Al Pouessi (batizada como Marthe Adélaïde Modeste Testas), também conhecida como Modeste Testas (1765 – 1870), foi uma mulher escravizada etíope, comprada por comerciantes de Bordeaux. Um de seus netos é o ex-presidente do Haiti, François Denys Légitime.

Biografia Testas nasceu com o nome de Al Pouessi, originária da Etiópia, na África Oriental. Ela foi capturada aos quatorze anos de idade e levada para a África Ocidental, de onde foi vendida. Pouessi foi comprada entre 1778 e 1781 por Pierre e François Testas, que eram traficantes de escravos de Bordeaux, na França, e proprietários de uma plantação de açúcar na ilha do Haiti.

Pouessi viajou para Bordeaux, onde foi batizada pelos irmãos Testas em 1781, recebendo o nome de Marthe Adelaïde Modeste Testas. No mesmo ano, foi transportada com François para a plantação dele no Haiti. Como pessoa escravizada, Pouessi não podia consentir sobre relações sexuais e as circunstâncias em que teve dois filhos com seu dono são desconhecidas.

Em 1795, François deixou o Haiti rumo a Nova Iorque, viajando com seus servos, entre os quais Pouessi e Joseph Lespérance. Após se mudar para Baltimore, ele faleceu na Filadélfia. No entanto, em seu testamento, libertou as pessoas escravizadas que detinha. Para Pouessi, porém, uma das condições de sua liberdade era que ela se casasse com Lespérance. O casal retornou ao Haiti, onde herdaram cinquenta e um alqueires de terra e tiveram vários filhos.

Em 1870, Pouessi morreu em sua propriedade, localizada perto de Jérémie, aos 105 anos de idade.

Legado Um dos netos de Pouessi, François Denys Légitime, filho de Tinette Lespérance, serviu como presidente da República do Haiti de 1888 a 1889.

Em 10 de maio de 2019, uma estátua dela foi inaugurada em Bordeaux, criada pelo escultor haitiano Woodly Caymitte. A estátua de bronze tem 1,7 m de altura, está localizada nas margens do Rio Garonne e tornou-se notória por retratar uma mulher escravizada. Uma placa informativa fixada no chão relata a história de Pouessi. A escolha de representar a escravidão através de uma mulher liberta, no entanto, foi criticada pela ativista Karfa Diallo, que argumenta que a escultura não retrata suficientemente as lutas contra escravidão.

Em 13 de setembro de 2021, a estátua foi vandalizada com tinta branca.

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