Richard C. Ramer (8 de agosto de 1942 – 31 de janeiro de 2026) foi um prestigiado alfarrabista e bibliófilo norte-americano, amplamente reconhecido como uma referência internacional no comércio de livros raros e manuscritos históricos relativos a Portugal, Espanha e aos seus antigos territórios ultramarinos na América Latina, África e Ásia.
As suas listas e catálogos bibliográficos são referências para o estudo da bibliografia portuguesa e brasileira.
Biografia Em 1965–1967, obteve um mestrado em História da América Latina na Universidade de Indiana em Bloomington, tendo aí travado contacto com C. R. Boxer que o sensibilizou para a importância dos livros raros para investigação académica séria, através da bibliografia de Borba de Moraes sobre Brasiliana rara.
Iniciou a sua atividade livreira em 1969, primeiro como como fonte de investimento, ao revender um livro que adquirira na Parke-Bernet. Numa década, utilizando o seu conhecimento académico, tornar-se-ia um livreiro antiquário estabelecido. Nas cinco décadas que se seguiram, foi produzindo catálogos e listas bibliográficas, compiladas como referências por si só, complementadas com bibliografias extensas e descrições meticulosas das encadernações.
Ramer estabeleceu laços com o pessoal responsável pela curadoria de coleções em várias bibliotecas importantes; esteve envolvido em várias organizações dedicadas a livros raros, incluindo o Grolier Club, a The Old Book Table e a American Antiquarian Booksellers' Association. Em 1988, surgiu de proposta de Richard Ramer a aquisição pelo Estado Português do icónico Retrato a Vermelho de Luís de Camões, através da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.
Richard Ramer foi casado com a portuguesa Julieta Gonçalves Ramer durante 43 anos; o seu neto Diogo Sampaio, formado em Direito pela Universidade Nova de Lisboa, ajudou a gerir o seu escritório em Lisboa.
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