thumb|300px|Cinturão de Ouro da Carolina, apresentando, de sul para norte, as minas Haile, Brewer, Howie, Stuart, Moore, Long, Means, Pioneer Mills, Reed, Ferris, Rocky River, Buffalo, Phoenix, San Cristian, Concord, Moratock, Eisenhauer, Mt. Mackin, Russel, Gold Hill, Reimer, Dunns Mt., Salisbury, Silver Hill, Emmons, Silver Valley, Hoover Hill e Jones. Veios de quartzo aurífero são encontrados nos xistos.Becker, G.F., 1895, Reconnaissance of the Gold Fields of the Southern Appalachians, Washington: Government Printing Office, Sixteenth Annual Report, Part II thumb|Moeda de ouro de 5 dólares de 1839-C
A corrida do ouro da Carolina, a primeira corrida do ouro nos Estados Unidos, teve início após a descoberta de uma grande pepita de ouro na Carolina do Norte, em 1799, por um menino de 12 anos chamado Conrad Reed. Ele avistou a pepita enquanto brincava no riacho Meadow Creek, na fazenda de sua família no Condado de Cabarrus.Knapp, Dr. Richard K. (1999). "The History of John Reed's Gold Mine." North Carolina State Historic Sites, Reed Gold Mine, Midland, N.C. Informações extraídas de Golden Promise in the Piedmont: The Story of John Reed's Mine, do Dr. Richard F. Knapp, edição revisada, Departamento de Recursos Culturais da Carolina do Norte, Raleigh, N.C., 1999. Acessado em 26 de março de 2017. Conrad levou a pepita de ouro de para casa para mostrá-la ao pai. No entanto, o ouro não era algo comum na comunidade deles, e o valor da pepita não foi compreendido. A pepita serviu como peso de porta na casa da família durante vários anos. Em 1802, o pai de Conrad, John Reed, mostrou a pedra a um joalheiro, que a reconheceu como ouro e ofereceu-se para comprá-la. Reed, ainda sem saber o valor real de seu "peso de porta", vendeu-a ao joalheiro por ,quantia que correspondia, aproximadamente, ao salário de uma semana de um trabalhador rural daquela época. O valor real da grande pepita era de cerca de US$ 3.600.
História Após descobrir o valor do recurso existente em suas terras, John Reed firmou uma parceria com Frederick Kisor, James Love e Martin Phifer. Em 1803, o grupo encontrou uma pepita de . A notícia da descoberta espalhou-se rapidamente pelos jornais da região, levando proprietários de terras de toda a área a buscar ouro em suas próprias propriedades. Como a quase totalidade das terras era de propriedade privada, o início da corrida do ouro na Carolina foi conduzido em grande parte por agricultores, ao final de cada safra agrícola. Esses agricultores eram capazes de realizar a mineração superficial em leitos de riachos — técnica conhecida como mineração de depósitos aluvionares. No entanto, no final da década de 1820, esses depósitos superficiais haviam se esgotado; em 1825, Matthias Barringer escavou o primeiro poço de mineração de veio (ou filão), visando um veio de quartzo aurífero, no Condado de Montgomery (área que hoje compreende os condados de Montgomery e Stanly). Com essa evolução das técnicas de extração, a mineração profissional tornou-se uma necessidade, uma vez que questões relacionadas a túneis e ventilação exigiam competências que iam além das habilidades dos agricultores proprietários de terras."Hines, E., & Smith, M. (2006). The rush started here; II, hard rock gold mining in North Carolina, 1825 to 1864. Earth Sciences History, 25(1), 69-106.""Bryson, H. J. (1936). Gold deposits in North Carolina, North Carolina. Dept. of conservation and development."
Por volta da década de 1830, a mineração de aluvião havia sido quase totalmente substituída pela mineração de filão, que exigia mais técnica, inclusive na mina Reed; essa mudança trouxe oportunidades para imigrantes do sul da Inglaterra. A região da Cornualha fornecia mineiros há décadas; eles extraíam com habilidade cobre e estanho de minas profundas até que, no início do século XIX, essas jazidas se esgotaram. Ao saberem das novas oportunidades na Carolina do Norte, muitos desses mineiros emigraram em busca de trabalho, trazendo consigo sua experiência técnica. É possível notar que algumas das instalações de processamento de minério construídas nas Carolinas lembram o projeto das antigas minas da Cornualha. O conhecimento técnico que esses mineiros transmitiram aos trabalhadores locais disseminou-se pela região à medida que homens buscavam ouro por todo o território das Carolinas. A formação de uma mão de obra qualificada e experiente durante essa corrida do ouro nas Carolinas pode ser diretamente creditada pelo sucesso da corrida do ouro muito maior de 1849, na Califórnia, que atraiu muitos desses mineiros, agora já qualificados, para o Oeste."Hines, E., & Smith, M. (2006). The rush started here; II, hard rock gold mining in North Carolina, 1825 to 1864. Earth Sciences History, 25(1), 69-106"
Mais de 2.500 onças de ouro foram depositadas na Casa da Moeda da Filadélfia até 1824. Devido à abundante produção de ouro nas Carolinas, a Casa da Moeda de Charlotte foi construída em Charlotte e iniciou suas operações em 27 de julho de 1837.
Referências
Carolina Categoria:História da Carolina do Norte