Café Bela Cruz foi um café, casa de chá, clube nocturno, restaurante e wine bar do Porto, em Portugal, situado junto à Praça de Gonçalves Zarco, na zona do Castelo do Queijo, na frente marítima da cidade. Inaugurado em 1952 como café e casa de chá, tornou-se um dos estabelecimentos mais reconhecíveis da zona ocidental do Porto, pela sua implantação na confluência da Avenida da Boavista com a rotunda do Castelo do Queijo e pela presença de uma fachada e de um torreão voltados para a marginal.
O espaço ficou associado à memória urbana da Foz e da frente atlântica portuense. Em 2021, perante a possibilidade de demolição, a Câmara Municipal do Porto recusou essa solução, considerando que o edifício fazia parte do «imaginário colectivo» da cidade e que uma futura intervenção deveria preservar a fachada para a Avenida da Boavista, o terraço superior e o torreão. Em 2026, foi divulgado um projecto de transformação do antigo café em edifício de habitação, com demolição parcial e preservação de elementos da fachada e do torreão.
Localização esquerda|miniaturadaimagem|Praça de Gonçalves Zarco, em Nevogilde O Café Bela Cruz situa-se junto à rotunda do Castelo do Queijo, na Praça de Gonçalves Zarco, perto do Castelo do Queijo e da frente marítima da cidade do Porto. A sua localização, na extremidade ocidental da Avenida da Boavista e em frente ao mar, contribuiu para a notoriedade do estabelecimento, em particular pela esplanada e pelo terraço panorâmico com vista para o Atlântico, muito usado nas noites de Verão.
História O Bela Cruz foi construído em 1952, nascendo como café e casa de chá. Ao longo das décadas seguintes, o estabelecimento tornou-se uma referência da frente marítima portuense, associado à paisagem urbana da rotunda do Castelo do Queijo e da Avenida da Boavista.
Em 1989, o espaço passou a funcionar como Bela Cruz Club, adquirindo uma nova fase como clube nocturno. Mais tarde, depois de 2011, voltou a ser apresentado como espaço de restauração e lazer, com serviço de restaurante e wine bar.
Em 2008, um segurança que trabalhava na discoteca foi baleado ao intervir num desacato. Em 2017, um homem foi condenado a pena de prisão suspensa por ter incendiado, em 2015, o restaurante Bela Cruz, do qual era sócio minoritário.
Características miniaturadaimagemO edifício era particularmente reconhecido pela sua fachada voltada para a Avenida da Boavista e para a Praça de Gonçalves Zarco, pelo terraço superior e pelo torreão ou coruchéu. Estes elementos foram referidos em 2021 pelo vereador do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto, Pedro Baganha, como os componentes fundamentais a preservar numa eventual nova proposta para o local, afirmando que embora não se tratasse de uma obra "referenciada arquitectonicamente", o edifício fazia parte do imaginário colectivo da cidade do Porto, pelo que a sua demolição integral não deveria ser aceite.
Projecto de transformação em habitação
Em Outubro de 2021, a Câmara Municipal do Porto recusou a demolição do Café Bela Cruz no âmbito de um Pedido de Informação Prévia para o local. Na reunião do executivo municipal, o vereador Pedro Baganha afirmou que os serviços estavam a reanalisar o processo e que qualquer intervenção deveria preservar a fachada para a Avenida da Boavista, o terraço superior e o torreão. Em Novembro do mesmo ano, a preservação do Café Bela Cruz foi também objecto de recomendação discutida em reunião do executivo municipal.
Em Maio de 2026, foi noticiado que o antigo Café Bela Cruz seria objecto de demolição parcial para dar lugar a um projecto residencial. A Câmara do Porto afirmou que a obra foi licenciada no mandato municipal anterior, tendo recebido parecer favorável da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, mas que iria avaliar o projecto quanto ao seu enquadramento urbanístico na área envolvente.
O projecto prevê a construção de oito fogos, de tipologias T2 a T4, com três pisos de edificado e dois pisos de estacionamento subterrâneo. O empreendimento total anunciado pelo promotor, a MCaetano, incluí ainda um imóvel contíguo adquirido em hasta pública à Câmara Municipal do Porto, perfazendo 11 fogos no conjunto. O projecto foi assinado pelo arquitecto Manuel Ventura e, segundo o promotor, manterá o traçado das fachadas nas duas frentes, os elementos em pedra voltados para a Avenida da Boavista e para a Praça de Gonçalves Zarco, bem como a torre ou coruchéu.
O alvará de obra indica como titular da empreitada a Patamares da Colina Empreendimentos Imobiliários, com despacho de 8 de maio de 2026, prevendo uma área de construção total de 3 230 m², cércea de 12,24 m e prazo de execução de 540 dias.
Categoria:Cafés e Restaurantes do Porto Categoria:Avenida da Boavista Categoria:Nevogilde Categoria:Fundações em Portugal em 1952 Categoria:Arquitetura do Porto