The Hill, fundado em 1994, é um jornal e uma empresa de mídia digital dos Estados Unidos, com sede em Washington, D.C. Sua cobertura se concentra em política, políticas públicas, negócios e relações internacionais, e abrange o Congresso dos Estados Unidos, a presidência e o Poder Executivo, além de campanhas eleitorais, entre outros assuntos. O The Hill se define como centrista e apartidário, embora mudanças editoriais feitas desde 2012 sob James Finkelstein tenham levado reportagens a serem editadas para que fossem menos críticas ao presidente Donald Trump.
O principal veículo da empresa é o TheHill.com. A edição impressa também é distribuída gratuitamente na região de Washington, D.C., e entregue a todos os gabinetes do Congresso. A publicação pertence à Nexstar Media Group desde 2021. Em 2020, o The Hill ficou em segundo lugar em audiência online de política entre todos os sites de notícias, atrás apenas da CNN e à frente de Politico, Fox News, NBCNews.com e MSNBC. Em outubro de 2025, o site recebia cerca de 42 milhões de visitas mensais.
História
Fundação e primeiros anos A empresa foi criada como jornal em 1994 pelo articulador político e empresário nova-iorquino Jerry Finkelstein e por Martin Tolchin, ex-correspondente do The New York Times. O representante por Nova York Gary L. Ackerman também era um dos principais acionistas. O nome da publicação faz alusão a "Capitol Hill", usado como sinédoque para se referir ao Congresso dos Estados Unidos e, de modo geral, ao governo federal.
Em 2012, James A. Finkelstein assumiu o controle da organização.
Distribuição digital e circulação impressa Em 2016, o The New York Times informou que o The Hill avançava com "planos ambiciosos de expansão" para se tornar uma publicação de alcance nacional. O tráfego de seu site havia crescido 126% em relação ao ano anterior e superava o do Politico no período.
Após a eleição presidencial de 2016, o TheStreet informou que o The Hill havia registrado o maior aumento de audiência política online entre sites de notícias políticas, de 780%. CNN e Politico tiveram crescimentos menores no mesmo período, e o The Hill foi chamado de "o site de notícias políticas de crescimento mais rápido". Em 2017, o Twitter também incluiu o The Hill entre as dez fontes de notícias mais tuitadas. Em um estudo de 2017 do Berkman Klein Center for Internet & Society, da Universidade Harvard, o The Hill foi a segunda fonte mais compartilhada entre apoiadores de Donald Trump no Twitter durante a eleição, atrás do Breitbart News.
Em 2017, o The Hill contratou John Solomon como vice-presidente executivo de vídeo digital. Solomon inseriu material de anunciantes em textos jornalísticos, o que provocou protestos do responsável pela publicação. Em março de 2018, ele trabalhou de perto com associados de Rudy Giuliani, advogado pessoal do presidente Donald Trump, para promover a falsa teoria conspiratória Biden-Ucrânia. Em maio de 2018, sua função foi alterada para colaborador de opinião, embora ele tenha sido autorizado a manter o título anterior. Solomon deixou o The Hill em setembro de 2019.
Em 2018, o The Hill era o segundo site americano de notícias políticas mais acessado e a terceira fonte de notícias dos Estados Unidos com mais menções no Twitter.
Em janeiro de 2019, a CNN informou que funcionários e ex-funcionários diziam que Finkelstein interferia na independência editorial do jornal, acompanhando de perto a cobertura para garantir que ela não fosse crítica demais ao presidente Trump.
Em 2019, o The Hill ficou em segundo lugar entre os sites de notícias dos Estados Unidos em audiência de conteúdo político, atrás da CNN e à frente de concorrentes de Capitol Hill, como o Politico.
miniaturadaimagem|Caixa de distribuição do The Hill na K Street
Em 2020, a publicação voltou a ficar em segundo lugar em audiência online de política entre todos os sites de notícias, atrás apenas da CNN. Permaneceu à frente do Politico, da Fox News, do NBCNews.com e da MSNBC.
