Drosera spiralis é uma espécie de planta da família Droseraceae e do gênero Drosera.
Distribuição É endêmica do estado de Minas Gerais, na região sudeste do Brasil.
Descrição Ervas perenes em roseta, acaulescentes ou formando caules curtos de até 10 cm de comprimento, recobertos por folhas mortas persistentes. O indumento geral é composto por pelos eglandulares brancos de 0,5–1,5 mm de comprimento, glândulas sésseis diminutas com cerca de 0,03 mm de diâmetro e tricomas capitados glandulares de 0,1–0,5 mm de comprimento (cada um frequentemente portando uma gotícula seca de secreção translúcida amarelada em espécimes de herbário). Folhas com 75–350 mm de comprimento, apresentando vernação circinada irregular, eretas a semieretas, patentes quando velhas, lineares, espiraladamente torcidas quando secas, ápice aciculado terminando em um único tentáculo; pecíolos com 5–30 mm de comprimento e 1–3 mm de largura, verdes, glandular-pilosos em ambas as superfícies, na face abaxial apenas ao longo das margens e na face adaxial ausentes próximo à base, com pelos eglandulares esparsos ao longo das margens, semicirculares a transversalmente elípticos em secção transversal; lâmina com 70–320 mm de comprimento e 0,6–2,8 mm de largura, verde, verde-amarelada ou verde-avermelhada (especialmente em direção ao ápice), superfície adaxial coberta por numerosos tentáculos capitados vermelhos e carnívoros, superfície abaxial densamente pilosa por tricomas glandulares e eglandulares; estípulas com 14–22(–30) mm de comprimento e 8–22 mm de largura na base, triangulares, membranáceas, patentes quando velhas, de coloração bronze-dourada, ápice agudo, fimbriado ou inteiro. Escapos em número de 1–2 por planta, com 110–430 mm de comprimento (incluindo as inflorescências) e 0,6–3 mm de diâmetro na base, eretos na base; inflorescência em cima escorpioide, frequentemente bifurcada a múltiplas vezes ramificada (até oito vezes), ocasionalmente com 1–3 brácteas estéreis maiores na base, portando 5–78(–90) flores algo congestionadas; o indumento do escapo, dos pedicelos e das faces abaxiais das brácteas e sépalas consiste em pelos eglandulares, tricomas capitados glandulares e glândulas sésseis; brácteas com 2,5–4 mm de comprimento, lanceoladas, geralmente ausentes; pedicelos com 1–7,5 mm de comprimento, inseridos a intervalos de 1,5–7 mm; sépalas 5, com 4,5–7,5 mm de comprimento e 1,5–2,2 mm de largura, oblongo-lanceoladas a lanceoladas, unidas no terço ou quarto basal do comprimento, frequentemente portando uma ou várias emergências semelhantes aos tentáculos encontrados na lâmina foliar; pétalas 5, com 6–10 mm de comprimento e 5–7,5 mm de largura, obovadas a obovado-cuneadas, de coloração rosa-lilás clara a escura, raramente brancas; estames 5, com 4–6 mm de comprimento, anteras de 1–1,6 mm de comprimento, bitecadas, amarelas; ovário tricarpelar, com 1–1,5 mm de diâmetro na antese, globoso, ligeiramente trilobado em contorno; estiletes 3, bifurcados desde a base até um terço do comprimento, medindo 3–4,5 mm de comprimento (incluindo os estigmas), estigmas flabelados, de coloração rosa-lilás. Fruto em cápsula seca, com cerca de 3 mm de comprimento, elipsoide, abrindo-se por três valvas. Sementes ovoides, com 0,6–0,65 mm de comprimento e 0,25–0,3 mm de largura, testa reticulada, negra (Gonella et al., 2012).
Drosera spiralis pertence a Drosera sect. Brasilianae e foi, historicamente, considerada sinônimo de D. graminifolia, devido às folhas com morfologia similar. A espécie foi recentemente restabelecida com base em inúmeras diferenças que a separam de D. graminifolia, listadas abaixo.
Drosera spiralis é facilmente identificada pelas folhas lineares com pecíolos curtos, muitas vezes mais curtos que as estípulas; pelas grandes estípulas triangulares e douradas; pelas sementes ovoides; e, principalmente, pelo característico indumento de tricomas tectores curtos e tricomas glandulares pedicelados e diminutos recobrindo folhas, escapos, pedicelos e sépalas.
A espécie também apresenta distribuição distinta daquela de D. graminifolia, sendo endêmica do Planalto de Diamantina e serras entre os municípios de Itacambira e Grão Mogol, nas porções central e norte da Cadeia do Espinhaço em Minas Gerais. Ligações externas Drosera spiralis no projeto Flora e Funga do Brasil Drosera spiralis no Índice Internacional de Nomes de Plantas. Documentos sobre Drosera spiralis na Biodiversity Heritage Library Observações de Drosera spiralis no iNaturalist Drosera spiralis no GBIF
Categoria:Drosera