Elísio Ávila de Jesus Figueiredo (Sambizanga, 1940) é um militar, diplomata e empresário angolano.
Biografia Elísio de Figueiredo é filho de Joaquim de Figueiredo e Leocádia de Figueiredo. Além de Elísio, o casal teve os filhos Fidelino Loy de Figueiredo, Gentil "Ninho" de Figueiredo e Marilina de Figueiredo. Seu pai, Joaquim, foi um dos militantes iniciais do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), chegando a fazer parte do primeiro "Presidium de Honra" do partido. Elísio de Figueiredo (bem como sua família) possui origem no Bairro Operário, na Sambizanga.
Na década de 1960, Elísio fazia parte de um grupo de estudantes universitários nacionalistas residentes nos Estados Unidos que era composto, dentre outros nomes, por Jorge Sangumba, Ismael Martins e José Belo Chipenda. Esse grupo recebeu a visita de Agostinho Neto, que os convidou a juntar-se ao MPLA. Filiou-se ao partido e tomou parte na luta armada de independência angolana, alistando-se no Exército Popular de Libertação de Angola (EPLA), lutando ao lado do lendário comandante militar Hoji-ya-Henda. Em 1975 já ocupava o posto de capitão na Frente Leste, comandando uma unidade de retaguarda ("ferme"). Em função do Acordo do Alvor, servia, também, como oficial de ligação do EPLA/MPLA junto Comando Militar Português para tratar do assunto dos refugiados.
Em 10 de dezembro de 1976, quase um ano após a independência de Angola, tornou-se o primeiro Embaixador Permanente de Angola nas Nações Unidas, ocupando o posto até 3 de fevereiro de 1988. Em 16 de março de 1979, de Figueiredo, em sua carta às Nações Unidas, solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a questão das constantes invasões e operações militares da África do Sul em Angola.
Após deixar a representação nas Nações Unidas, o governo angolano o nomeou Embaixador de Angola no Reino Unido, entre 1988 e 1989, Embaixador de Angola na França, entre 1989 e 1992, e, por último, Embaixador de Angola em Singapura, entre 2002 e 2006.
Na década de 1990 Elísio de Figueiredo passou a trabalhar como Conselheiro Económico da República de Angola na Europa e na América do Norte, sendo um "embaixador itinerante" para o Presidente José Eduardo dos Santos. Passou a ser acusado por veículos de imprensa, como a Imparcial Press, a RTP e o Público, de estar relacionado à movimentações suspeitas de recursos para a família Dos Santos, bem como relação com o caso Angolagate e Pierre Falcone. Algumas organizações voltadas para a transparência, como a Corruption Watch e a Associação Mãos Livres, também passaram a lhe acusar de ser beneficiário de alegadas fraudes. Em dezembro de 1999, numa investigação do jornalista Pedro Rosa Mendes, do portal de notícias português Público, foi alegado que Figueiredo tinha um "gosto por mansões luxuosas" em Nova Iorque. Segundo o portal de notícias Tribuna de Angola, após tornar-se Embaixador em Singapura, Figueiredo foi o responsável por estruturar a filial "Sonangol Asia", inaugurada em 2004, com os negócios relacionados à família Dos Santos passando a ser domiciliados nessa cidade-estado asiática desde a sua mudança. Em 2023, numa lista divulgada pelo portal de notícias The International Magz, Figueiredo figurava entre os bilionários de Angola, com uma fortuna estimada em 1.8 bilhões de dólares.
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