José Ribeiro dos Santos, conhecido artisticamente como Zizi Sapateiro (Mariana, 26 de Maio de 1923 — Mariana, 27 de setembro de 2007), foi um pintor autodidata brasileiro associado à arte naïf e à arte popular brasileira. Sua obra abordou temas ligados à religiosidade popular, às tradições culturais mineiras e ao cotidiano urbano de Mariana. A Prefeitura de Mariana deu o nome de Centro de Atenção ao Turismo Zizi Sapateiro ao centro de atendimento turístico do município.
Biografia José Ribeiro dos Santos nasceu em Mariana, Minas Gerais, em 26 de Maio de 1923.
Antes de iniciar sua trajetória artística, trabalhou como sapateiro e comerciante na cidade histórica, atividade que originou o apelido pelo qual se tornou conhecido.
Autodidata, iniciou-se na pintura na década de 1960. Seu primeiro quadro, O Céu e o Inferno, foi produzido sobre uma tábua de cortar carne. Posteriormente, utilizou suportes alternativos como sacos de farinha e madeira reutilizada.
Sua produção artística chamou a atenção do educador e artista Augusto Rodrigues, fundador da Escolinha de Arte do Brasil, que incentivou sua carreira. As obras de Zizi Sapateiro passaram a circular em exposições de arte popular e arte naïf no Brasil e no exterior.
Além da pintura, teve atuação destacada na vida cultural de Mariana. Participou da Banda União XV de Novembro, de festivais de música popular e de iniciativas voltadas ao turismo cultural da cidade. Segundo registros da Câmara Municipal de Mariana, participou da organização de um dos primeiros grupos de guias turísticos do município, na década de 1970.
Também participou de produções cinematográficas brasileiras, entre elas A Madona de Cedro e O Grande Mentecapto.
Zizi Sapateiro morreu em 27 de setembro de 2007, em Mariana, Minas Gerais.
Carreira artística Início Zizi Sapateiro iniciou sua produção artística em 1966, quando realizou a pintura "O Céu e o Inferno" sobre uma tábua de cortar carne.
Autodidata, utilizou materiais alternativos como madeira reutilizada, duratex, eucatex e sacos de farinha adaptados como suporte para pintura.
Recebeu incentivo de Augusto Rodrigues, fundador da Escolinha de Arte do Brasil, ligado à valorização da arte espontânea e da produção autodidata.
Obra A produção de Zizi Sapateiro é geralmente associada à arte naïf, caracterizada pela linguagem autodidata, pelo uso de cores intensas e pela ausência de perspectiva acadêmica convencional. O atelier de Zizi Sapateiro, localizado em Mariana, continuou sendo mantido por familiares após a morte do artista.
Suas obras abordaram principalmente:
Fim dos tempos, Apocalipse; religiosidade popular; procissões; congados; festas populares; cenas urbanas de Mariana e Ouro Preto; paisagens coloniais mineiras; passagens bíblicas; simbolismo cristão.
Entre suas características visuais destacam-se o uso de cores vibrantes, figuras estilizadas e composição narrativa.
Cinema Em 1968, participou da produção do filme A Madona de Cedro.
Posteriormente participou de O Grande Mentecapto (1986), dirigido por Oswaldo Caldeira e baseado na obra de Fernando Sabino.
Exposições
Exposição individual
1987 — Itaú Cultural, Belo Horizonte.
Exposições coletivas
1978 — Salão do Futebol, Palácio das Artes, Belo Horizonte. 1983 — Onze Artistas de Ouro Preto, Galeria Guignard. 1988 — O Mundo Fascinante dos Pintores Naïfs, Paço Imperial. 1998 — 4ª Bienal Naifs do Brasil, SESC Piracicaba. 2002 — Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte, Centro Cultural Banco do Brasil.
Obras selecionadas Entre as obras atribuídas ao artista estão:
O Céu e o Inferno; Apocalipse; Congada; Procissão do Fogaréu; Mariana Minas Gerais; Santa.
Categoria:Pintores de Minas Gerais Categoria:Mariana Categoria:Pintores de arte naïf do Brasil