thumb|200px|O capitão Sempill apresentando um Sparrowhawk ao almirante Tōgō Heihachirō, em 1921. A Missão Sempill foi uma missão técnica britânica de aviação naval liderada pelo capitão e enviada ao Japão em setembro de 1921, com o objetivo de ajudar a Marinha Imperial Japonesa a desenvolver suas forças aeronavais. A missão era composta por um grupo de 30 instrutores e pessoal de apoio;Cheesman, Frank. "Prelude to Pearl Harbour", artigo na Aircraft Annual 1964, UK: Ian Allan, 1963, pp. 24-29. chefiada pelo coronel Sempill, permaneceu no Japão por 18 meses.

Antecedentes A Marinha Imperial Japonesa monitorara atentamente o progresso da aviação das três potências navais aliadas durante a Primeira Guerra Mundial e concluiu que a Grã-Bretanha fizera os maiores avanços na aviação naval, tendo também aprendido bastante sobre o assunto por meio de seus contatos com a Royal Navy. Em 1920, um representante fora enviado à Grã-Bretanha para observar as operações aéreas nos conveses do HMS Furious. Em 1921, o governo japonês solicitou formalmente que os britânicos enviassem uma missão aérea naval, a fim de desenvolver e conferir uma vantagem profissional à aviação naval japonesa. Havia ressalvas por parte do Almirantado quanto a conceder aos japoneses acesso irrestrito à tecnologia britânica, mas, depois de recusar os japoneses por um total de dez vezes, o governo britânico cedeu e enviou uma missão de aviação civil não oficial ao Japão.

Chegada da missão A Missão Sempill foi liderada pelo capitão William Forbes-Sempill, ex-oficial da Royal Air Force com experiência no projeto e teste de aeronaves da Marinha Real durante a Primeira Guerra Mundial. A missão era composta por 30 membros, em sua maioria pessoal com experiência em aviação naval, incluindo pilotos e engenheiros de várias empresas britânicas de fabricação de aeronaves. A missão técnica britânica partiu para o Japão em setembro com o objetivo de ajudar a Marinha Imperial Japonesa a desenvolver e melhorar a proficiência de sua aviação naval, e o governo britânico também esperava que isso levasse a um lucrativo negócio de armas. A missão chegou à Estação Aérea Naval de Kasumigaura no mês seguinte, em novembro de 1921, e permaneceu no Japão por 18 meses. Embora civis, os japoneses concederam comissões ativas a todos os membros da missão e forneceram um uniforme adequado. Sempill recebeu o posto de pelos japoneses, enquanto os demais membros da equipe receberam patentes inferiores.

Os japoneses foram treinados em várias aeronaves britânicas novas, como o ; a missão também levou a Kasumigaura mais de cem aeronaves, abrangendo vinte modelos diferentes, cinco dos quais estavam então em serviço na Força Aérea Real, incluindo o Sparrowhawk. Esses aviões acabaram por inspirar o projeto de várias aeronaves navais japonesas. Os técnicos familiarizaram-se com as mais recentes armas e equipamentos aéreos — torpedos, bombas, metralhadoras, câmeras e equipamentos de comunicação. Os aviadores navais foram treinados em várias técnicas, como lançamento de torpedos, controle de voo e pousos e decolagens em porta-aviões — habilidades que mais tarde seriam empregadas nas águas rasas de Pearl Harbor em dezembro de 1941. A missão também trouxe os planos dos mais recentes porta-aviões britânicos, como o HMS Argus e o HMS Hermes, que influenciaram os estágios finais do desenvolvimento do porta-aviões Hōshō. Embora o Hōshō já tivesse sido lançado ao mar naquela época, ele se tornou o primeiro porta-aviões projetado como tal no mundo quando foi comissionado em 1922, um ano antes do Hermes.

Impacto Quando os últimos membros da missão retornaram à Grã-Bretanha, os japoneses já haviam adquirido um conhecimento razoável da mais recente tecnologia da aviação, e a missão Sempill de 1921–1922 marcou o verdadeiro início de uma força aérea naval japonesa eficaz. A aviação naval japonesa, tanto em tecnologia quanto em doutrina, continuou dependente do modelo britânico durante a maior parte da década de 1920. A Marinha Imperial Japonesa também foi auxiliada em sua busca para fortalecer suas forças navais pelo próprio Sempill, que mais tarde se tornou um espião japonês. Durante os 20 anos seguintes, o nobre britânico forneceu aos japoneses informações secretas sobre a mais recente tecnologia de aviação britânica. Seu trabalho de espionagem ajudou o Japão a desenvolver rapidamente suas aeronaves militares e suas tecnologias antes da Segunda Guerra Mundial.

Ver também Marinha Imperial Japonesa Aliados da Primeira Guerra Mundial Pearl Harbor

Notas

Referências

Bibliografia

Ligações externas

Categoria:História militar do Japão Categoria:1921 no Reino Unido Categoria:1921 nas relações internacionais Categoria:Relações entre Japão e Reino Unido