Shawn Phillips (Fort Worth, Texas, 3 de fevereiro de 1943) é um cantor, compositor, guitarrista e multi-instrumentista norte-americano cuja obra abrange géneros como folk rock, jazz fusion, funk, rock progressivo e música clássica. Com uma carreira internacional iniciada na década de 1960 e uma uma extensa discografia desenvolvida ao longo de mais de seis décadas de carreira, distinguiu-se pela ampla extensão vocal, pela versateliness instrumental e pela constante experimentação musical, incorporando influências das diversas culturas com que contactou durante a infância e juventude.

Ao longo da carreira colaborou com músicos como Donovan, Paul Buckmaster, Eric Clapton, Steve Winwood e membros dos The Beatles. Estudou sitar com Ravi Shankar e integrou alguns dos círculos artísticos mais influentes da folk e do rock psicadélico da década de 1960.

Embora nunca tenha alcançado grande notoriedade comercial, Shawn Phillips manteve uma carreira internacional contínua e uma base de admiradores particularmente dedicada. A crítica tem destacado a originalidade da sua obra e a dificuldade em enquadrá-la num único género musical, resultado da fusão de elementos do folk, rock, jazz, música clássica e tradições musicais de diversas partes do mundo. Primeiros passos na música (1960–1965)

Durante o início da década de 1960, Phillips tocou em clubes folk ao lado de Tim Hardin e do comediante Lenny Bruce. Em Saskatoon, Canadá, ensinou técnicas de guitarra a Joni Anderson, que mais tarde se tornaria Joni Mitchell. Gravou o seu primeiro single em 1964, “The New Frankie & Johnnie Song”. Após uma viagem à Índia, foi contratado pela Columbia Records, lançando os álbuns I’m a Loner (1965) e Shawn (1966). Colaboração com Donovan e ligação aos Beatles (1965–1967)

Em Londres, Phillips conheceu Donovan, com quem colaborou em vários álbuns, incluindo Fairytale, Sunshine Superman e Mellow Yellow. Segundo o próprio Shawn Phillips, contribuiu para a criação da estrutura musical de 'Season of the Witch', colaboração posteriormente reconhecida por Donovan. Também escreveu “Little Tin Soldier”, incluída em Fairytale. Através de Donovan, conheceu os Beatles: participou nos vocais de apoio de “Lovely Rita”, do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, e deu a George Harrison algumas das suas primeiras lições de sitar. Phillips estudou sitar com Ravi Shankar.

Europa, cinema e teatro experimental (1966–1969) Em 1966, compôs a banda sonora do filme Run With the Wind, de Lindsay Shonteff. Foi inicialmente escolhido para o papel principal na produção original de Jesus Christ Superstar, mas divergências com o produtor Robert Stigwood impediram a sua participação. Em 1969, escreveu e realizou a música para a peça experimental Vagina Rex and the Gas Oven, de Jane Arden, apresentada no Arts Lab de Londres.

Fase A&M Records e reconhecimento crítico (1970–1977) Entre 1970 e 1977, Phillips lançou os álbuns considerados os mais representativos da sua carreira, através da A&M Records: Contribution (1970), Second Contribution (1971), Collaboration (1971), Faces (1972), Bright White (1973), Furthermore (1974), Do You Wonder (1975), Rumpelstiltskin’s Resolve (1976) e Spaced (1977). A sua música nesta fase combina folk, rock progressivo, jazz, funk, música clássica e arranjos orquestrais de Paul Buckmaster. Apesar da aclamação crítica, a A&M rescindiu o contrato devido às vendas modestas. Reinvenção e carreira posterior (1978–presente)

Após sair da A&M, Phillips continuou a gravar e a atuar internacionalmente. Lançou Transcendence (1978), Beyond Here Be Dragons (1983), The Truth If It Kills (1994), No Category (2002), Reflections (2012), Perspectives (2013), Infinity (gravado em 1989, lançado em 2014) e Continuance (2017). Em 2011, reuniu-se com Donovan no Royal Albert Hall, num concerto que contou com a participação de Jimmy Page. Mantém uma base de fãs dedicada e é frequentemente descrito como “um dos segredos mais bem guardados da música contemporânea”. Legado Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Shawn Phillips construiu um percurso artístico marcado pela independência criativa e pela constante experimentação musical. Embora nunca tenha alcançado grande sucesso comercial, a crítica tem destacado a originalidade da sua obra e a dificuldade em enquadrá-la num único género musical, características que contribuíram para o seu reconhecimento como uma figura singular da música popular contemporânea.

A sua influência estendeu-se a músicos ligados ao folk, ao rock progressivo, ao jazz fusion e à música experimental, sendo particularmente valorizada pela integração de elementos de diferentes tradições musicais e pela recusa em seguir modelos comerciais. Os álbuns gravados para a A&M Records durante a década de 1970 continuam a ser considerados o núcleo mais representativo da sua discografia.

Apesar de permanecer relativamente desconhecido do grande público, Shawn Phillips mantém uma base internacional de admiradores e continua a ser descrito por críticos e músicos como um dos artistas mais originais da sua geração, cuja obra tem vindo a ser redescoberta por sucessivas gerações de ouvintes. Discografia A discografia de Shawn Phillips compreende álbuns de estúdio, compilações e gravações ao vivo lançados desde 1965.

Álbuns de estúdio I'm a Loner (1965) Shawn (1966) Contribution (1970) Second Contribution (1971) Collaboration (1971) Faces (1972) Bright White (1973) Furthermore (1974) Do You Wonder (1975) Rumpelstiltskin’s Resolve (1976) Spaced (1977) Transcendence (1978) It's About Time (1979) Beyond Here Be Dragons (1983) The Truth If It Kills (1994) No Category (2002) Living From the Soul (2005) Beginnings (2007) Reflections (2012) Perspective (2013) Infinity (gravado em 1989; lançado em 2014) Continuance (2017)

Compilações Best of Shawn Phillips (1973) Shawn Phillips: The A&M Years (1992) The Shawn Phillips Collection (2008)

Álbuns ao vivo Live at the Royal Albert Hall (2011)

Ligações externas Página oficial de Shawn Phillips

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