O Instituto Português do Sangue e da Transplantação, I.P. (IPST) é um instituto público português, sob a tutela do Ministério da Saúde, com a missão de regular e coordenar a medicina transfusional e a transplantação a nível nacional. .

O instituto é igualmente responsável pela coordenação nacional da dádiva de sangue, da transplantação de órgãos e tecidos e da gestão do registo português de dadores de medula óssea.

História Com origem em 1990 como Instituto Português do Sangue (IPS), o atual IPST foi criado em 2012 pelo Decreto-Lei n.º 39/2012, de 16 de fevereiro, que aprovou a sua orgânica, na sequência da fusão do IPS com os Centros de Histocompatibilidade e da integração da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação. .

Atribuições O IPST gere os Centros Regionais de Sangue e coordena a recolha e transplantação de órgãos e tecidos . Inclui ainda o Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea (CEDACE) e o Banco Público de Células do Cordão Umbilical (BPCCU) .

Centros Regionais de Sangue e da Transplantação miniatura|esquerda|180px|Dádiva de sangue. O IPST descentraliza a sua atividade operativa através de três Centros Regionais de Sangue e da Transplantação (CRST), estrategicamente localizados para cobrir o território nacional ao nível das regiões NUTS II. Estes centros têm competências operativas de colheita, processamento, validação laboratorial e distribuição de unidades terapêuticas de sangue aos Serviços de Imunohemoterapia Hospitalares da respetiva área de atuação:

Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa (CSTL): Sediado no Parque de Saúde de Lisboa (Avenida do Brasil), coordena a atividade na região Sul do país e dispõe de uma extensão laboratorial para a área funcional da transplantação na Alameda das Linhas de Torres. Centro de Sangue e da Transplantação do Porto (CSTP): Localizado na Rua de Bolama, serve a região Norte, gerindo programas locais de promoção da dádiva e o abastecimento da rede hospitalar nortenha. Centro de Sangue e da Transplantação de Coimbra (CSTC): Situado em São Martinho do Bispo, é responsável pela cobertura logística e regulatória da região Centro de Portugal.

Registo Português de Dadores de Medula Óssea (CEDACE) Criado originalmente em 1995 pelo Ministério da Saúde (Despacho 22/95) e integrado formalmente na orgânica do IPST em 2012, o Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão (CEDACE) centraliza o painel de dadores voluntários em Portugal.

Funcionamento e Inscrição O CEDACE atua em interconexão com a Associação Mundial de Dadores de Medula Óssea (World Marrow Donor Association - WMDA), permitindo o cruzamento de dados informáticos para identificar dadores compatíveis tanto para doentes em Portugal como no estrangeiro.

Os requisitos regulamentares em vigor estipulam que o processo de candidatura decorre exclusivamente por via eletrónica através do portal do IPST, exigindo os seguintes critérios de elegibilidade para o registo inicial (único na vida): Idade compreendida entre os 18 e os 35 anos (permanecendo ativo no registo até aos 55 anos); Peso mínimo de 50 kg e altura mínima de 1,50 m; Ausência de antecedentes de transfusões de sangue recebidas e manutenção de um estado de saúde saudável; Residência oficial estabelecida em Portugal.

Dados de Atividade e Estatísticas A atividade operativa do IPST divide-se entre a gestão da rede transfusional nacional e a monitorização de doação e transplantação de órgãos, tecidos e células, cujos dados são auditados anualmente pelo Sistema Nacional de Biovigilância.

Transplantação de Órgãos No balanço consolidado de 2024, registou-se em Portugal a colheita de 1156 órgãos (dos quais 1083 foram provenientes de dadores falecidos), resultando num total de 876 órgãos efetivamente transplantados. A taxa de aproveitamento de órgãos de dador falecido situou-se nos 81%, uma ligeira variação justificada pelo aumento gradual da idade média dos dadores e a consequente aplicação de critérios médicos expandidos.

Em termos evolutivos de procedimentos específicos por órgão, os registos oficiais do IPST e do SNS indicam os seguintes volumes históricos realizados no país:

+ Atividade de Transplantação em Portugal por Tipo de Órgão Tipo de Órgão Transplantes em 2024 Transplantes em 2025 Notas e Marcos Históricos Rim 538 525 Em 2025, registou-se o maior número de sempre de transplantes renais de dador vivo (88 casos). Coração 58 — O valor registado em 2024 constituiu um recorde absoluto de atividade cirúrgica nesta especialidade. Outros órgãos — — Verificou-se uma tendência de máximos históricos em transplantes pulmonares e cardíacos no biénio 2024-2025.

Alargamento da Atividade de Colheita Com o objetivo de aumentar a disponibilidade de órgãos para transplante, o enquadramento regulatório do IPST passou a abranger a atualização de protocolos para a colheita de órgãos em dadores falecidos em paragem cardiorrespiratória (PCC Maastricht II), tendo sido registados 51 dadores nesta condição específica no decorrer do ano de 2024.

Ver também Serviço Nacional de Saúde

Categoria:Organizações de saúde Categoria:Fundações em Portugal em 1990 Categoria:Organizações fundadas em 2012