O penoxsulame é um composto químico orgânico pertencente à classe das triazolopirimidinas sulfonamidas, amplamente empregue na agricultura moderna como herbicida sistémico e seletivo pós-emergente. Desenvolvido principalmente para o controlo de infestantes de folha larga, ciperáceas e certas gramíneas, este fitofármaco atua através da inibição da enzima sintase de acetolactato (ALS), essencial para a biossíntese de aminoácidos de cadeia ramificada como a valina, a leucina e a isoleucina nas plantas suscetíveis. Após a aplicação foliar ou radicular, o penoxsulame é rapidamente translocado através do xilema e do floema até aos tecidos meristemáticos, provocando a interrupção imediata do crescimento do vegetal, seguida de clorose, necrose e subsequente morte da infestante num período de duas a quatro semanas. A sua principal aplicação comercial regista-se na cultura do arroz, tanto em sistemas de sementeira direta como em transplante, revelando-se altamente eficaz na gestão de populações de Echinochloa spp. (milhã) resistentes a outros modos de ação, embora também encontre utilidade na manutenção de relvados profissionais, pomares, vinhas e no controlo de vegetação aquática invasora em massas de água estagnadas ou de fluxo lento. Do ponto de vista ambiental e ecotoxicológico, o penoxsulame apresenta uma volatilidade reduzida e uma degradação moderada no solo e na água através de processos de fotólise e atividade microbiana, possuindo um perfil de baixa toxicidade aguda para mamíferos, aves e organismos aquáticos como peixes e invertebrados, embora a monitorização de resíduos seja estritamente regulamentada na União Europeia para mitigar riscos de lixiviação para as águas subterrâneas.

Categoria:Herbicidas