Veedor (em castelhano, veedor) foi um oficial régio ligado à Real Fazenda na América espanhola. Nos primeiros modelos de administração fazendária das Índias, o cargo integrava, a par dos de tesoureiro, contador e factor, o conjunto dos oficiais reais. As funções e a continuidade do ofício variaram consoante o território e a época.
Origem e enquadramento
O cargo já é documentado nas expedições colombinas: os Reis Católicos nomearam Diego Marque como veedor, com instruções que incluíam aspectos básicos da gestão da Fazenda, como o registo das embarcações e a elaboração de livros de contas.
Em setembro de 1503, a Coroa nomeou para a ilha de La Española quatro oficiais reais: um tesoureiro, um contador, um factor e um veedor. Estes cargos correspondiam a uma divisão de funções na administração da Fazenda Real.
O veedor acompanhava expedições com o objectivo de arrecadar a parte que pertencia ao rei. Quando esse tipo de actividade diminuiu, as suas funções ficaram associadas sobretudo à fiscalização dos interesses régios nas fundições. O cargo integrava uma administração colegial. Os oficiais reais tinham atribuições diferenciadas, mas participavam conjuntamente na gestão dos interesses fazendários da Coroa.
Evolução
A evolução do ofício não foi uniforme em toda a América espanhola. Na Nova Espanha, os cargos de factor e veedor podiam ser acumulados pela mesma pessoa e subsistiram sob essa forma até ao século XVIII.
Noutras regiões, porém, o posto perdeu importância mais cedo. Um estudo sobre a Fazenda Real de Salta del Tucumán indica que, inicialmente, as caixas reais eram servidas por tesoureiro, contador, factor e veedor, mas que os dois últimos cargos desapareceram cedo, permanecendo os de tesoureiro e contador.
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