O exílio interior (ou exílio interno) é uma expressão que designa uma forma de isolamento, voluntário ou imposto, na qual o indivíduo se afasta da vida social e cultural, passando a sentir-se estrangeiro em seu próprio país. O conceito é frequentemente associado a contextos de repressão política ou censura, representa uma forma de resistência intelectual, afastamento ou "morte civil" pela impossibilidade de liberdade de expressão.

O termo foi cunhado pelo jornalista espanhol Miguel Salabert em 1958, com a publicação do artigo "L'exil intérieur" no periódico francês L'Express, sendo posteriormente retomado em seu romance homônimo publicado em 1961.

140px|miniatura|Bandeira da Segunda República Espanhola No contexto da Espanha, a expressão refere-se aos dissidentes que, após a derrota da Segunda República Espanhola e a ascensão do Franquismo, permaneceram no país. Enquanto parte dos opositores do regime optou pelo exílio externo, outros, considerados não ameaçadores pelas novas autoridades (como artistas de esquerda sem atuação política direta ou feministas e homossexuais católicos), continuaram em território nacional, embora frequentemente afastados de cargos de responsabilidade e submetidos ao silenciamento de suas atividades intelectuais, literárias ou artísticas.

Exemplos de exílio interior na Espanha Franquista

"Eu disse, então, e digo agora, que o exílio interno é, e foi, uma realidade histórica. Trata-se de uma realidade que, em sentido amplo e como contraponto à Espanha desenraizada e errante do exílio, incluía e expressava a Espanha acorrentada, cativa e marginalizada em seu próprio território; ou seja, abrangia todos aqueles espanhóis que resistiram passivamente ou cuja única forma de colaboração com o Franquismo consistia em não lutar ativamente contra ele."Miguel Salabert, L'exil intérieur, (introdução).

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