Mario Arnello Romo (25 de dezembro de 1925) é um advogado, acadêmico, poeta e político chileno, tendo sido um dos fundadores do partido de direita Partido Nacional, em 1966.
É professor de direito internacional público e de estudos sobre as fronteiras chilenas na Faculdade de Direito da Universidade do Chile, cargo que exerce há muitos anos. Também foi presidente da Comissão de Avaliação Acadêmica e conselheiro da faculdade eleito como independente, mantendo paralelamente sua atividade como advogado.
Durante o regime de Augusto Pinochet (1973–1990), Arnello foi diretor da Direção de Bibliotecas, Arquivos e Museus (DIBAM), entre 1986 e 1990, e representou o Chile nas Nações Unidas, entre 1974 e 1978, e na Organização dos Estados Americanos, entre 1974 e 1976.
Biografia Primeiros anos e formação Nascido em 1925, é filho de José Arnello Alcorta e Zulema Romo Romo. Por meio da família materna, entrou desde cedo em contato com a política. Entre seus parentes estava seu tio Luis Salas Romo, político do Partido Radical, que foi ministro durante o primeiro governo de Arturo Alessandri Palma (1920–1924). Arnello conheceu Alessandri pessoalmente quando tinha oito anos de idade.
Concluiu seus estudos secundários no Instituto Nacional General José Miguel Carrera, onde foi presidente do centro estudantil. Em 1941, enquanto cursava o quinto ano, foi um dos fundadores da Academia de Letras Castellanas da instituição (ALCIN). Nesse ambiente conheceu importantes escritores chilenos, como Pablo Neruda, Salvador Reyes e Francisco Coloane.
No início da década de 1940, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade do Chile, formando-se com uma tese intitulada Sindicalismo, aprovada com distinção. Posteriormente, recebeu uma bolsa de estudos do Instituto de Cultura Hispánica para realizar um doutorado em direito na Universidade de Madrid. Sua tese de doutorado, apresentada em 1953, intitulava-se El sindicato español. O trabalho foi influenciado pelas ideias políticas do nacional-sindicalismo e da FET y de las JONS.
Atividade política e pública miniaturadaimagem|Mario Arnello, autor original do mapa do Chile Tricontinental. Arnello foi um dos fundadores, em 1966, do Partido Nacional, uma formação política chilena de direita.
miniaturadaimagem|Mario Arnello com Augusto Pinochet
Durante o regime de Augusto Pinochet, Arnello ocupou diversos cargos públicos. Em 1974, foi nomeado delegado junto às Nações Unidas e conselheiro da Caja de Accidentes del Trabajo.
No mesmo período, representou o Chile na 29.ª e na 30.ª sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas e na Quinta Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), entre 1974 e 1975.
Também atuou como ministro plenipotenciário na conferência realizada na Costa Rica para modificar o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, além de ter sido enviado como representante especial do Presidente da República à Colômbia e ao Equador. Paralelamente, exerceu a função de assessor jurídico da Línea Aérea Nacional (LAN) até 1979, cargo que deixou em razão de sua oposição à privatização da empresa.
De 1 de junho de 1981 a 1 de abril de 1982, integrou a Quarta Comissão Legislativa, tanto como membro titular quanto como suplente. Em 1986, foi nomeado diretor-geral da Direção de Bibliotecas, Arquivos e Museus (DIBAM), cargo que exerceu até 1990.
Arnello também é escritor e ensaísta sobre temas contemporâneos, incluindo geopolítica. É membro da Sociedade de Escritores do Chile e do grupo de poesia Grupo Fuego.
Referências
Ligações externas Perfil biográfico na Biblioteca do Congresso Nacional do Chile
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