Giants & Monsters é o décimo sétimo álbum de estúdio da banda alemã de power metal Helloween, lançado em 29 de agosto de 2025. É o segundo álbum de estúdio gravado pela formação "Pumpkins United", que incorpora o vocalista Michael Kiske e o guitarrista/vocalista Kai Hansen ao quinteto anterior, e o primeiro lançamento da banda lançado pela gravadora Reigning Phoenix Music.

Foi precedido por três singles: "This Is Tokyo", lançado em 13 de junho de 2025; "Universe (Gravity for Hearts)", lançado em 25 de julho de 2025; e "A Little Is a Little Too Much", lançado juntamente ao álbum em 29 de agosto de 2025.

Giants & Monsters foi lançado em formato earbook com um CD bônus, CD digipak com uma faixa bônus, CD em caixa de acrílico, LP duplo "gatefold", LP duplo "picture" com uma faixa bônus e em plataformas digitais.

Contexto e gravação A banda começou a trabalhar no álbum já em março de 2023 e entrou em estúdio em meados de 2024. As músicas foram trabalhadas como demos por 5 a 6 meses até uma reunião online na qual os membros deliberaram sobre a lista de faixas. De acordo com o vocalista Michael Kiske, a banda escreveu mais de 20 músicas que consideraram "ótimas" e o próximo álbum, portanto, já foi escrito. O vocalista Andi Deris disse à Billboard Brasil que eles criaram um total de 23 músicas, 10 das quais foram escolhidas pela equipe de gerenciamento para o álbum.

A gravação levou até mais cinco meses e a mixagem foi feita no Wisseloord Studios, nos Países Baixos. O baterista Daniel Löble usou três baterias diferentes no álbum.

Em uma entrevista à revista finlandesa Chaoszine, Andi disse que não sentiu nenhuma pressão ao preparar o álbum porque acredita que a banda "já havia provado seu valor" no álbum anterior. Tanto ele quanto o guitarrista e vocalista Kai Hansen concordaram que o álbum soa "mais focado e direto" do que o anterior. Michael Kiske corroborou essa opinião em entrevista à Sonic Perspectives, dizendo que as coisas foram "muito mais fáceis. Porque é tipo quando fizemos o último, tudo era novo. [...] Desta vez foi muito mais relaxado e tudo pareceu se encaixar naturalmente. E acho que o álbum é mais orgânico. [...] O anterior, pessoalmente, achei um pouco sobrecarregado. Este foi muito mais fácil de ouvir."

Michael reforçou sua opinião em uma entrevista para a Roadie Crew, afirmando que a banda está "mais em sintonia" agora, enquanto no primeiro álbum todos estavam "se conhecendo". Ele chegou a dizer que o álbum anterior era "um pouco sobrecarregado, eu diria, para o meu gosto. Ele é um pouco exagerado, tem informação demais". Kiske então esclareceu que estava se referindo aos solos e partes instrumentais em geral.

Música e temas O baixista Markus Grosskopf descreveu Giants & Monsters como "um ótimo álbum de heavy rock", com uma "atitude pop rock e algumas músicas longas, épicas ou progressivas". As letras abordam reencarnação, unidade cósmica e luta humana, com Michael Kiske ligando isso a "uma visão espiritual compartilhada entre os membros. [...] Nós vemos a escuridão. Não é que nos façamos cegos a ela, mas acreditamos no bem. E acreditamos que você precisa alimentá-lo. [...] E é por isso que às vezes parece quase um álbum conceitual, mas não é. Não houve conversas prévias. Não fizemos nenhum plano. Simplesmente aconteceu naturalmente."

Título Segundo Andi, o álbum se refere aos "gigantes que poderíamos ser e aos monstros contra os quais temos que lutar em nossas vidas repetidamente". Em uma entrevista para o programa TV War, da Metal Hammer Greece, Andi falou mais sobre o significado dos "gigantes" ao descrever a faixa de abertura "Giants on the Run" (veja abaixo); Kai acrescentou que "você tem que lutar contra os monstros. [...] os demônios que você tem que enfrentar e a luta diária. Depois, você pode pensar nos anunáqui, no retorno dos deuses do espaço sideral, em pessoas gigantes e por aí vai. Há muito espaço para fantasia, eu acho." Andi acrescentou que isso também pode ser remetido até a Bíblia.

