Gráfica Pêpe foi a primeira empresa de gráfica e livraria de Cuiabá, capital do Mato Grosso, fundada em 1894 por Avelino Antônio de Siqueira. O casarão onde funcionava a gráfica está localizado na Rua 7 de Setembro, no Centro Histórico, ao lado do atual MISC (Museu da Imagem e do Som de Cuiabá) e, embora possua características coloniais, teve o início de sua construção na segunda metade do século XIX e o seu termino no inicio do século XX.
História da gráfica Fundada em 1894 pelo coronel Avelino Antônio Siqueira, jornalista, empresário e político, a Gráfica Pêpe foi o primeiro estabelecimento de cunho tipográfico que atendia a sociedade cuiabana. Após o falecimento do Coronel Avelino em 1916, a família tocou o negócio adiante até decidirem fechar na década de 80 do século passado. Por se tratar do único estabelecimento do tipo, a gráfica reunia toda a população (de estudante à governadores) e realizava variados serviços, como convite de casamentos. Além disso, a gráfica foi palco da fundação do time de futebol Mixto, em 1934, afim de trazer entretenimento para homens e mulheres.
História do prédio miniaturadaimagem|Fachada da Gráfica Pêpe (Rua 7 de Setembro) após desabamento As paredes do prédio foram feitas de adobe e pedra de canga, padrão da época, e hoje está localizado no centro histórico de Cuiabá, classificado como tombado O primeiro morador de que se tem notícia é o Coronel Generoso Paes Leme de Souza, governador do Mato Grosso por duas gestões: 1892 e 1907. Até então, o casarão possuía características coloniais. Foi somente com a chegada do Coronel Avelino Siqueira, prefeito de Cuiabá de 1910 a 1911, que a casa passou a ter características mais ecléticas, como se encontra atualmente. Sua planta baixa ocupa todo o terreno, apresentando duas fachadas: na Rua 7 de Setembro, com vários ornamentos colônias, e na Rua Engenheiro Ricardo Franco, com dois andares e ornamentos característicos do século XX. Foi o Coronel Avelino, em sua gestão, que trouxe da Europa o coreto da Praça Alencastro e que, posteriormente, fora transferido para a Praça Ipiranga. Os herdeiros da família Hugueney-Siqueira ocuparam o imóvel até 1995.
Atualmente, o prédio se encontra em situação de abandono e, por causa das variadas chuvas, já desabou mais de uma vez, tendo ambas fachadas prejudicas e sobretudo o teto, que caiu parcialmente. Após pressão popular, projetos recentes da prefeitura e do IPHAN buscam realizar a retirada total do teto que gera peso nas fachadas da gráfica, parte da estrutura que visa ser restaurada.
Referências
Categoria:Gráficas extintas do Brasil Categoria:Gráficas extintas Categoria:Mato Grosso Categoria:Cuiabá Categoria:História