Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE), atualmente conhecido como Seminário Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais (SENALESBI) é um evento político que ocorro em diversas cidades do Brasil, com o objetivo de criar de espaços de diálogo e organização ativista na busca por direitos e políticas públicas para a população LBT (Lésbica, Bissexual,Trans e Travesti).
Sua primeira edição foi um marco na história LGBT do país e aconteceu no dia 29 de Agosto de 1996, na cidade do Rio de Janeiro e deu origem ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica no Brasil. Organizado pelo Coletivo de Lésbicas do Rio de Janeiro (Colerj) e pelo Centro de Documentação e Informação Coisa de Mulher, o evento durou quatro dias e reuniu cerca de 100 ativistas do país.
História No período que antecede o ano de surgimento do SENALE, a população lésbica se organizava nos Encontro Brasileiro de Gays, Lésbicas e Travesti (EBGLT), que em 1995 já estava em sua oitava edição. Contudo, a falta de um espaço dedicado aos temas específicos do recorte de mulheres lésbicas trouxe uma insatisfação identificada por algumas organizadoras como Neusa das Dores e Adália Selket, que liderou algumas reuniões informais no Rio de Janeiro. O 1º SENALE surge então como um espaço para debater pautas da realidade lésbica, especialmente referentes à saúde, visibilidade e organização. Foi o primeiro evento nacional organizado por e para lésbicas no país.
Alguns dos principais temas debatidos foram prevenção de DSTs, pesquisas sobre HIV para lésbicas, sensibilização sobre câncer de colo de útero e diretrizes de atendimento médico que considere vivências lésbicas, bem como cidadina e história lésbica.
Em 2025, em sua 12ª edição, o encontro passou a se chamar Seminário Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais (Senalesbi), oficializando a incorporação de pautas de mulheres bissexuais, que vinham sendo trabalhadas desde 2014.
Referências
Categoria:História LGBT Categoria:Direitos humanos Categoria:História das mulheres Categoria:Mulheres LGBT do Brasil