Mandevilla semirii é uma espécie de planta da família Apocynaceae, pertencente ao gênero Mandevilla. É endêmica do estado de Minas Gerais, no Brasil.

Descrição e habitat A espécie é uma liana (trepadeira) lenhosa, característica que a distingue de outras espécies arbustivas do gênero. Cresce sobre afloramentos rochosos de quartzito, na vegetação de campos rupestres de Minas Gerais, ambiente associado às porções altas das serras do estado, sobretudo na Cadeia do Espinhaço e áreas correlatas. As espécies de Mandevilla caracterizam-se, de modo geral, por flores vistosas, de corola tubular a infundibuliforme, e pela presença de látex, comum às plantas da família Apocynaceae.

Taxonomia A espécie foi descrita em 2006, no âmbito de uma revisão que reconheceu oito novas espécies de Mandevilla para o Brasil, publicada no periódico científico Novon. O epíteto específico semirii homenageia o botânico brasileiro João Semir, estudioso da flora dos campos rupestres. O gênero Mandevilla reúne plantas de distribuição neotropical, com diversas espécies associadas aos campos rupestres do leste do Brasil, muitas delas de distribuição restrita e endêmicas; algumas espécies do gênero são amplamente cultivadas como plantas ornamentais, popularmente chamadas de dipladênias.

Conservação Por ser endêmica e de distribuição restrita aos campos rupestres quartzíticos, a espécie é sensível a alterações de seu hábitat; os campos rupestres figuram entre os ambientes de maior endemismo e de maior fragilidade ambiental de Minas Gerais. Espécies de distribuição tão restrita são frequentemente apontadas como prioritárias para ações de conservação da flora desses ambientes.

Referências

Categoria:Mandevilla Categoria:Flora de Minas Gerais Categoria:Flora endêmica do Brasil Categoria:Espécies descritas em 2006