A Casa de Moneda argentina descumpriu, em Junho e Julho de 2026, um acordo realizado entre ela e a Casa da Moeda do Brasil, referente a contratos realizados entre 2021 e 2023 para a impressão de cédulas de Peso argentino. O montante do calote chega a R$ 63,6 milhões. O acordo entre as Casas da Moeda dos dois países para a impressão das cédulas de Peso ocorreu em um momento onde a Argentina buscou impressão com parceiros estrangeiros para solucionar a forte demanda interna por mais papel-moeda em circulação.

O acordo, realizado em Dezembro de 2025, buscava por fim ao litígio entre as duas instituições ao ser reconhecida a dívida e instituído um plano de pagamento parcelado até que o montante fosse quitado integralmente pela Casa de Moneda. Entretanto, as duas primeiras parcelas – com prazos para os meses de Junho e Julho de 2026 – não foram pagas. Não foram apresentadas justificativas para o inadimplemento por parte da Casa de Moneda ou do próprio Governo Argentino. Este atraso no pagamento não é novo, já tendo ocorrido situação similar em 2023. À época, a Casa de Moneda alegou dificuldades financeiras e afirmou que iria renegociar débitos pendentes.

O inadimplemento desta obrigação, que já se encontra na casa de R$ 63,6 milhões, pode forçar a Casa da Moeda brasileira a passar por revisões ou reestruturações internas – podendo causar empecilhos em seus investimentos, modernizações e compras de insumos – tendo em vista que contabiliza a receita destes tipos de contrato contraídos com organizações e instituições estrangeiras para planejar seu próprio caixa

Este calote ocorre simultaneamente a tensões políticas e diplomáticas envolvendo autoridades de ambos os países, o que tende a dificultar a resolução consensual do conflito. A Casa da Moeda brasileira não definiu quais medidas irá adotar, que podem variar desde uma notificação formal ou renegociação até mecanismos de cobrança previstos no acordo, incluindo o acionamento do Poder Judiciário ou mesmo dos canais diplomáticos entre os doi9s países