"Power Play" é o décimo quinto episódio da quinta temporada da série de ficção científica estadunidense Star Trek: The Next Generation. É o 115º episódio geral da série e foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos por redifusão em 24 de fevereiro de 1992. Foi dirigido por David Livingston e escrito por René Balcer, Herbert J. Wright e Brannon Braga. The Next Generation se passa no século XXIV e acompanha as aventuras da tripulação da nave estelar USS Enterprise-D. Neste episódio, entidades alienígenas desconhecidas assumem o controle das mentes de Data, Deanna Troi e Miles O'Brien.
A história do episódio foi passada para ser desenvolvida por diferentes roteiristas independentes, com a versão final tendo sido escrita por Braga em colaboração com Wright. Foi o segundo episódio dirigido por Livingston, que se preparou para o trabalho visitando os cenários e desenhando as cenas conforme as imaginava. A atriz Marina Sirtis machucou suas costas ao filmar uma cena em que sua personagem cai no chão, mas escondeu seu desconforto e continuou trabalhando. "Power Play" registrou a terceira melhor audiência da quinta temporada e recepção da crítica especializada foi na maior parte positiva.
Enredo A responde a um pedido de socorro e uma região do espaço em que a USS Essex desapareceu dois séculos antes. O comandante William Riker, o tenente-comandante Data e a conselheira Deanna Troi são enviados para a superfície do satélite natural de onde o pedido de socorro se originou a bordo de uma nave auxiliar. Riker machuca seu braço no pouso da nave e o chefe do teletransporte Miles O'Brien consegue descer para a superfície para tentar resgatar os outros três. Três orbes de luz aparecem e entram nos corpos de Data, Troi e O'Brien, com um quarto recusando-se a entrar em Riker.
Os quatro depois conseguem voltar para a Enterprise, mas Data, Troi e O'Brien tomam o controle da nave e fazem reféns no Bar Panorâmico. Troi afirma ser o capitão Bryce Shumar da Essex, com Data e O'Brien sendo seus colegas tripulantes. Ela afirma que seus espíritos foram presos pelos campos eletromagnéticos do satélite e pede que a Enterprise leve seus ossos para serem enterrados na Terra. Crusher determina que a dor do braço quebrado de Riker repeliu as entidades que possuíram os outros. A tripulação cria um plano para causar dor nos possuídos e prendê-los, mas fracassa quando Data deixa a área de ataque. O capitão Jean-Luc Picard consegue convencer Data, Troi e O'Brien a levarem os reféns para a doca de carga.
Troi revela que o satélite é uma colônia penal e que ela, Data e O'Brien são na verdade prisioneiros, não os tripulantes da Essex. Eles anteriormente tentaram tomar o controle dos tripulantes da Essex para escaparem, mas a nave caiu durante a tentativa de fuga. O'Brien teletransporta centenas de p entidades de outros prisioneiros para a doca de carga com o objetivo de possuírem a tripulação da Enterprise, mas os oficiais conseguem prendê-los com um campo de contenção. Picard ameaça abrir a porta da doca de carga e matar todos, com as entidades deixando os corpos de Data, Troi e O'Brien e os outros prisioneiros voltando para o satélite. Depois dessa experiência, a tripulação inicia seu processo de recuperação.
Produção thumb|esquerda|240px|O roteiro de "Power Play" foi coescrito por Brannon Braga "Power Play" foi uma história que passou por vários roteiristas independentes até ser entregue para Brannon Braga, que não gostou muito da premissa por achar que ela era simplesmente "um drama de reféns básico com alienígenas, outra história de troca de corpos". Ele desenvolveu o enredo e então o roteiro foi passado para o produtor Herbert J. Wright, que concebeu o elemento das entidades afirmando serem fantasmas e colaborou com Braga para a criação da versão final. "Power Play" foi inicialmente pensado como uma oportunidade de economizar dinheiro, com a história se passando principalmente nos cenários da , porém algumas cenas de ação foram adicionadas para deixar o episódio mais interessante e isso fez o orçamento crescer bastante.
