José Maria Rodrigues da Silva (Almada, 16 de maio de 1932), é um magistrado português, juiz conselheiro jubilado do Supremo Tribunal Administrativo, que integrou o Tribunal Superior de Justiça de Macau, foi desembargador do Tribunal da Relação de Évora e do Tribunal da Relação de Lisboa, presidiu à Associação dos juízes portugueses, à Associação de amizade Portugal-Croácia e foi vice-presidente da Associação para o progresso do Direito, tendo sido ainda advogado, professor e formador, bem como é escritor, com vasta obra publicada, cultivando géneros literários diversos, que vão desde o ensaio à poesia, passando pela dramaturgia e contoBoletim do Ministério da Justiça, número especial, de 1993, contendo as listas de antiguidade dos Juízes Conselheiros, Juízes Desembargadores e Juízes de Direito, reportada a 31/12/89, p. 17, consultado em 7 de agosto de 2026. Biografia Entre 1951 e 1957, frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tendo-se licenciado em Direito, e, em sede de pós-graduação, feito o curso Complementar de Ciências Jurídicas. Foi advogado, professor, juiz dos tribunais de trabalho e dos tribunais de Beja, Aveiro e Funchal .
No âmbito do Centro de Estudos Judiciários, foi formador dos cursos de formação inicial teórico prática de magistrados dos tribunais judiciais.
Promovido a juiz desembargador, integrou, primeiro, a secção cível do Tribunal da Relação de Évora e, depois, a secção social do Tribunal da Relação de Lisboa.
Foi membro da comissão que elaborou o Código do Processo de Trabalho português, relator do Conselho da Europa para o processo e a jurisdição do trabalho, representante de Portugal no Simpósio da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, sobre a exploração do trabalho infantil, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (eleito pelos seus pares em março de 1988), presidente da Associação de amizade Portugal-Croácia e vice-presidente da Associação para o Progresso do Direito.
Em 1992, foi promovido a juiz conselheiro do Supremo Tribunal Administrativo, onde desempenhou funções, bem como no Tribunal Superior de Justiça de Macau, onde se encontrava colocado quando se jubilou em 1996. Obra publicada Tem mais de vinte obras publicadas, de teatro, poesia, ficção, contos e ensaio, debruçando-se e refletindo em muitas delas, numa perspetiva multidisciplinar, sobre o poder e a modernidade, merecendo destaque: O homem e o poder (Ensaio), cuja 1ª edição surgiu em 1988, pela chancela da Bertrand, e a 3.ª e última, em 2023, com selo da editora Âncora, apresentada a 17 de abril por Guilherme d'Oliveira Martins A Condição Humana, Lisboa, Manufactura, cop., 2025, ISBN 978-972-559-486-52025 A minha alma não sou eu: o amor e a COVID-19, Lisboa, Âncora, 2021, ISBN 978-972-780-787-1 O choque do futuro: as pessoas e os mundos, com prefácio de Jorge Sampaio, Lisboa, Meridiano, 2019, ISBN 978-989-718-097-2 Uma família portuguesa: uma história da vida real, Lisboa, Âncora, 2018, ISBN 978-972-780-656-0 O corpo e a alma: a natureza e a COVID-19, Lisboa, Âncora, 2020, ISBN 978-972-780-737-6 Pensar a justiça, repensar o Estado: Heróis do Mar, Nobre Povo... , Lisboa, Âncora, 2015, ISBN 978-972-780-519-8 Um paradigma para a Europa ou para o mundo?, Lisboa, Âncora, 2014, ISBN 978-972-780-464-1 A história do homem que viveu muitas vidas, Lisboa , Chiado Editora, 2014, ISBN 978-989-51-1561-7 A nova ordem internacional e a crise europeia: o neoliberalismo pode ser um totalitarismo?, Lisboa, Chiado Editora, 2013, ISBN 978-989-51-0161-0 As quatro estações: memórias de um Portugal maior, Lisboa, Âncora, 2011, ISBN 978-972-780-338-5 A crise financeira e económica e as outr : ideológica, identitária, cultural, ética, política do progresso, da justiça e da informação; Adenda : o 1º Ministro José Sócrates e as crises, Lisboa, Âncora, 2010, ISBN 978-972-780-296-8 O passado e o futuro da União Europeia: o Ocidente ainda existe?, Porto, Fólio, 2006, ISBN 972-8700-41-5 O nobel... e depois?, [S.l.], Fólio, 2002, ISBN 972-8700-09-1
Sendo ainda de mencionar, no ensaio, «Trabalho, Processo e Tribunais», com prefácio de Francisco Salgado Zenha, «A Aplicação do Direito na Jurisdição do Trabalho», «A Pós-Modernidade e o Estado de Direito Democrático», «O Direito Português no Contexto Cultural de Macau», «Democracia ou Telecracia? Uma Nova Ideologia», «A Decadência do Ocidente – Do Big Brother ao Multiculturalismo» e «A Justiça e a Comunicação Social – Do Direito Problemático à Comunicação Antropofágica?», no domínio da ficção, «Com a Ponta do teu Vestido Ocultarei a Terra», «A Árvore da Vida», «2013 – O Segundo Dilúvio», «Amor e Morte na Casa da Floresta» e «O Clube das Pessoas Importantes e Outros Contos», e, na poesia, «Poemas Portugueses» e «20 Poemas de Macau» (em versão bilingue português-Chinês).
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