Leonardo Alves de Araújo, mais conhecido como Leonardo Avalanche, (Anápolis, 23 de outubro de 1977) é um empresário e dirigente partidário brasileiro, presidente nacional do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) desde 2024.

Assumiu a presidência nacional do PRTB em fevereiro de 2024, período em que a legenda ganhou projeção nacional com a candidatura de Pablo Marçal à prefeitura de São Paulo. Em julho de 2026 foi anunciado como pré-candidato do partido à eleição presidencial no Brasil em 2026. Em agosto de 2026, o partido registrou a candidatura de Pablo Marçal ao cargo de Presidente da República e Leonardo Avalanche como Vice-presidente.

Sua gestão à frente do PRTB foi marcada por disputas judiciais envolvendo o comando da legenda, por denúncias oferecidas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo relacionadas à eleição interna do partido e por controvérsias decorrentes da divulgação de áudios nos quais lhe foram atribuídas declarações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC). Avalanche nega todas as acusações e afirma que os áudios foram produzidos por inteligência artificial ou adulterados.

Biografia

Leonardo Alves de Araújo nasceu em Anápolis, no estado de Goiás, em 1977. É filho de pastor evangélico.

Segundo informações divulgadas pelo próprio PRTB, iniciou sua trajetória profissional na iniciativa privada, atuando posteriormente em atividades ligadas ao Poder Judiciário antes de ingressar na direção partidária.

Carreira política

Eleições de 2018

Em 2018, Leonardo Avalanche foi candidato do PODE ao cargo de Deputado Federal, pelo Estado de Goiás. Obteve 173 votos e não foi eleito.

Presidência do PRTB

Em fevereiro de 2024, Avalanche foi eleito presidente nacional do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), sucedendo a administração provisória instituída após disputas internas ocorridas depois da morte de Levy Fidelix.

Sob sua direção, o partido passou por uma reformulação organizacional e ampliou sua presença nas redes sociais, buscando aproximar-se do eleitorado conservador e empreendedor.

Durante a eleição municipal em São Paulo em 2024, Avalanche coordenou politicamente a candidatura de Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo, campanha que deu grande visibilidade nacional ao PRTB.

Em setembro de 2024, uma ação apresentada por Aldineia Fidelix, viúva do fundador do partido, buscou anular a eleição da direção nacional da legenda. Em parecer encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral manifestou-se contra o pedido de destituição de Avalanche, entendendo não haver elementos suficientes para afastá-lo da presidência naquele momento.

Ao longo de 2025, buscou ampliar a influência nacional do partido. Em entrevistas, declarou que colocaria o PRTB à disposição de lideranças da direita para a eleição presidencial de 2026, entre elas o deputado federal Eduardo Bolsonaro, além de defender entendimentos com outros nomes do campo conservador.

Candidatura à Presidência da República

Em 15 de julho de 2026, o PRTB anunciou oficialmente Leonardo Avalanche como pré-candidato à Presidência da República para as eleições de 2026.

A candidatura foi anunciada após a saída de Pablo Marçal do partido e sua consequente inviabilização como nome da legenda para a disputa presidencial.

Durante o lançamento, Avalanche afirmou que pretendia representar uma alternativa conservadora e "antissistema", defendendo redução da carga tributária, fortalecimento do empreendedorismo e gestão técnica da administração pública.

Embora tenha anunciado Leonardo Avalanche como pré-candidato a presidente, em 15 de agosto de 2026, o PRTB registrou a candidatura de Pablo Marçal ao cargo de Presidente da República e Leonardo Avalanche concorrendo ao cargo de Vice-presidente da chapa. Como a candidatura de Marçal acabou sendo indeferida, Avalanche passou a concorrer à Presidência do Brasil a partir de setembro, restando poucos dias de campanha antes do primeiro turno eleitoral.

Controvérsias

Denúncia do Ministério Público de São Paulo

Em janeiro de 2026, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) ofereceu denúncia contra Leonardo Avalanche e outras seis pessoas por supostos crimes relacionados ao processo eleitoral interno do PRTB realizado em fevereiro de 2024.

