A Batalha de Croix-des-Bouquets ocorreu durante a Revolução Haitiana.
Batalha Forçados a fugir de Porto Príncipe, a tropa rebelde de negros livres comandada por Louis-Jacques Beauvais e André Rigaud bateu retirada para Croix-des-Bouquets, onde se reorganizaram.Geggus, 2002, p.100. A chegada da tropa rebelde em Croix-des-Bouquets levou a uma rebelião dos escravizados na Planície de Cul-de-Sac; armados apenas com armas improvisadas como facas, lanças e enxadas, os rebeldes, liderados por um escravo de 21 anos de idade chamado Yacinth, juntaram-se à tropa de Beauvais e Rigaud.Madiou, 1847, p.106.
As autoridades coloniais Francesas elaboraram planos para derrotar os rebeldes. Em 22 de março, soldados de infantaria e dragões da Guarda Nacional de Porto Príncipe, reforçados por destacamentos do 9º e 48º Regimentos de Infantaria de Linha, partiram para enfrentar os rebeldes.Madiou, 1847, 100. O embate começou em La Croix-des-Bouquets.
O escritor Francês Victor Schœlcher, em seu livro "Vie de Toussaint Louverture", descreveu este episódio: "Os negros trazidos por Yacinthe, quase todos Africanos, estavam armados apenas com facas, lanças, enxadas, e varras de ferro; porém, fanatizados por seus feiticeiros, e convencidos que seriam ressuscitados na África caso morressem, se jogavam às baionetas sem se importar com os tiros dos pelotões que os dizimavam. Agarravam-se aos cavalos dos dragões, que desmontavam com seus golpes. Yacinthe, com um rabo de touro em mãos, percorria suas fileiras, gritando que estava afastando a morte. Ele se lançava contra os líderes, enfrentando balas e metralha, que pareciam respeitar seu talismã. Viu-se homens avançando contra os canhões, segurando-os com força para impedir que partissem e sendo mortos sem soltá-los. Outros foram encontrados enfiando os braços na boca das peças para arrancar as balas e chamar seus companheiros, gritando: ‘Venham, venham; nós os seguramos’. As peças estavam se afastando e seus membros eram arrastados”.Schœlcher, 1982, pp. 60-61.
Em desvantagem numérica, os Franceses se viram forçados a bater retirada de forma desordenada de volta para Porto Príncipe. De acordo com Victor Schoelcher, baseando-se nas escritas de Thomas Madiou e François Joseph Pamphile de Lacroix, os Franceses perderam mais de 100 homens, enquanto os rebeldes perderam 1,200.Madiou, 1847, p.102.
Bibliografia
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