniciativas apresentadas em contextos institucionais e culturais, como o pavilhão de Portugal na Expo 2020 Dubai e programas culturais ligados ao setor hoteleiro e artístico.
Em 2026, foi curador de uma exposição de arte contemporânea, reunindo fotografia e pintura, no Museu do Tesouro Real, no Palácio da Ajuda em Lisboa. Contou com o apoio institucional da embaixada da Suíça e da República Checa em Portugal. A exposição estabeleceu um diálogo entre a criação artística contemporânea e as joias da coleção do museu, explorando as relações entre cor, forma e luz. A proposta curatorial procurou criar uma correspondência visual e conceptual entre as obras de arte e o património joalheiro, aproximando a arte contemporânea da coleção histórica do Tesouro Real. Esta exposição incluiu entre outros artistas: Carlos Barahona Possollo, Marc Sarkis Gulbenkian, Martin Stranka, Rita Andrade e Teymur Rustamov.
Referências