Strychnos cerradoensis é uma espécie de planta da família Loganiaceae e do gênero Strychnos. Taxonomia O táxon foi descrito oficialmente em 1969 por Boris Alexander Krukoff e Rupert Charles Barneby.

Descrição Arbustos a lianas de pequeno a médio porte, armados, com gavinhas. Caule com ramos cilíndricos a quadrangulares, estriados, às vezes ligeiramente alados, lenticelados, glabros, acinzentados a castanho-avermelhados, as lenticelas conspícuas, regularmente distribuídas, densamente agrupadas, puntiformes a elípticas, esbranquiçadas; râmulos cilíndricos a quadrangulares ou achatados e acanalados em direção ao ápice, lisos a estriados, às vezes ligeiramente cristados, lenticelados, puberulentos a pubescentes, brilhantes, enegrecidos após secos, com linhas estipulares salientes e elevadas, puberulentas a pubescentes; gavinhas em 1-par, glabras a puberulentas. Folhas com pecíolos 4–5 mm compr., pubescentes em folhas jovens, glabrescentes em folhas maduras, geralmente enegrecidos após secos; lâminas (1–)1,5–3,5 x (0,8–)1,5–2 cm, elípticas a ovadas, base arredondada, obtusa, cuneada a atenuada, ápice acuminado a caudado, membranáceas a cartáceas, geralmente enegrecidas na face superior, castanho-esverdeadas na face inferior, dando aspecto discolor característico; venação 3(–5)-nérvea, o par interno oposto a alterno e divergindo de 1–3 mm da base, reticulação inconspícua na face adaxial, conspícua na face abaxial; face adaxial lisa, glabra, ligeiramente brilhante a opaca, a nervura central impressa, pubescente a glabrescente na base, as nervuras laterais aplanadas a ligeiramente impressas na base, glabras; face abaxial lisa a tuberculada, glabra, opaca, com nervuras principais glabras a puberulentas na base, axilas às vezes barbadas; catafilos laminares geralmente presentes na base dos râmulos jovens, as bases lignificadas e persistindo em râmulos maduros após a queda da lâminas, ligeiramente menores do que as folhas regulares, orbiculares, base arredondada, ápice arredondado a emarginado, verde-enegrecidos após secos. Inflorescência terminal, tirsóide, corimbiforme, congesta a ligeiramente laxa, com muitas flores, pedúnculo e raque pubescentes a curto-pilosos. Flores com pedicelos sésseis até 0,5 mm compr.; cálice com face externa lisa, glabra, lobos do cálice 1,5–2,5 mm compr., largamente ovado-lanceolados a triangular-lanceolados, ápice acuminado a estreitamente acuminado, margem inteira a esparsamente ciliolada; corola 2–3 mm compr., rotácea a curto-infundibuliforme, com face externa lisa a tuberculada e glabra, tubo da corola 1 mm compr., com face interna glabra, lobos da corola 1–2 mm compr., com face interna papilosa no ápice, glabra da base ao centro, barbada no ápice, margens papilosas; estames semi-exsertos, filetes ca. 0,1 mm compr., anteras 0.8–1 mm compr., glabras; pistilo com ovário e estilete glabros. Frutos 3–6 cm diâm., globosos; pericarpo 4–7 mm espessura, lenhoso, liso a tuberculado, às vezes enrugado e rugoso após seco, opaco, de cor desconhecida quando maduro; pedicelo do fruto 4–7 mm diâm. Sementes 3–5 por fruto, testa fibrosa.

Arbustos a lianas de pequeno a médio porte; ocorrência em florestas estacionais semideciduais de mata atlântica na região leste de Minas Gerais.

Strychnos cerradoensis, em contraste à referência de seu epíteto, é na verdade uma espécie florestal de mata atlântica coletada até o momento apenas na região leste de Minas Gerais, com poucas coleções conhecidas até o momento. Se destaca vegetativamente pelos ramos cilíndricos a quadrangulares, às vezes ligeiramente alados, com râmulos geralmente curtos e enegrecidos com espinhos e gavinhas em 1-par. As lâminas são relativamente pequenas e às vezes com aspecto discolor característico, e com axilas das nervuras principais às vezes barbadas na face abaxial. Inflorescência terminal, corimbiforme, congesta a ligeiramente laxa, com muitas flores pequenas com lobos do cálice 1,5–2,5 mm compr., largamente ovado-lanceolados a triangular-lanceolados de ápice acuminado a estreitamente acuminado. Frutos maduros médios a grandes, de casca espessa, dura e lenhosa contendo de 3–5 sementes de testa fibrosa. Ligações externas Strychnos cerradoensis no projeto Flora e Funga do Brasil Strychnos cerradoensis no Índice Internacional de Nomes de Plantas. Documentos sobre Strychnos cerradoensis na Biodiversity Heritage Library Strychnos cerradoensis no GBIF

Categoria:StrychnosCategoria:Espécies descritas em 1969