miniaturadaimagem|Eco e Narciso (1903), de John William Waterhouse. A ninfa Eco suspira por Narciso, que ama apenas o seu próprio reflexo.O amor não correspondido é um amor que não é recíproco, unilateral ou, de forma mais geral, desigual, resultando num anseio por um amor mais completo.: "The English language lacked a noun singular for the state of being love smitten, or having fallen in love, until Dorothy Tennov (1979) coined the term, limerence, to fill the void. It is formally defined as follows:: "Unrequited love refers to romantic, passionate love that is felt by one person toward another person who feels substantially less attraction toward the lover. It is not necessary that the object of unrequited love be thoroughly indifferent (or be negative and hostile [...]), for as we will see many rejectors do feel some friendship and liking for their admirers. But the discrepancy between liking and loving is apparent to all, and people in love typically find it quite inadequate to hear that the other likes them but fails to love them. We shall also use the term 'love' broadly, referring to any strong romantic attraction." A doença de amor é o estado mental resultante. Isto pode ocorrer num contexto onde existe pouca ou nenhuma relação entre os participantes (mesmo no caso do amor parasocial por uma celebridade), ou pode ocorrer dentro de um relacionamento com amor, compromisso ou esforço desiguais. O amor desigual (não correspondido) é mais comum do que o amor igual. O amor recíproco é chamado de "redamancia".

O amor não correspondido geralmente refere-se à variedade romântica, apaixonada, obcecada, obsessiva ou limerente do amor (também chamado de "estar apaixonado"): um estado que é conceituado como uma motivação ou impulso.: "Unrequited love refers to romantic, passionate love that is felt by one person toward another person who feels substantially less attraction toward the lover. It is not necessary that the object of unrequited love be thoroughly indifferent (or be negative and hostile [...]), for as we will see many rejectors do feel some friendship and liking for their admirers. But the discrepancy between liking and loving is apparent to all, and people in love typically find it quite inadequate to hear that the other likes them but fails to love them. We shall also use the term 'love' broadly, referring to any strong romantic attraction." Este estado é comumente distinguido de outros tipos de amor: amor companheiro (ou apego) e amor compassivo (ou ágape).

Segundo a psicóloga Dorothy Tennov, o estado de "estar apaixonado" distingue-se dos muitos outros usos da palavra "amor" (como carinho ou preocupação), pois: "A afeição e o afeto não têm 'objetivo'; simplesmente existem como sentimentos nos quais você está disposto a realizar ações às quais o destinatário pode ou não responder." O psiquiatra Eric Berne disse no seu livro de 1970, Sex in Human Loving, que "Alguns dizem que o amor não correspondido é melhor do que nenhum, mas, como meio pão, é provável que endureça e mofe mais cedo."

Análise miniaturadaimagem|Segundo a lenda, a poetisa grega Safo caiu de um rochedo devido ao amor não correspondido pelo barqueiro Faonte. Pintura de Ernst Stückelberg, 1897.

Caminho para o amor não correspondido Segundo Roy Baumeister, o que torna uma pessoa desejável é uma mistura complexa e altamente pessoal de muitas qualidades e características. Apaixonar-se por alguém muito mais desejável do que si próprio — seja pela beleza física ou por atributos como charme, inteligência, sagacidade ou estatuto — Baumeister chama isso de "propenso a ter o amor não correspondido" e afirma que tais relacionamentos não durarão.

As amizades platónicas fornecem um terreno fértil para o amor não correspondido. O objeto do amor não correspondido é frequentemente um amigo ou conhecido, alguém encontrado regularmente no local de trabalho, durante o trabalho, na escola ou em outras atividades que envolvem grandes grupos de pessoas. Isto cria uma situação delicada na qual o admirador tem dificuldade em expressar os seus verdadeiros sentimentos, com medo de que a revelação desses sentimentos possa acarretar rejeição, causar constrangimento ou acabar com todo o acesso à pessoa amada, já que um relacionamento romântico pode ser incompatível com a relação existente.