Este foi o segundo episódio de Star Trek: The Next Generation dirigido pelo produtor David Livingston, que antes tinha dirigido "The Mind's Eye" da quarta temporada. Livingston fez sua preparação durante dois fins de semana e no feriado de Ação de Graças de 1991, visitando os cenários e desenhando as cenas conforme as imaginava. Ele achou que as duas melhores coisas sobre "Power Play" eram que era um episódio de ação e permitia que três personagens interpretassem versões totalmente diferentes de seus normais. As cenas na superfície do satélite foram filmadas no Estúdio 16 da Paramount Pictures, com grandes ventiladores sendo usados para soprar areia. A atriz Marina Sirtis, intérprete da conselheira Deanna Troi, machucou suas costas ao fazer ela mesma uma cena em que sua personagem caía para trás, porém escondeu seu desconforto e continuou seu trabalho. Para as cenas no Bar Panorâmico, Livinston tentou manter a câmera ativa para que as coisas não ficassem estáticas.
Repercussão Audiência "Power Play" foi exibido pela primeira vez nos Estados Unidos por redifusão na semana de 24 de fevereiro de 1992. Registrou um índice Nielsen de 13,2, refletindo a porcentagem de residências que assistiram ao episódio na estreia. Foi a terceira melhor audiência da temporada, atrás apenas das duas partes de "Unification" e de "The Game".
Crítica Keith R. A. DeCandido da Reactor disse que apesar deste episódio "não possui absolutamente nenhum valor social redentor", ele o adorava e o considerava uma boa história de ação. Ele elogiou bastante a direção de Livingston, a música de Jay Chattaway e as atuações de Sirtis, Brent Spiner e Colm Meaney. No geral, DeCandido considerou que a história tinha um bom ritmo e cenas de ação bem feitas, definindo "Power Play" como "muito divertido". Zack Handlen da The A.V. Club comentou que apesar de não haver um grande tema filosófico sendo discutido e que "o suspense nunca é tão emocionante assim", o episódio era "bastante agradável". Ele considerou que a tensão da história diminuiu assim que o elemento dos reféns foi introduzido, por nunca parecer que havia realmente perigo, mas mesmo assim o "elemento de incerteza foi, breve ou não, gratificante".
Jamahl Epsicokhan da Jammer's reviews afirmou que "'Power Play' é assistível e competente, mas que retrata uma situação de reféns bastante convencional, filtrada por diversos elementos de ficção científica/fantasia". Ele achou que o episódio estava apenas interessado em lidar com a situação dos reféns e que "era difícil sentir-se entusiasmado ou muito desapontado ao mesmo tempo" pelo episódio ter realizado aquilo que se propôs a fazer. Salvador Nogueira da Trek Brasilis disse que a premissa do episódio era conduzida "com razoável dose de tensão, emoção e suspense", porém afirmou que a "história é chata e desinteressante, e a ação idem, tornando-o um dos pontos mais baixos da quinta temporada". Ele criticou especialmente a lógica de Data, como um androide, ser possuído pelas entidades da mesma forma que seus colegas humanos.
Braga achou que o roteiro final era "medíocre", mas foi elevado pela direção de Livingston e pelas atuações, no final se tornando "um programa de ação realmente excelente". Livingston, por sua vez, considerou que o roteiro foi bom do começo ao fim, especialmente o segundo ato, que era cheio de cenas de ação. O produtor executivo Michael Piller achou que "Power Play" foi "um dos episódios mais bem dirigidos da temporada", tendo um "senso de estilo extraordinário", porém também reconheceu que era uma história "vazia" que estourou o orçamento da série, com as únicas coisas que gostava a respeito era o trabalho de Livinston e também as atuações de Spiner, Sirtis e Meaney.
Bill Wistrom, James Wolvington, Wilson Dyer, Masanobu Tomita, Dan Yale e Gerry Sackman foram indicados ao Prêmio Emmy do Primetime na categoria de Melhor Realização Individual em Edição de Som para uma Série por seu trabalho em "Power Play", porém perderam para um episódio de Law & Order.
Mídia caseira "Power Play" foi lançado no formato LaserDisc nos Estados Unidos em 17 de junho de 1997 junto com "Ethics", enquanto no Japão foi lançado em 10 de outubro de 1997 como parte da coleção da segunda metade da quinta temporada. Foi lançado em DVD nos Estados Unidos em 5 de novembro de 2002 como parte da coleção da quinta temporada. Foi remasterizado e lançado no formato Blu-ray nos Estados Unidos em 18 de novembro de 2013 como parte da coleção da quinta temporada.
Bibliografia
Ligações externas
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