A Estátua de D. Pedro IV é um monumento em homenagem a D. Pedro IV, localizado no centro da Praça do Rossio, em Lisboa, Portugal. O monumento foi inaugurado em 29 de Abril de 1870, no 44.º aniversário da outorga da Carta Constitucional de 1926 pelo homenageado.

História e detalhes esquerda|miniaturadaimagem|250x250px|O primeiro monumento a D. Pedro IV, chamado "o galheteiro" pelos lisboetas, numa fotografia de cerca de 1860. Em 1821, D. João VI mandou construir um monumento à Constituição no local onde hoje se encontra a coluna, que foi destruído dois anos depois pelo mesmo rei, após o Infante Miguel de Portugal (apoiado pela rainha Carlota Joaquina) ter liderado com sucesso uma contrarrevolução para reinstaurar a monarquia absoluta.

O primeiro monumento a D. Pedro IV foi erguido em 1852, tendo D. Maria II (filha de D. Pedro) lançado a pedra fundamental. O monumento consistia simplesmente num pedestal, que os lisboetas chamavam de " o galheteiro" devido à sua forma pouco elegante. Este monumento primitivo foi demolido em 1864, depois de ter servido de base para uma estátua temporária de Himeneu durante as cerimónias de casamento de D. Pedro V em 1858 e de D. Luís I em 1862.

A atual estátua de mármore foi erguida no topo de uma coluna de aproximadamente 23 metros em 1870. A estátua representa D. Pedro IV, Rei de Portugal, que também foi o primeiro Imperador do Brasil, como Pedro I. A sua estátua de bronze fica no topo de uma alta coluna de ordem coríntia, representando-o em uniforme de general e manto real, com a cabeça coroada de louros e segurando a Carta Constitucional de 1826 na mão direita. Na base da coluna, encontram-se as quatro figuras femininas alegóricas da Fortaleza, Justiça, Moderação e Prudência, qualidades atribuídas ao monarca.

Existe uma lenda urbana de que a estátua no topo da coluna teria sido originalmente concebida para o Imperador Maximiliano I do México. Como o imperador mexicano foi assassinado em 1867, pouco antes da conclusão da estátua, diz-se que esta foi então comprada para embelezar a Praça do Rossio. Diversos historiadores, como José Augusto França, refutaram essa lenda urbana, apontando detalhes da estátua que simbolizam claramente o rei português, como o brasão de armas português nos botões, o colarinho da Ordem da Torre e da Espada e a Carta Constitucional de 1826, redigida pelo próprio Pedro.

Quando a estátua de D. Pedro IV foi içada no Praça do Rossio, em 11 de abril de 1870, houve quem decidisse deixar, ocultos na sua base e acondicionados em garrafas de vidro, vários testemunhos escritos sobre o acontecimento, bem como uma fotografia evocativa da cerimónia. O responsável pela iniciativa foi o filho de Germano José de Salles, mestre de cantaria que ajudou a esculpir a estátua a partir dos planos de dois franceses. As garrafas só foram descobertas em 2001, durante as obras de requalificação do Rossio. O espólio recolhido ficou então sob a guarda do Museu de Lisboa (antigo Museu da Cidade), instituição que procedeu ao seu tratamento e estudo, vindo a apresentá-lo publicamente pela primeira vez em 2020.

Ver também

Praça de D. Pedro IV (Rossio) Monumento a Pedro IV no Porto

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