Rejeitadores “Existem dois lados negativos no amor não correspondido, mas apenas um é familiar para a nossa cultura” — o do amante, não o do rejeitador. De facto, investigações sugerem que o objeto da afeição não correspondida experimenta uma variedade de emoções negativas que excedem as do pretendente, incluindo ansiedade, frustração e culpa. Como Freud apontou, “quando uma mulher corteja por amor, rejeitar e recusar é um papel angustiante para um homem desempenhar”.

Vantagens direita|miniaturadaimagem|250x250px|Dante olha com saudade para Beatrice Portinari (de amarelo) enquanto ela passa por ele com Lady Vanna (de vermelho) em Dante e Beatrice, de Henry Holiday. O amor não correspondido tem sido há muito retratado como nobre, uma disposição altruísta e estoica para aceitar o sofrimento. As representações literárias e artísticas do amor não correspondido podem depender de pressupostos de distância social que têm menos relevância nas sociedades ocidentais democráticas, com mobilidade social relativamente alta e códigos menos rígidos de fidelidade sexual. No entanto, o registo literário sugere um certo grau de euforia nos sentimentos associados ao amor não correspondido, que tem também a vantagem de não acarretar as responsabilidades das relações mútuas: certamente, "a rejeição, aparente ou real, pode ser o catalisador para a criação literária inspirada... 'a poesia da frustração'".

Eric Berne considerou que "o homem que é amado por uma mulher é verdadeiramente sortudo, mas aquele que deve ser invejado é aquele que ama, por mais pouco que receba em troca. Quão maior é Dante contemplando Beatriz do que Beatriz passando por ele com aparente desdém."

Remédios O poeta romano Ovídio, no seu Remedia Amoris, "fornece conselhos sobre como superar o amor inadequado ou não correspondido. As soluções oferecidas incluem viagens, abstinência de álcool, atividades bucólicas e, ironicamente, evitar poetas de amor".

Exemplos culturais direita|miniaturadaimagem|Um presente do Dia dos Namorados embrulhado e fechado, com balões de hélio em forma de coração presos a ele, está descartado num caixote do lixo.

Ocidental

Na sequência das suas experiências na vida real com Maud Gonne, W.B. Yeats escreveu sobre aqueles que "tinham lido/Tudo o que eu rimei sobre aquela coisa monstruosa/Amor retornado e contudo não correspondido". Segundo Robert B. Pippin, Proust afirmou que "o único amor bem-sucedido (sustentável) é o amor não correspondido", algo que, segundo Pippin, "foi invocado como uma figura para a condição da própria modernidade". Os livros de banda-desenhada Peanuts apresenta muitos exemplos. Alguns deles são baseados no amor do criador Charles M. Schulz por Donna Mae Johnson, a inspiração para a "garotinha ruiva" da banda-desenhada. Muitos dos personagens são atraídos por outros que não sentem o mesmo por eles.

Oriental

O poeta japonês medieval Saigyō pode se ter convertido de samurai a monge por causa de um amor não correspondido, um dos seus waka perguntando: "O que me levou a querer/romper com a vida mundana?/Talvez aquela cujo amor/se transformou em aversão e que agora se une a mim numa alegria diferente". Em outros poemas ele escreveu: "Ai de mim, estou predestinado a sofrer, amando profundamente uma jovem sem coração... Quem me dera saber se existe tal coisa na distante China!"

miniaturadaimagem| Mural com uma mensagem de texto dizendo "Amo-te" e reticências como indicador de atenção ao digitar à esquerda. Na China, a paixão tende a ser associada não à felicidade, mas à tristeza e ao amor não correspondido.

