The Boys of Dungeon Lane é o vigésimo álbum de estúdio do músico britânico Paul McCartney, lançado em 29 de maio de 2026 pela Capitol Records. Produzido em colaboração com Andrew Watt em sessões desde 2021, foi anunciado 26 de março de 2026 junto ao lançamento do single principal, "Days We Left Behind". O segundo single, "Home to Us", é um dueto com Ringo Starr, seu antigo colega na banda The Beatles.

Recepção

O agregador de críticas AnyDecentMusic? deu ao álbum a média ponderada de 7,8 de 10 baseado em 19 críticos.

Críticos musicais classificaram The Boys of Dungeon Lane como um dos álbuns mais sólidos da carreira tardia de McCartney. Chris Willman, da Variety, declarou ser o melhor álbum dele no século XXI e "absolutamente o melhor álbum já gravado e lançado por uma estrela do rock aos 80 anos". Na Rolling Stone, Simon Vozick-Levinson chamou-o de "obra-prima da carreira tardia". Neil McCormick, do The Daily Telegraph, escreveu: "The Boys of Dungeon Lane é certamente tão bom quanto qualquer coisa que [McCartney] nos deu nos últimos 50 anos." Alexis Petridis, do The Guardian, escreveu que o álbum parece "visivelmente mais intencional do que grande parte de sua produção no século XXI", sendo tematicamente mais coeso do que os discos anteriores New (2013) e Egypt Station (2018). Roisin O'Connor, do The Independent, e Vozick-Levinson classificaram The Boys of Dungeon Lane como superior a esses álbuns.

Vários críticos notaram a maturidade na voz de McCartney, mas acreditaram que ele a usou a seu favor, com Matt Collar, do AllMusic, escrevendo que "ele permanece eternamente jovem, com apenas um leve traço de seus 83 anos conferindo gravidade às baladas mais suaves". John Murphy, do MusicOMH, escreveu que sua voz "se sustenta de forma notável para sua idade", observando que isso faz o tom melancólico de faixas como "Days We Left Behind" "soar ainda mais emocionante". Da mesma forma, Daryl Easlea, da Record Collector, afirmou: "A vulnerabilidade em sua voz acrescenta um charme peculiar: é um homem olhando para uma estrada cada vez mais curta à frente com seu otimismo característico."

Os críticos comentaram o tom nostálgico e reflexivo do álbum. Escrevendo para a revista Paste, Ryan Reed afirmou: "Dois Paul McCartneys disputam espaço em The Boys of Dungeon Lane... O primeiro é um nostálgico assumido, um romântico gentil... O outro é, felizmente, um homem selvagem — o mesmo espírito que animou tudo, desde as experiências absurdistas de estúdio de 'You Know My Name (Look Up the Number)' até a curiosidade folk estridente de 'Wild Honey Pie'". Vários críticos elogiaram a produção de Watts, comparando a música às obras de McCartney nos anos 1970 com o Wings, bem como a Ram (1971) e Flaming Pie (1997). O trabalho de composição de McCartney também foi destacado. O'Connor disse que, sob a orientação de Watts, as composições de McCartney "soam particularmente revitalizadas", entregando "algumas de suas letras mais pessoais e introspectivas em anos".

Nem todas as críticas foram positivas. Jordan Bassett, da NME, considerou que, embora um comunicado de imprensa prometesse "uma coleção de vislumbres raros e reveladores de memórias nunca antes compartilhadas", The Boys of Dungeon Lane não chegou a cumprir a promessa. Em uma crítica mais mista, Pat Carty, da revista Classic Rock, considerou que o álbum não era uma "obra-prima tardia", tendo "seus momentos", mas carecendo de muitas músicas "memoráveis". Petridis e Ben Cardew, do Pitchfork, argumentaram que nem todas as faixas são bem-sucedidas, com o último classificando o álbum como uma "vitória pouco impressionante" e um "triunfo de baixo risco". Em outra crítica mista, para The Line of Best Fit, Tom Rainbow afirmou que McCartney revisita ideias musicais conhecidas sem oferecer nada de novo, acrescentando que algumas faixas soavam moldadas para atender às expectativas do público, com "canções de amor genéricas, rocks de andamento moderado e referências suficientes aos Beatles para embalar os Reels do Facebook e os TikToks de sua base de fãs".

Lista de faixas

Ficha técnica Créditos adaptados do Tidal. Paul McCartney – vocal (todas as faixas); violão (faixas 1–13), baixo (1–5, 7–14), guitarra elétrica (1, 2, 4–7, 9, 10, 12, 13), bateria (1, 2, 4, 5, 7–9, 11–13), piano (1, 3, 5, 8–11, 14), sintetizador (1, 5, 11), percussão (1, 5, 12), harpsichord (1, 5), chocalho (1, 11), Rhodes (1), harmônio (3), maracas (4, 5, 11), piano elétrico Wurlitzer (5, 8, 9), tratamentos de fita magnética (5, 9), pandeireta (5, 11–13); bongôs, baixo Moog (5); Mellotron (7, 9, 11, 13), palmas (8, 13); órgão, flauta doce (9); espineta (13), guitarra clássica (14) Andrew Watt – guitarra elétrica (1, 7, 9), sintetizador (1, 4, 10, 11), piano elétrico Wurlitzer (1), Mellotron (4), pandeireta (4, 8, 9), violão (8, 10, 11), maracas (8), bateria (9), tratamentos de fita magnética (9) Ringo Starr – pandeireta (1, 10); vocal, bateria (10) Mike Davis – trompete (4, 13) Nancy McCartney – declamação (5) Chrissie Hynde – vocal de apoio (10) Sharleen Spiteri – vocal de apoio (10) Ben Foster – condutor, arranjador (11, 13, 14) Giles Martin – arranjador (11, 13, 14)

Produção Paul McCartney – produção Andrew Watt – produção Paul Lamalfa – engenharia, mixagem Steve Orchard – engenharia, mixagem Keith Smith – assistente de engenharia Neil Dawes – assistente de engenharia Randy Merrill – masterização Ryan Smith – masterização Marc VanGool – técnico

Posição nas paradas musicais

Paradas semanais + Desempenho semanal de The Boys of Dungeon Lane nos gráficos Parada (2026) Melhorposição Austrália (ARIA) 5 Croácia (HDU International Albums)1 França (SNEP Rock & Metal Albums) 1 Alemanha (Offizielle Top 100 Rock & Metal Albums) 2 Grécia (IFPI) 61 Hungria (MAHASZ Physical Albums) 37 Itália (FIMI) 10 Japão (Oricon Combined Albums) 11 Japão (Oricon Rock Albums) 1 Japão (Billboard Japan Top Albums Sales) 11 Nova Zelândia (RMNZ) 9 Noruega (IFPI Norge) 7 Portugal (AFP) 36 Suécia (Sverigetopplistan) 3 Estados Unidos (Billboard Top Rock & Alternative Albums) 2

Paradas mensais + Desempenho mensal de The Boys of Dungeon Lane nos gráficos Parada (2026) Posição Japão (Oricon) 25 Japão (Oricon Rock Albums) 2

Categoria:Álbuns de Paul McCartney Categoria:Álbuns de 2026 Categoria:Álbuns lançados pela Capitol Records Categoria:Álbuns gravados no Abbey Road Studios Categoria:Álbuns gravados em estúdio caseiro Categoria:Álbuns produzidos por Paul McCartney