A Escola Profissional de Setúbal é uma escola profissional portuguesa sediada em Setúbal, Portugal. Criada no ano letivo de 1990/1991, ao abrigo de contrato-programa celebrado entre o Ministério da Educação, a Câmara Municipal de Setúbal e o Instituto Politécnico de Setúbal, funcionou provisoriamente nas instalações da Escola Superior de Tecnologia.

A escola iniciou a sua atividade com quatro turmas e quatro cursos profissionais, tendo posteriormente aumentado o número de cursos, turmas e áreas de formação. No ano letivo de 2001/2002 passou a funcionar nas atuais instalações, construídas de raiz, o que permitiu consolidar a sua autonomia e o seu projeto educativo.

Durante a década de 1990 e o início da década de 2000, a Escola Profissional de Setúbal consolidou a sua oferta formativa, integrou alunos provenientes de outros projetos de ensino profissional que encerraram, desenvolveu ligações ao tecido empresarial local e participou em projetos internacionais. João Rato esteve associado à fase fundadora e de desenvolvimento inicial da Escola Profissional de Setúbal, tendo sido identificado pela imprensa local como presidente do Conselho Diretivo da instituição em 1990.

História

Criação e primeiros anos

A Escola Profissional de Setúbal nasceu no contexto da criação das escolas profissionais em Portugal, procurando responder às necessidades de formação técnica e profissional da região de Setúbal. O projeto foi criado por iniciativa da Câmara Municipal de Setúbal, no âmbito de contrato-programa celebrado com o Ministério da Educação e o Instituto Politécnico de Setúbal.

Nos primeiros anos, a escola funcionou provisoriamente nas instalações da Escola Superior de Tecnologia, antes da construção das suas instalações próprias nas Manteigadas.

Um anúncio publicado em O Setubalense, em setembro de 1990, apresentava a Escola Profissional de Setúbal como uma escola da Câmara Municipal de Setúbal, em colaboração com a Escola Superior de Tecnologia, divulgando “novos cursos para as novas empresas”. Entre os cursos anunciados encontravam-se áreas como eletrónica/comando, gestão, mecânica de produção e controlo de qualidade, e mecânica de manutenção industrial.

O mesmo anúncio referia que os cursos permitiam acesso ao mundo do trabalho e equivalência ao 12.º ano, com possibilidade de prosseguimento de estudos no ensino superior politécnico. Na informação de contacto do anúncio surgia a referência a “Dr. João Rato”, associada às inscrições e informações sobre os cursos.

Em outubro de 1990, O Setubalense noticiou o início do ano letivo da recém-criada Escola Profissional de Setúbal, referindo que a instituição tinha sido criada pela Câmara Municipal no âmbito das escolas profissionais lançadas pelo GETAP/Ministério da Educação. A reportagem indicava que 72 alunos integravam a iniciativa inicial.

Ligação ao tecido empresarial

Desde a sua fase inicial, a Escola Profissional de Setúbal foi apresentada como uma instituição vocacionada para responder às necessidades das empresas do concelho e da região. O artigo de O Setubalense de 22 de outubro de 1990 referia que a escola tinha sido criada para formar jovens para o mundo do trabalho, numa relação direta com as necessidades de especialização das empresas locais.

No mesmo artigo, a escola era descrita como uma iniciativa orientada para a formação de técnicos qualificados, com cursos de três anos e ligação ao mercado de trabalho. A reportagem identificava João Rato como presidente do Conselho Diretivo da Escola Profissional de Setúbal e citava-o no contexto da expectativa de que, no futuro, as próprias empresas viessem a procurar técnicos formados pela escola.

A ligação às empresas continuou a ser apontada pela própria escola como uma das características do seu projeto educativo, nomeadamente através de estágios, visitas de estudo, doação de equipamentos e parcerias para formação e certificação de adultos.

Integração de alunos de outras escolas profissionais

Ao longo do seu percurso, a Escola Profissional de Setúbal integrou alunos provenientes de outros projetos de ensino profissional que encerraram ou foram extintos. Segundo a página oficial da escola, no ano letivo de 1993/1994 recebeu alunos da Escola Profissional de Palmela, que tinha encerrado.

No ano letivo de 1998/1999, a Escola Profissional de Setúbal integrou alunos provenientes da extinta Escola Profissional António Sérgio, aumentando e diversificando a sua oferta formativa.

A própria escola enquadra estes processos numa vocação inclusiva, afirmando que procurou integrar e dar continuidade ao percurso dos alunos de escolas que, por diversas circunstâncias, encerraram.

Fundação Escola Profissional de Setúbal

Em 1999, a Câmara Municipal de Setúbal aprovou a criação da Fundação Escola Profissional de Setúbal, entidade destinada à gestão da escola.

Segundo a imprensa local, a criação da fundação não implicava a perda da independência económica, financeira e pedagógica da escola. A fundação tinha como objeto específico a promoção e desenvolvimento da educação, da cultura, da formação e da qualificação profissional dos recursos humanos.

A criação da Fundação Escola Profissional de Setúbal marcou uma nova etapa na institucionalização do projeto educativo iniciado em 1990. À data da aprovação da fundação, a escola tinha dez cursos em atividade e preparava-se para lançar mais sete no ano letivo seguinte, segundo a imprensa local.

Instalações próprias

O processo de construção das instalações próprias da Escola Profissional de Setúbal decorreu durante a fase de consolidação institucional da escola. Em 11 de maio de 1999, durante uma deslocação oficial do Presidente da República, Jorge Sampaio, a Setúbal, foi lançada a primeira pedra do novo edifício da Escola Profissional de Setúbal, nas Manteigadas, facto registado pelo Arquivo Histórico da Presidência da República. A visita presidencial e a previsão da cerimónia foram também noticiadas pela imprensa local.