Ciência moderna Em vez de ser uma emoção específica em si, acredita-se que o amor romântico seja uma motivação ou impulso que suscita diferentes emoções dependendo da situação: sentimentos positivos quando as coisas vão bem e sentimentos negativos quando vão mal. O amor recíproco pode suscitar sentimentos de alegria, êxtase ou realização, por exemplo, mas o amor não correspondido pode suscitar sentimentos de tristeza, ansiedade ou desespero. Um estudo de 2014 com jovens adultos iranianos descobriu que o estágio inicial do amor romântico estava associado ao lado mais positivo da hipomania (euforia, atividade mental e física e interação social positiva) e melhor qualidade do sono, mas também a sintomas mais fortes de depressão e ansiedade. Estes autores concluem que o amor romântico "não é inteiramente um período de vida alegre e feliz". O amor romântico pode ser agradável ou desagradável, independentemente do nível de intensidade. Uma das participantes da entrevista de Dorothy Tennov recorda-se de estar apaixonada desta forma: "Quando sentia que [Barry] me amava, estava intensamente apaixonada e delirantemente feliz; quando ele parecia rejeitar-me, eu continuava intensamente apaixonada, apenas miserável além das palavras." A intensidade dos sentimentos de amor também é distinta da satisfação de um indivíduo com o seu relacionamento (embora se tenha demonstrado que as medidas estão relacionadas até certo ponto). Pode-se estar satisfeito com o relacionamento porque este satisfaz alguma outra necessidade além do amor pelo parceiro (como dinheiro ou cuidados com os filhos), ou, inversamente, estar apaixonado por um abusador num relacionamento abusivo.

O amor não correspondido é comum entre os jovens adultos. Um estudo de Roy Baumeister e Sarah Stillwell descobriu que 92,8% dos participantes relataram pelo menos uma experiência "forte ou moderada" de amor não correspondido nos últimos 5 anos. Outro estudo descobriu que 63% tiveram uma "paixão intensa" pelo menos uma vez nos últimos 2 anos (mas sem revelar à pessoa), e o amor não correspondido foi quatro vezes mais frequente do que o amor recíproco. Outro estudo descobriu que 20% haviam experimentado o amor não correspondido mais de 5 vezes, de acordo com uma definição que diz: "Quando alguém está a vivenciar esta emoção, ela é descrita como ter as emoções numa montanha-russa, ter dificuldade de concentração e pensar constantemente na pessoa por quem está apaixonado. Diz-se que a pessoa tem o poder de produzir altos e baixos extremos de emoção em você, dependendo de como ela age em relação a você."

Em 2010, Helen Fisher, Arthur Aron e colegas publicaram a sua experiência de ressonância magnética funcional (RMf) investigando quais áreas do cérebro poderiam estar ativas em amantes recentemente rejeitados. Os participantes estavam num relacionamento com seu ex-parceiro por uma média de 21 meses e, em seguida, estavam no período pós-rejeição por uma média de 63 dias no momento da experiência. Estes participantes relataram passar mais de 85% das suas horas de vigília pensando em quem os rejeitou, relataram falta de controlo emocional e exibiram infelicidade, com emoções às vezes mais extremas, como depressão, raiva e até paranoia, em entrevistas pré e pós-experiência. Semelhante a outras experiências de RMf, o exame enquanto observavam uma fotografia do parceiro que os rejeitou mostrou ativações em áreas do sistema de recompensa dopaminérgico, como a área tegmental ventral e o núcleo accumbens. Estas ativações também foram mais fortes do que numa experiência anterior com participantes que estavam apaixonados e felizes. O núcleo accumbens ativo, o córtex pré-frontal e o córtex orbitofrontal foram associados à avaliação de ganhos e perdas, e áreas ativas do córtex insular e do córtex cingulado anterior foram envolvidas com dor física e regulação da dor (respetivamente) em outros estudos.

Ver também

Amor incondicional – Conceito de amor sem condições Amor romântico – Amor focado nos sentimentos Anteros – Deus grego antigo do amor correspondido