Adaylton Nascimento Neiva, também conhecido como o Maníaco do Novo Gama, é um estuprador em série e um assassino em série brasileiro que matou entre três e nove mulheres, adolescentes e meninas em meados nos anos 2000 em Goiás e no Distrito Federal. Ele foi condenado em 2011 a 54 anos e 6 meses de reclusão, mas acabou solto em julho de 2026 após cumprir cerca de 15 anos de internação na Ala de Tratamento Psiquiátrico da Penitenciária Feminina (ATP), conhecida como Colmeia. A medida foi concedida de forma condicional, ou seja, o criminoso precisará cumprir algumas condições, como ter acolhimento familiar e acompanhamento regular pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Biografia Adaylton era usuário de entorpecentes e atraiu algumas de suas vítimas chamando-as compartilhar drogas em áreas remotas.

Crimes Sua primeira vítima foi sua ex-esposa, Elenice Geralda Lucas, de 19 anos, e a filha dela, Luciene Lucas de Caldas, de 5, mortas em março de 2000. Ela estava grávida e separada de Adaylton, que a perseguiu e matou. "Adaylton se armou com um pedaço de madeira e golpeou a companheira três vezes na cabeça. Luciene saía do banho e foi surpreendida pelo criminoso. Ela tentou correr, mas foi imobilizada e asfixiada com uma sacola de supermercado. O corpo da menina foi envolvido num lençol e o da mulher, num tapete. Adaylton enterrou os dois corpos numa cova rasa no quintal da casa", explicou o portal Metrópoles.

Adaylton foi preso, mas libertado meses depois da Justiça superar o prazo para enviá-lo para julgamento. Solto, em fevereiro de 2001 estuprou três mulheres, sendo condenado a nove anos e seis meses de prisão na Papuda. Cumpriu cerca de 8 anos e em setembro de 2009 foi autorizado a ir para o regime semiaberto, desaparecendo em outubro seguinte, para em dezembro, no bairro do Gama, Distrito Federal, estuprar e matar Evanilde dos Santos Ribeiro, de 41 anos. Pouco antes do Natal daquele ano, em 21 de dezembro, matou também a estudante Alessandra Alves Rodrigues, de 14 anos, que havia sido atraída para uma região de mata pelo maníaco para compartilhar drogas.

Vítimas Ele confessou nove homicídios, sendo cinco no Novo Gama, no estado de Goiás, três em Sobradinho e um em Santa Maria, no Distrito Federal. No entanto, as autoridades apenas conseguiram ligá-lo a três destes crimes, os assassinatos de Elenice, Luciene e Evanilde.

Perfil do criminoso Adaylton tem uma personalidade sedutora e teatralizada, o que ajudava a atrair as vítimas. Foi também descrito como manipulador e dissimulado e uma pessoa que não demonstra empatia e nem arrependimento por seus crimes. Segundo um delegado em 2010, ele "demonstra muita frieza, deu vários detalhes da prática do crime, tem uma forma mansa de falar (...) se retornar à liberdade, ele pode comprometer a vida de muitas pessoas, com coisa séria".

Após preso em 2011, foi diagnosticado com transtorno de personalidade dissocial, com características de psicopatia, tendo a pena sido convertida em medida de segurança na modalidade de internação psiquiátrica.

Investigações, prisão e pena Depois de matar a ex-esposa e a filha desta, o criminoso ficou preso por 210 dias, mas foi solto porque a Justiça de Goiás demorou para enviá-lo a julgamento. Cerca de 4 meses após ser solto, estuprou três mulheres, sendo preso novamente e ficando encarcerado por aproximadamente 8 anos. Ele desapareceu depois de alguns meses no regime semiaberto, quando fez suas duas últimas vítimas fatais, sendo preso em julho de 2010 em Picos, no Piauí, onde morava com uma nova companheira. .

Foi condenado em 2011 a mais de 54 anos de prisão.

Soltura Em abril de 2024, desembargadores da Justiça do Distrito Federal mantiveram sua prisão, apesar de sua defesa alegar que ele "reunia condições de continuar o tratamento em regime ambulatorial" e que "já havia permanecido internado por período superior ao mínimo de três anos previsto na medida de segurança". Acabou sendo solto em julho de 2026 após decisão da Vara de Execuções Penais, devendo, no entanto, cumprir algumas condições, como tomar medicamentos, fornecer endereço de residência, ter trabalho formal e acompanhamento do CAPS.

"O exame de verificação de cessação de periculosidade realizado em 2023 embasou a decisão do TJDFT [em abril de 2024] e trouxe uma série de apontamentos sobre o comportamento do interno. Segundo o perito, apesar de apresentar estabilidade clínica, Adaylton demonstrava um discurso “sedutor”, “vitimizado” e “teatralizado”, buscando convencer os profissionais de que estava recuperado. O laudo também afirma que ele minimizava os próprios crimes, atribuía a responsabilidade exclusivamente ao uso de drogas e não demonstrava reflexão crítica sobre os delitos cometidos. (...) apresentava manifestação afetiva “rasa, senão ausente”, além de não evidenciar empatia pelas vítimas nem arrependimento compatível com a gravidade dos crimes.", explicou o Metrópoles.

Segundo informações da imprensa, ele foi morar com uma mulher que conheceu durante seu tempo de internação.

Ver também

Assassinos em série brasileiros

Referências

Categoria:Criminosos do Brasil Categoria:Assassinos em série do Brasil