Ruehssia rupestris é uma espécie de planta da família Apocynaceae e do gênero Ruehssia. Taxonomia O táxon foi descrito oficialmente em 2019 por Fabio da Silva do Espírito Santo e Alessandro Rapini. A espécie havia sido descrita anteriormente sob o basiônimo Marsdenia rupestris (gênero Marsdenia) em 2018 por Fabio da Silva do Espírito Santo.
Descrição Arbusto ereto, até 1,7 m alt.; ramos glabros. Folhas com pecíolo 0,25–1,1 cm compr., glabro; lâmina 5,5–12 × 2,5–8,5 cm, elíptica, largo-ovada ou obovada, base cuneada ou arredondada, ápice cuspidado, margens revolutas, adaxialmente com 2–10 coléteres na base da nervura principal, carnosa, glabra. Inflorescênciasracemosas, 10–15 flores; pedúnculo 0,55–2,3 cm compr., glabro ou com tricomas isolados; brácteas 1,2–1,9 × 0,7–1,3 mm, triangulares a ovadas, ocasionalmente falcadas, margens ciliadas; pedicelo 2,5–6,0 mm compr., puberulento. Sépalas 4,3–5,7 × 3,6–4,0 mm, ovadas, ápice obtuso, margens ciliadas, abaxialmente puberulentas, glabrescentes em direção ao ápice, adaxialmente com 5 coléteres alternissépalos na base do cálice. Corola urceolada, verde-vinácea, abaxialmente glabra, adaxialmente pubescente na porção mediana central, glabra nos lobos; tubo 4,5–5,3 × 5,9–6,6 mm; lobos 3,3–3,7 × 3,5–4,1 mm, ovados, recurvados, ápice obtuso a arredondado, irregularmente emarginado, margens ciliadas. Corona com lobos 5,0–5,8 × 1,2–2,1 mm, porção inferior subdeltada, tricomas esparsos, adnata ao dorso das anteras, porção superior ovada, livre, ápice agudo e encurvado sobre a cabeça estilar. Ginostégio ca. 5 mm alt., séssil a subséssil, incluso ao tubo da corola; cabeça estilar ca. 1,0 × 1,9 mm, subglobosa; anteras ca. 0,65 × 0,32 mm, apêndices apicais 1,05–1,2 × 1,2–1,4 mm, subretangulares; retináculo 0,45–0,59 × 0,18–0,25 mm, ovoide, ápice arredondado, ereto; caudículos 0,24–0,29 mm compr.; polínias 0,44–0,58 × 0,31–0,37 mm, elipsoides. Folicários 6,8–11,8 × 1,45–1,9 cm, fusiformes, glabros. Extraído de Espírito Santo (2017).
Ruehssia rupestris caracteriza-se pelo hábito arbustivo, ereto, folhas carnosas com ápice cuspidado, corola urceolada, verde-vinácea, tubo floral grande (> 4,4 × 5,8 mm), adaxialmente pubescente na porção mediana central, lobos ovados, recurvados e pela corona com lobos castanhos, grandes (> 4,9 mm compr.), com porção inferior subdeltada e superior ovada com ápice agudo e encurvado sobre a cabeça estilar. Difere de R. virgultorum, por essa apresentar folhas com ápice agudo a atenuado, corola campanulada, adaxialmente glabra, com tubo reduzido (ca. 2,5 mm compr.) e lobos eretos, e pela corona com lobos lanceolados. É conhecida apenas para Diamantina (MG), sobre afloramentos rochosos cercados por vegetação arbustiva com árvores esparsas. Encontrada com flores em novembro e com frutos em abril e setembro. Extraído de Espírito Santo (2017). Ligações externas Ruehssia rupestris no projeto Flora e Funga do Brasil Ruehssia rupestris no Índice Internacional de Nomes de Plantas. Documentos sobre Ruehssia rupestris na Biodiversity Heritage Library Ruehssia rupestris no GBIF
Links externos para sinônimos Marsdenia rupestris no projeto Flora e Funga do Brasil Documentos sobre Marsdenia rupestris na Biodiversity Heritage Library Marsdenia rupestris no GBIF
Categoria:RuehssiaCategoria:Espécies descritas em 2019