No ano letivo de 2001/2002, a escola passou a funcionar nas atuais instalações, construídas de raiz, criando condições para a consolidação da sua autonomia e do seu projeto educativo.

Em dezembro de 2001, a imprensa local noticiou a inauguração do novo edifício da Escola Profissional de Setúbal, no Bairro das Manteigadas. O artigo referia um investimento de cerca de um milhão de contos e destacava que as novas instalações permitiriam à escola continuar a desenvolver o ensino com melhores condições.

A mesma notícia referia que a escola funcionava havia cerca de onze anos e que, até então, tinha formado cerca de 1.600 alunos.

Projetos internacionais

A dimensão internacional da Escola Profissional de Setúbal encontra-se documentada em fontes da própria escola e da imprensa local. A página oficial da escola refere a existência de projetos comunitários e parcerias internacionais com organizações de vários países da União Europeia, Turquia e Estados Unidos da América, envolvendo intercâmbios com centenas de alunos e professores.

Em 2001, a imprensa local noticiou a visita a Setúbal de estudantes italianos da escola I.I.S.S. «D. Fioritto», de San Nicandro Garganico, no âmbito de um intercâmbio cultural com a Escola Profissional de Setúbal. O artigo referia que a visita se integrava num projeto educativo europeu que envolvia também escolas da Alemanha e da Bulgária.

Participação cívica

A participação dos alunos da Escola Profissional de Setúbal em iniciativas de cidadania foi igualmente registada pela imprensa local. Em 2001, alunos da escola participaram na sessão distrital dos Jogos da Cidadania, dedicada ao tema da saúde e sexualidade juvenil, tendo integrado a lista representante do distrito de Setúbal para a sessão nacional na Assembleia da República.

O artigo referia que a iniciativa envolvia alunos de várias escolas secundárias do distrito e que a Escola Profissional de Setúbal esteve representada entre os participantes selecionados.

João Rato e a fase fundadora

João Rato esteve associado à fase inicial de criação, organização e desenvolvimento da Escola Profissional de Setúbal. A imprensa local identificou-o como presidente do Conselho Diretivo da instituição em 1990, durante a fase de arranque da escola.

A sua intervenção ocorreu no contexto da criação da escola por iniciativa da Câmara Municipal de Setúbal, ao abrigo de contrato-programa celebrado entre o Ministério da Educação, a Câmara Municipal de Setúbal e o Instituto Politécnico de Setúbal. Nos primeiros anos, a Escola Profissional de Setúbal funcionou provisoriamente nas instalações da Escola Superior de Tecnologia, antes da construção das instalações próprias nas Manteigadas.

A associação de João Rato ao arranque da escola é documentada em duas referências da imprensa local de 1990. Em setembro desse ano, um anúncio de divulgação dos primeiros cursos da Escola Profissional de Setúbal incluía “Dr. João Rato” na informação de contacto para inscrições e esclarecimentos. No mês seguinte, uma reportagem sobre o início da atividade letiva identificava João Rato como presidente do Conselho Diretivo da Escola Profissional de Setúbal.

Durante esta fase inicial, a escola procurou afirmar-se como resposta às necessidades de formação técnica da região de Setúbal. A imprensa local noticiou a divulgação dos primeiros cursos profissionais, orientados para áreas como eletrónica/comando, gestão, mecânica de produção e controlo de qualidade, e mecânica de manutenção industrial.

A mesma imprensa descreveu a escola como uma iniciativa vocacionada para aproximar os jovens do mundo do trabalho e responder às necessidades das empresas do concelho. Na reportagem de outubro de 1990, João Rato foi citado no contexto da expectativa de que as empresas do concelho viessem a procurar técnicos formados pela escola, expressão da orientação inicial da instituição para a ligação entre formação profissional e tecido empresarial.

A ligação de João Rato à Escola Profissional de Setúbal prolongou-se durante o período de consolidação institucional da escola. Entre os marcos documentados deste período encontram-se o arranque da atividade letiva, a divulgação dos primeiros cursos profissionais, a ligação às empresas, a integração de alunos de outras escolas profissionais encerradas, a criação da Fundação Escola Profissional de Setúbal, o desenvolvimento de projetos internacionais, a participação dos alunos em iniciativas cívicas e a construção das instalações próprias.

Em março de 2002, a imprensa local noticiou a saída de João Rato da Fundação Escola Profissional de Setúbal e a sua substituição por Manuel Pisco na presidência do Conselho de Administração. A reportagem enquadrou essa transição após mais de uma década de desenvolvimento da escola, já então dotada de instalações próprias e com presença consolidada no ensino profissional da região.

Entre 1990 e 2002, período em que João Rato esteve associado à direção da Escola Profissional de Setúbal, a instituição passou de uma fase inicial de arranque, com funcionamento provisório e primeiros cursos profissionais, para uma escola com instalações próprias, fundação constituída, oferta formativa alargada, integração de alunos de escolas profissionais encerradas, projetos internacionais e participação em iniciativas cívicas nacionais.

Oferta formativa e missão educativa

A Escola Profissional de Setúbal iniciou a sua atividade com quatro turmas e quatro cursos profissionais. Ao longo dos anos seguintes aumentou o número de cursos e turmas, tendo diplomado milhares de jovens em cursos profissionais de dupla certificação escolar e profissional.

A escola afirma como princípios a formação de cidadãos com sólida formação pessoal, social, científica e técnica, bem como o desenvolvimento de competências necessárias à integração profissional e pessoal numa sociedade em mudança.