A MMA, anteriormente Mutuelles du Mans Assurances (Mútuas do Mans Seguros), é um grupo segurador mutualista francês, com sede na cidade de Le Mans, no departamento da Sarthe. A par da MAAF e da GMF, é uma das três marcas que constituem a Covéa, uma sociedade de grupo de seguro mútuo (SGAM).
História
Origens (século XIX) Em 1828, o advogado Louis Basse, futuro presidente da câmara do Mans e deputado pela Sarthe, fundou a Mutuelle immobilière incendie du Mans, aprovada por ordenança real de 25 de maio. O objetivo era segurar contra o incêndio, numa base mutualista, os bens imóveis dos departamentos da Sarthe, da Mayenne e do Maine-et-Loire. Em 1842, Basse criou uma segunda entidade, a Mutuelle mobilière du Mans, que se desenvolveu sob a direção de Jérémie Singher.
Em 1883, Jean-Marie Lelièvre fundou a Mutuelle générale française accidents (MGFA) e, no ano seguinte, as três mútuas do Mans aproximaram-se, passando a partilhar administradores. A lei de 1898, que instituiu a responsabilidade patronal em caso de acidente de trabalho, veio favorecer o crescimento da MGFA.
Século XX Em 1917, Georges Durand, cofundador do Automobile Club de l'Ouest e das 24 Horas de Le Mans, criou a Défense automobile et sportive (DAS), em resposta aos riscos crescentes da circulação rodoviária. Ao longo das décadas seguintes, as várias sociedades do Mans foram-se agrupando: em 1922 formou-se o Grupo das Mutuelles du Mans, com um acordo de não concorrência e de organização comum das agências.
Em 1946, a MGFA e a MGF Vie foram nacionalizadas. O grupo voltou a consolidar-se em 1969, com uma convenção entre as várias entidades considerada o ato de nascimento oficial do Grupo das Mutuelles du Mans. Em 1987, na sequência da privatização das MGF, nasceu o Grupo das Mutuelles du Mans Assurances (MMA), com as suas três entidades: Mutuelle du Mans IARD, Mutuelle du Mans Vie e DAS.
Em 2002, a MMA adquiriu as atividades francesas da seguradora Winterthur, cujas cerca de 250 agências passaram a operar sob a marca MMA a partir de 1 de janeiro de 2003.
Século XXI Em 2003, a MAAF e a MMA associaram-se para criar a Covéa. Em 2005, o grupo Azur-GMF integrou a Covéa, seguindo-se a fusão entre o grupo Azur e a MMA, ambas mútuas com rede de intermediários.
Em 26 de novembro de 2007, a empresa assinou um acordo de patrocínio de direitos de nome (naming) de um estádio em Le Mans, que passou a chamar-se MMArena — designação que manteve até 2022. Em julho de 2011, a instituição de previdência APGIS integrou o grupo Covéa, que criou nesse ano a direção Covéa Santé & Prévoyance, reunindo as áreas de saúde e previdência das marcas MAAF, MMA e GMF.
Em julho de 2020, a MMA foi alvo de um ciberataque de grande dimensão, que afetou vários sistemas informáticos da empresa.
Dados Em 2024, a MMA contava com mais de 6500 trabalhadores em França (excluindo agentes gerais e respetivos colaboradores), 946 agentes gerais e cerca de 1594 pontos de venda, servindo aproximadamente 2,9 milhões de clientes, com 1,5 milhões de habitações e 2,8 milhões de veículos seguros.
Organização Desde a sua origem, a empresa assenta num modelo de funcionamento mutualista: uma assembleia geral de representantes, eleitos pelos clientes com estatuto de associados (sociétaires), nomeia o conselho de administração, aprova as contas e valida as grandes orientações da mútua. A sede social situa-se em Le Mans; os quatro principais polos da empresa localizam-se em Le Mans, Chartres, Paris e Estrasburgo. Desde janeiro de 2025, o cargo de diretor-geral é ocupado por Franck Le Vallois.
Controvérsias Em 2000, a antiga direção da MMA foi processada por abuso de bens sociais, na sequência de investimentos considerados duvidosos em Paris e em Itália.
Em setembro de 2017, o jornal Le Canard enchaîné noticiou que clientes e associados das Mutuelles du Mans haviam subscrito, entre 1972 e 1988, um empréstimo junto da mútua no valor de 260 milhões de euros que, com juros, ascendia em 2017 a cerca de 350 milhões de euros e que não teria sido reembolsado.
Em maio de 2019, a MMA foi condenada ao pagamento de uma coima de meio milhão de euros por atrasos nos pagamentos a fornecedores.
Ver também MMArena
Ligações externas
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