Em 2020, o jornal afirmava ter mais de 22.000 leitores da edição impressa. O The Hill é distribuído gratuitamente em caixas de jornais nos arredores do Capitólio dos Estados Unidos e enviado diretamente a todos os gabinetes do Congresso.
No mesmo ano, o canal do The Hill no YouTube tinha 1,1 milhão de inscritos, à frente do Politico, do Axios e da Bloomberg Politics. Em outubro de 2020, o canal registrava em média mais de 1,5 milhão de visualizações de vídeo por dia e mais de 10 milhões por semana. Em setembro de 2020, havia recebido mais de 340 milhões de visualizações.
Em 2021, o The Hill foi adquirido pela Nexstar Media Group por US$ 130 milhões.
Em 2022, o The Hill foi acusado de censura depois de demitir Katie Halper por um segmento em que ela apoiava a caracterização de Israel por Rashida Tlaib como um "governo de apartheid". Em 2024, Briahna Joy Gray foi demitida depois de aparentemente revirar os olhos enquanto discutia alegações de violência sexual contra reféns israelenses, durante uma entrevista com a irmã de um israelense sequestrado pelo Hamas nos ataques de 7 de outubro.
Entre setembro de 2024 e setembro de 2025, o tráfego total do The Hill vindo das redes sociais aumentou 20%. O jornal atribuiu o crescimento ao maior engajamento político e à publicação mais frequente de vídeos por seus repórteres.
Formatos e edições
The Hill TV Em junho de 2018, o The Hill lançou o Hill.TV, um canal digital de notícias. Quatro anos depois, o canal foi ampliado para um serviço de streaming gratuito sustentado por anúncios, ou FAST, e passou a se chamar The Hill TV. O canal é distribuído por Haystack, LG, Amazon Fire e Prime, Samsung, Roku e Vizio. A programação inclui Rising, um programa matinal de notícias apresentado por Robby Soave quatro dias por semana. No lançamento, os apresentadores eram Krystal Ball e Buck Sexton. Em maio de 2021, Ball e Saagar Enjeti, que apresentavam o programa havia anos, anunciaram que sairiam para lançar o projeto independente Breaking Points with Krystal and Saagar.
NewsNation Desde a aquisição do The Hill pela Nexstar, programas com a marca da publicação passaram a ser exibidos no canal de notícias a cabo NewsNation. A partir de 24 de abril de 2023, The Hill passou a ser exibido nas tardes dos dias úteis na NewsNation, apresentado por Leland Vittert e com debates em painel que reuniam George Will, Chris Stirewalt, Johanna Maska, Niall Stanage e outros participantes em sistema de rodízio. Blake Burman, principal correspondente da NewsNation em Washington, assumiu a apresentação em agosto de 2023, e Mick Mulvaney e Sean Spicer passaram a integrar o grupo de participantes. The Hill também é transmitido pela Sirius XM logo após sua exibição ao vivo.
Em 3 de março de 2024, estreou The Hill Sunday. Apresentado por Stirewalt, o programa dominical de entrevistas trata da política de Washington. Em 7 de abril de 2024, o programa passou a ser oferecido às emissoras da rede The CW e às emissoras locais pertencentes à Nexstar.
Reportagens e prêmios O prêmio anual Sandy Hume Memorial Award, do National Press Club, leva o nome do jornalista Sandy Hume, que em 1997 cobriu para o The Hill uma tentativa de golpe interno no Partido Republicano contra o então presidente da Câmara dos Representantes, Newt Gingrich.
As repórteres de clima e energia Sharon Udasin e Rachel Frazin receberam SEAL Awards de jornalismo ambiental em 2022 e 2023.
Equipe
Expediente Joe Ruffolo, gerente-geral Bob Cusack, editor-chefe
Antigos colaboradores James Carville Ron Christie Judd Gregg Michael Hayden, general da reserva, ex-diretor da NSA e da CIA David Keene Josh Marshall Dick Morris John Solomon A. B. Stoddard Byron York
Ligações externas
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