A mono-oxigenase de esqualeno (também denominada epoxidase de esqualeno e codificada em humanos pelo gene SQLE) é uma enzima microssomal altamente conservada que atua como um dos principais pontos de regulação e limitação na via de biossíntese do colesterol e de outros esteróis essenciais em organismos eucariotas. Esta flavoproteína catalisa a primeira etapa de oxigenação do processo ao converter estereofisicamente o hidrocarboneto triterpénico esqualeno em (S)-2,3-oxidoesqualeno (epóxido de esqualeno), recorrendo à presença de oxigénio diatómico, do cofator coenzimático NADPH e de uma redutase intermédia. O produto desta reação serve subsequentemente como substrato imediato para as ciclases de oxidoesqualeno, como a sintase de lanosterol, que moldam a estrutura molecular precursora dos componentes estruturais da membrana celular. Devido à sua relevância biológica central, a mono-oxigenase de esqualeno em fungos é o alvo terapêutico primário de vários agentes antifúngicos de uso clínico comum — como a terbinafina e a naftifina pertencentes à classe das alilaminas —, os quais inibem especificamente a atividade desta proteína, provocando uma acumulação intracelular tóxica de esqualeno e a consequente rutura da barreira fúngica. Adicionalmente, no âmbito da medicina humana e da oncologia contemporânea, a desregulação e a sobre-expressão metabólica do gene SQLE têm despertado elevado interesse na investigação biomédica, uma vez que se encontram fortemente correlacionadas com a progressão tumoral, a reprogramação lipídica e a proliferação agressiva numa grande variedade de carcinomas humanos.
Categoria:Antifúngicos Categoria:Genes no cromossoma 8 Categoria:Mono-oxigenases