Capa A arte da capa do álbum foi revelada em 6 de junho, mais uma vez elaborada por Eliran Kantor, que comentou: "Com a capa do álbum anterior dando destaque ao Guardião ("Keeper"), eu queria que esta permitisse que Jack O' fosse o foco. Com letras inspiradoras sobre o potencial interior positivo da humanidade, Jack O' manifesta uma fonte de água que flui incessantemente, trazendo uma inundação que está afogando os monstros. O estilo da pintura em si é uma homenagem aos videogames com os quais cresci; esses foram os super-heróis que me impactaram, e eu ainda recorro a esses instintos lúdicos ao abordar a criatividade."

Informações sobre as músicas Segundo Andi, a faixa de abertura "Giants on the Run" foi escrita por ele e depois Kai adicionou "uma música nova inteira" no meio, e ele achou que ficou "perfeito". A letra dela discute uma teoria da conspiração segundo a qual as pessoas são deliberadamente "oprimidas" na sociedade para que não expressem plenamente seus sonhos e ideias.

"A Little Is a Little Too Much" fala sobre como pequenos excessos podem levar a grandes problemas, como a última gota que faz um copo transbordar. Andi, que a escreveu, baseou-se em suas primeiras experiências da adolescência, incluindo sexo, mas afirma que a mensagem se estende ao conceito de pequenas coisas saindo do controle; ele teve a inspiração inicial para escrevê-la durante uma caminhada até a praia, que ele acredita que teria aproveitado mais se sua mente estivesse livre "desse pouquinho, um pouquinho, simplesmente demais". Michael Kiske viu influências dos Scorpions na música, o que o levou a adicionar harmonias para deixá-la ainda mais com a cara do Scorpions. O guitarrista Sascha Gerstner concebeu o vídeo e diz que queria trazer de volta o espírito dos vídeos de músicas antigas como "I Want Out".

Com relação a "We Can Be Gods", o compositor Kai disse que "estamos presos em nossas vidas devido às circunstâncias, ao mundo exterior e às nossas próprias decisões, e pode haver momentos em nossas vidas em que realmente tomamos nosso destino em nossas próprias mãos e então realmente podemos ser deuses. Fazendo coisas grandes e sendo determinados. Fazendo algo grandioso por nós mesmos e por aqueles que nos cercam."

"Into the Sun" é uma versão regravada da música, que havia sido originalmente gravada para o álbum anterior, mas acabou sendo retirada do repertório final porque a banda não estava satisfeita com o trabalho de pós-produção. Para Giants & Monsters, quatro versões diferentes foram criadas: a padrão, com Andi e Michael cantando; duas versões com cada um deles cantando solo; e uma versão clássica. Sua letra fala sobre reencarnação, mas originalmente era sobre um orgasmo, porém Andi trocou o assunto depois de decidir fazer um dueto com Michael. Michael Weikath comparou seus versos a "The Show Must Go On", do Queen, além de considerá-la "a melhor balada já escrita" por Andi.

"This Is Tokyo" foi lançada como o primeiro single do álbum. De acordo com Andi, ele "sempre quis escrever esta música" já que "o Japão tem um papel especial na minha vida porque tive meus primeiros grandes sucessos lá". A decisão de batizá-la com o nome da cidade em vez do país se deu apenas porque ele achou que a primeira soava melhor do que a segunda, mas a cidade representa todo o país na música. Andi também achou que ambos os singles são mais "pop metal" e ajudam a "aliviar um pouco a tensão do álbum".

