Hyphessobrycon uaiso é uma espécie da família Characidae e do gênero Hyphessobrycon. Taxonomia O táxon foi descrito oficialmente em 2013 por Fernando R. Carvalho e Francisco Langeani.
Localidade tipo
A localidade-tipo indicada é: “cabeceiras do rio Uberaba, próximo à rodovia BR-262, nas coordenadas 19°40′58,7″S 47°40′7,3″O, a uma altitude de 1020 m, distrito de Ponte Alta, município de Uberaba, estado de Minas Gerais”, no Brasil.Carvalho, F. R. and F. Langeani (2013). Hyphessobrycon uaiso: new characid fish from the rio Grande, upper rio Paraná basin, Minas Gerais State (Ostariophysi: Characidae), with a brief comment about some types of Hyphessobrycon. Neotropical Ichthyology, vol.11 no.3.
Holótipo
O exemplar holótipo designado está catalogado como DZSJRP 16460; trata-se de um espécime adulto que mediu 50,2 mm de comprimento padrão. Foi coletado por F. R. Carvalho, Francisco Langeani, H. F. Chaves, F. O. Martins e C. P. Ferreira em 8 de setembro de 2006.
O exemplar foi depositado na coleção de ictiologia do Departamento de Zoologia e Botânica da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, campus de São José do Rio Preto, localizado na cidade homônima.
Etimologia
Etimologicamente, o termo genérico Hyphessobrycon é construído a partir de palavras do idioma grego, nas quais hyphesson significa “um pouco menor” e bryko significa “morder” ou “mordida”.
O epíteto específico uaiso é um nome originado no idioma português, referente à interjeição coloquial “uai sô”, utilizada popularmente pelos mineiros, especialmente pelos habitantes da região do Triângulo Mineiro, onde esta espécie foi descoberta. A expressão é usada para manifestar surpresa, medo, espanto etc.
Descrição A coloração geral do corpo e da cabeça de Hyphessobrycon uaiso é amarelada, levemente amarronzada; as nadadeiras dorsal, caudal, pélvicas e peitorais possuem a porção anterior amarelada e a posterior avermelhada; a nadadeira adiposa é amarelada; apresenta uma faixa longitudinal mais visível ao longo do pedúnculo caudal; em ambos os sexos, a íris possui coloração levemente azulada na metade inferior e enegrecida na metade superior.
Caracterização
Hyphessobrycon uaiso difere de seus congêneres por apresentar a nadadeira anal curta, com 12 a 17 raios ramificados, e a nadadeira dorsal com ii, 7 ou 8 raios. Além disso, pode ser distinguido pelo número de raios da nadadeira pélvica, com i, 5 ou 6, bem como pelo padrão de coloração do olho em exemplares vivos, levemente azulado na parte inferior e escuro na parte superior.
Distribuição geográfica e habitat Hyphessobrycon uaiso é um tetra endêmico do estado de Minas Gerais, no centro-leste do Brasil, onde ocorre nas cabeceiras do rio Uberaba, que drena suas águas para o rio Grande, um dos dois cursos fluviais que formam o rio Paraná, integrante da bacia do Prata; essa bacia hidrográfica deságua no Rio da Prata e, consequentemente, no oceano Atlântico sudoeste.
O rio Uberaba nasce em uma área pantanosa dominada principalmente por ciperáceas. Este peixe vive em cardumes em águas límpidas, em áreas abertas livres de vegetação, em profundidades de cerca de 1 metro. Alimenta-se principalmente de larvas de dípteros, além de algas, matéria vegetal, ácaros e amebas.
Conservação Os autores recomendaram que, seguindo as diretrizes para definição do estado de conservação dos táxons estabelecidas pela União Internacional para a Conservação da Natureza, na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, Hyphessobrycon uaiso seja classificada como uma espécie com “Dados insuficientes” (DD), até que mais informações estejam disponíveis sobre sua biologia e a extensão exata de sua ocorrência na bacia.
Referências
Ligações externas
Documentos sobre Hyphessobrycon uaiso na Biodiversity Heritage Library Observações de Hyphessobrycon uaiso no iNaturalist Hyphessobrycon uaiso no GBIF
Categoria:Caracídeos Categoria:Espécies descritas em 2013 Categoria:Peixes de Minas Gerais