Durante os ataques aéreos israelenses de 2019 no Iraque, Israel bombardeou bases das Forças de Mobilização Popular, apoiadas pelo Irã, a partir de 19 de julho de 2019. Os ataques tiveram como alvo grupos apoiados pelo Irã e agentes da Guarda Revolucionária Islâmica.

Incidentes Em 19 de julho de 2019, drones bombardearam uma base perto de Amirli, no Iraque, pertencente às Forças de Mobilização Popular. Um ataque aéreo contra uma base que abrigava conselheiros do Irã e do Líbano feriu dois iranianos, enquanto um segundo ataque atingiu um depósito de armas, causando um grande incêndio e a destruição de vários mísseis balísticos. O Irã confirmou em 30 de julho que o ataque matou o alto comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI), Abu Alfazl Sarabian.

Em 27 de julho, o Campo Ashraf, uma das maiores bases do Iraque, foi atacada pelo que fontes militares iraquianas descreveram como um ou mais jatos da Força Aérea de Israel. O ataque atingiu um carregamento de lançadores de mísseis balísticos e alojamentos de oficiais da Guarda Revolucionária Islâmica e de integrantes das Forças de Mobilização Popular. Algumas fontes relataram que até quarenta pessoas foram mortas no ataque. De acordo com fontes iraquianas e iranianas, os ataques foram realizados por aviões F-35 israelenses.

Explosões atingiram um depósito de armas das Forças de Mobilização Popular no sul de Bagdá em 12 de agosto, matando um e ferindo 29 civis. Um porta-voz do Ministro do Interior do Iraque disse que uma inspeção no depósito mostrou que a explosão não foi causada por uma falha interna, mas por uma entidade externa que atacou o depósito e provocou um incêndio. O Iraque fechou o seu espaço aéreo a todos os voos não autorizados em 13 de agosto, incluindo os da coalizão liderada pelos Estados Unidos. O primeiro-ministro iraquiano também ordenou que todos os campos militares e armazéns de munições fossem transferidos para fora das cidades iraquianas.

Em 17 de agosto, aviões de guerra não identificados atacaram o quartel-general da 30.ª Brigada, que é afiliada às Forças de Mobilização Popular.

Explosões atingiram um depósito de armas das Forças de Mobilização Popular, em 20 de agosto, perto da Base Aérea de Balad. Uma fonte da organização informou que o depósito de armas foi especificamente alvejado por um bombardeio aéreo.

Em 25 de agosto de 2019, um comboio das Forças de Mobilização Popular (FMP) foi atingido por dois drones perto da cidade fronteiriça sírio-iraquiana de Al-Qa'im, matando seis pessoas, incluindo um comandante de alta patente. As FMP culparam Israel pelo ataque. O incidente ocorreu enquanto o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, discursava em resposta a um suposto ataque israelense à sua fortaleza em Dahieh, no Líbano.

Em 10 de setembro, foram relatadas fortes explosões em um armazém perto da cidade de Hit, em Al Anbar, a noroeste de Bagdá. A Sky News Arabic informou que após a explosão, projéteis foram lançados em áreas vizinhas, indicando que um depósito de armas pode ter sido atingido. A Al-Arabiya também informou que o armazém era usado para armazenar armas e pertencia às Forças de Mobilização Popular. A Al-Arabiya citou um oficial iraquiano afirmando que havia um drone na área no momento das explosões. Como resultado das explosões, 21 militantes iraquianos das Forças de Mobilização Popular foram mortos.

Em 22 de setembro, explosões violentas causadas por ataques aéreos ocorreram em uma base pertencente à 13.ª Brigada "Liwa al-Tafuf" das Unidades de Mobilização Popular. Um oficial de segurança iraquiano disse ao The New Arab que drones podem ter sido usados no ataque.

Responsabilidade Em 22 de agosto de 2019, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou — tendo já insinuado isso em 20 de agosto de 2019 — que "o Irã não está imune em lugar algum". Em 22 de agosto, Netanyahu confirmou que Israel estava realizando operações contra o Irã no Iraque, dizendo "Estamos trabalhando contra a consolidação iraniana — também no Iraque". As autoridades dos Estados Unidos confirmaram posteriormente que Israel estava por trás dos ataques.

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