Segundo a denúncia, o grupo teria praticado crimes entre fevereiro e abril de 2024 com o objetivo de assumir o controle da legenda. De acordo com o Ministério Público, pessoas que não integravam o quadro de fundadores do partido teriam sido recrutadas para se passar por fundadores durante a convenção nacional, utilizando documentos de identidade falsificados e assinaturas previamente treinadas para participar da votação interna.

Ainda segundo a peça acusatória, após a eleição da nova direção partidária, integrantes do grupo teriam utilizado dados falsos em sistemas da Justiça Eleitoral e realizado alterações em registros partidários para consolidar o novo comando da legenda.

O Ministério Público também afirma que editais internos teriam sido publicados posteriormente com datas retroativas para conferir aparência de regularidade a reuniões e decisões administrativas já realizadas.

A denúncia foi recebida para análise pelo Poder Judiciário. Até o momento do lançamento da pré-candidatura presidencial de Avalanche, não havia decisão judicial definitiva sobre o mérito das acusações.

Acusações de violência política de gênero

Na mesma denúncia, o Ministério Público acusou Leonardo Avalanche da prática de violência política de gênero, assédio, constrangimento e ameaças contra Rachel Carvalho, então vice-presidente nacional do PRTB.

Segundo os promotores, Avalanche teria buscado impedir o exercício das funções partidárias da dirigente mediante intimidações, humilhações públicas e manifestações de caráter misógino. A denúncia relata que ele teria afirmado, durante reuniões internas, que "mulher só serve para cumprir cota".

Ainda conforme o Ministério Público, Rachel Carvalho teria sido pressionada a aderir a supostos esquemas de arrecadação ilícita envolvendo agentes políticos e, posteriormente, coagida a assinar sua renúncia ao cargo sob ameaça. A acusação também relata episódios de intimidação e ameaças de morte supostamente dirigidas contra a dirigente partidária.

O Ministério Público sustenta ainda que integrantes do grupo utilizaram indevidamente sistemas da Justiça Eleitoral para promover a filiação de Rachel Carvalho e de outros membros do PRTB ao partido Mobilização Nacional (Mobiliza), provocando automaticamente a desfiliação dessas pessoas da legenda de origem.

A defesa de Leonardo Avalanche rejeitou integralmente as acusações, afirmando que a eleição interna ocorreu de forma regular, observando a legislação eleitoral e o estatuto partidário. Também sustentou que o denunciado jamais praticou violência política de gênero, ameaças ou qualquer outra conduta ilícita atribuída pelo Ministério Público.

Controvérsia envolvendo o PCC

Em maio de 2024, reportagens divulgaram investigação policial que mencionava Leonardo Avalanche em apuração relacionada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Posteriormente, durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024, a Folha de S.Paulo divulgou um áudio atribuído a Avalanche, no qual o interlocutor afirmava ter atuado para obter a soltura do traficante André Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, considerado uma das principais lideranças do PCC.

A divulgação do áudio gerou repercussão nacional e levou jornalistas a questionarem Pablo Marçal, então candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo, sobre sua relação política com Avalanche.

Leonardo Avalanche negou qualquer envolvimento com o PCC e afirmou que o áudio divulgado era falso ou havia sido produzido mediante uso de inteligência artificial. Sua defesa também declarou que não existe condenação criminal que comprove qualquer vínculo entre ele e a organização criminosa.

Posições políticas

Em entrevistas concedidas após assumir a presidência do PRTB e durante o lançamento de sua pré-candidatura presidencial, Avalanche afirmou defender pautas associadas ao campo conservador, entre elas:

redução da carga tributária; fortalecimento do empreendedorismo; diminuição da burocracia estatal; incentivo ao livre mercado; combate à corrupção; fortalecimento da segurança pública; aproximação do partido com lideranças da direita brasileira.

Desempenho eleitoral

AnoEleiçãoPartidoCargoVotosResultadoRef. 2018 Estadual em Goiás em 2018 PODE Deputado federal 2026 Geral de 2026 PRTB Presidente

Categoria:Naturais de Anápolis Categoria:Empresários de Goiás Categoria:Políticos de Goiás Categoria:Membros do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro Categoria:Conservadores do Brasil Categoria:Cristãos do Brasil Categoria:Candidatos à Presidência da República do Brasil em 2026