Minaria semirii é uma espécie de planta da família Apocynaceae e do gênero Minaria. Taxonomia O táxon foi descrito oficialmente em 2006 por Tatiana Ungaretti Paleo Konno e Alessandro Rapini. A espécie havia sido descrita anteriormente sob o basiônimo Astephanus semirii (gênero Astephanus) em 1987 por Jorge Fontella.
Descrição Subarbusto ereto, 30-40 cm alt.; ramos puberulentos. Folhas opostas; pecíolo 0,04-0,05 cm compr., glabro; lâminas 0,25-0,4 x 0,2-0,3 cm, ovadas, glabras em ambas as faces, esparsamente pubérula na margem, ápice agudo, base cordada, margens revolutas. Cimeiras subaxilares, 1-flor; pedúnculo 0,04-0,05 cm esparsamente pubérulo. Flores com pedicelos 0,7-1 mm compr., puberulento. Sépalas 2-2,3 mm compr., oval-lanceoladas, margens ciliadas, glabras na face abaxial, adaxialmente 1-2 coléteres em cada axila. Corola creme, urceolada, tubo 0,5-0,8 mm compr., abaxialmente glabro, lobos 2,3-2,5 x 1,3 mm, ovados, face abaxial glabra, adaxial papilosa no ápice, pilosa da porção mediana até a base, tricomas curvos na porção mediana e retrorsos no terço inferior. Corona ausente. Ginostégio ca. 1,3 mm alt., estipitado; anteras retangulares, asas mais longas que o dorso. Polinário: retináculo 0,17-0,20 x 0,10-0,11 mm, obovado ou elipsóide, mais curto que os polínios, caudículas horizontais, com membrana hialina, polínios 0,20-0,23 x 0,10-0,11 mm, elípticos. Apêndice estilar subcapitado. Folículo 0,7-1 cm compr., fusiforme, escabro; sementes 5,3-5,5mm compr., ovadas, coma ausente.
O gênero Astephanus, baseado em análises cladísticas morfológicas e moleculares (Liede,1994; 2001), não tem representantes neotropicais [ocorre exclusivamente na África do Sul]. Desta forma, Rapini (2003) transferiu Astephanus semirii para Ditassa, sob a mesma justificativa apresentada para a transferência de Astephanus grazielae. Em consenso com Rapini et al. (2001), reconhece-se a grande afinidade entre M. semirii e M. grazielae. São as únicas espécies do gênero com a corona ausente e ginostégio conspicuamente estipitado, compartilhando o indumento pubérulo nos ramos. Em ambas, as folhas são cordadas na base, sendo, contudo, glabra em M. semirii (vs. esparsamente pubérula em M. grazielae) e notadamente reflexas e conduplicadas em M. grazielae, podendo o mesmo ocorrer em M. semirii deforma mais discreta, ao menos in sicco. Floresce de dezembro a fevereiro. Frutos foram coletados em dezembro e fevereiro. Ligações externas Minaria semirii no projeto Flora e Funga do Brasil Minaria semirii no Índice Internacional de Nomes de Plantas. Documentos sobre Minaria semirii na Biodiversity Heritage Library Minaria semirii no GBIF
Links externos para sinônimos Astephanus semirii no projeto Flora e Funga do Brasil Documentos sobre Astephanus semirii na Biodiversity Heritage Library Astephanus semirii no GBIF
Categoria:MinariaCategoria:Espécies descritas em 2006