Sobre o segundo single "Universe (Gravity for Hearts)", o compositor Sascha comentou que "tudo no universo está conectado, e o que parece ser um número infinito de estrelas pode, na realidade, ser momentos, corações e escolhas. Ele se inspirou a escrevê-la depois de observar o céu noturno e conceber a ideia de que cada estrela representa um "coração que está contando". "Hand of God", também escrita por Sascha, está relacionada à morte e como as pessoas refletem sobre suas vidas à medida que o fim se aproxima. Segundo ele, "pode ser de um ponto de vista religioso, mas pode ser, de forma geral, sobre todas as decisões que você tomou na vida".

"Under the Moonlight" foi escrita por Michael Weikath sobre adquirir todas as coisas que se deseja, mas ainda se sentir da mesma forma que antes, enquanto também discute "hábitos. Algumas pessoas fazem coisas estranhas ou proibidas nos bastidores e pensam que são ótimas e precisam conseguir mais e mais e mais..." Andi viu influências do Queen nesta faixa também.

A faixa de encerramento "Majestic" foi descrita como tendo elementos de "Love to Love", do UFO (em sua introdução), e "Queen of the Reich", do Queensrÿche. Ela foi originalmente escrita por Kai para sua outra banda, o Gamma Ray, mas permaneceu inacabada. É inspirada pelas crenças em antigos astronautas e ele diz que o refrão ("aqui estamos nós, os majestosos, os mestres") poderia ser sobre a própria banda ("mestres do power metal"), mas ele prefere deixar em aberto para quem ouve interpretar.

Recepção Escrevendo para a Echoes and Dust, Geoff Topley elogiou o álbum, tanto em termos de produção quanto de performance, e o chamou de "um álbum brilhante que não se desculpa pelos sons que contém. A banda não tem vergonha de não se levar muito a sério e simplesmente curte criar a música que ama e que seus fãs podem apreciar. Primorosamente polido e produzido, e sem despertiçar uma única nota, ele concentra muita coisa em sua duração. [...] Giants & Monsters é um álbum de metal fantástico, repleto de grandes músicas [...]."

Dave Everley, da Classic Rock, comparou Giants & Monsters favoravelmente ao seu antecessor, citando que este último tinha "um desejo óbvio de não reacender antigas animosidades, o que lhe conferia um ar de cautela". Ele negou que fosse um álbum de power metal, classificando-o como um "álbum completamente de metal melódico moderno", concluindo que "essa formação robusta poderia facilmente ter tropeçado nos próprios pés, mas evitou isso. 'Nós somos os mestres!', canta Kiske na mini-épica Majestic, que encerra o álbum. Ele não está cantando sobre Helloween, mas poderia muito bem estar."

Steel Druhm escreveu no Angry Metal Guy que "Giants and Monsters é uma coleção peculiar de estilos, e é um álbum de power metal por apenas cerca de 30% do tempo. [...] Há uma certa descontração na composição, sugerindo que o grupo se tornou mais confortável trabalhando junto e, como resultado, você obtém um conjunto diversificado de músicas que abrangem tudo, desde o power metal clássico até o hair metal e o rock de estádio ". Ele elogiou os vocais e o trabalho de guitarra, dizendo que "não há faixas ruins e cada música tem seus encantos peculiares e características cativantes. Com 52 minutos, Giants and Monsters evita parecer longo, apesar da presença de várias faixas épicas de 8 minutos". Ele finalizou chamando-o de "um álbum mais forte e refinado no geral" do que Helloween.

Michiel Hoogkamer, do Zware Metal, também comparou o álbum favoravelmente ao anterior, dizendo que o som geral "parece muito mais consistente e o álbum flui mais naturalmente como uma experiência de audição unificada". Ele também elogiou a produção e mixagem "equilibradas" por permitirem que a maioria das músicas "se sustente de forma impressionante". Por outro lado, ele criticou "This Is Tokyo" e "Hand of God" como "um pouco simplistas e repetitivas demais". Ele elogiou o trabalho com três guitarras e três vocais, comentou que "o Helloween ainda soa melhor quando se entrega totalmente: velocidade máxima, variedade total, grandeza épica total — tanto nos vocais quanto nas guitarras" e concluiu dizendo que "ao recuar ocasionalmente em certas frentes, a banda provavelmente manterá os fãs de todas as eras engajados".