Timber Sycamore foi um programa secreto do Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos com o objetivo de remover o presidente sírio Bashar al-Assad do poder, fornecendo armamento, dinheiro e treinamento os grupos da Oposição Síria que lutaram contra forças do governo na Guerra Civil Síria. Ela foi apoida primariamente pelo Reino Unido, Jordan e Arábia Saudita. Muitas dessas armas acabaram nas mãos de grupos extremistas, mais notadamente ISIS e o frente Al-Nusra.

De acordo com oficias dos EUA, o programa foi administrado pela Special Activities Center da CIA. O presidente dos USA Barack Obama autorizou secretamente a CIA para começar a armar os rebeldes sírios em 2013. O programa se tornou de conhecimento público em meados de 2016.

Uma consequência do program foi a inundação de fuzis de assalto, mortars e rocket-propelled grenades dos EUA no mercado negro do Oriente Médio. Críticos do programa dentro da administração Obama viam o programa como inefetivo e caro, e levantaram preocupação sobre a captura de armas por grupos Islamistas, e sobre os grupos rebeldes suportados pelos EUA lutando juntamente a afiliados da Al-Qaeda.

Em julho de 2017 oficiais dos EUA disseram qua a operação Timber Sycamore seria reduzido gradualmente, com a verba sendo possivelmente redirecionada para a luta contra o ISIS, ou para oferecer aos grupos rebeldes capacidades de defesa.

Criação

O diretor da CIA David Petraeus propôs pela primeira vez um programa secreto de armamento e treinamento de rebeldes no verão de 2012. Inicialmente o presidente Barack Obama rejeitou a proposta, apesar do apoio do secretário de defesa Leon Panetta, presidente do Joint Chiefs Martin Dempsey, e secretária de estados Hillary Clinton. Oficiais da Casa Branca alegaram na época que essa rejeição era devido a analises da CIA sugerindo que as armas que o presidente estava confortavel era insuficiente para mudar o resulrado do conflito. Porem, parcialmente devido a insistência de aliados dos EUA na região, como Jordânia e Israel, assim como mudanças nas circunstâncias da guerra, como intervenção do Hezbollah and Iran, planos começaram em 2013 para dirigir aramamento para os rebeldes.

Timber Sycamore começou no início de 2013, e foi similar a outros programas de desviou de armas e treidamento do Pentágono ou da CIA que foram estabelecidos em décadas anteriores para apoiar forças rebeldes estrangeiras.

Em 13 de junho de 2013, os EUA anunciaram publicamente que iria enviar armas para os rebeldes. Greg Miller e Adam Entous do The Washington Post disseram que "The operation has served as the centerpiece of the U.S. strategy to press Syrian President Bashar al-Assad to step aside." Os principais apoiadores do programa foram os Estados Unidos e Arábia Saudita, mas também foi apoiado por alguns outros governos Árabes regionais, e pelo Reino Unido. Enquanto a Arábia Saudita provê o dinheiro e o armamento, os Estados Unidos lidera o treinamento em equipamentos militares. O programa foi baseado na Jordânia, devia a proximidade daquele país aos campos de batalha na Síria.

De acordo com o The New York Times, o programa inicialmente, em 2012, permitiu que forças do EUA entregassem ajuda não letal. Poucos meses após sua criação, na primavera de de 2013, foi alterado para permitir a CIA tanto treinar quanto equiparas forças rebeldes. Arábia Saudita tomou a liderança na provisão de equipamento militar, a CIA com treinamento, e financiamento secreto de forças rebeldes também foram providos pelo Catar, Turquia e Jordan.

Arábia Saudita, Catar, e Turquia enviaram milhares de rifles, centenas de metralhadoras, e um grande quantidade de munições para os rebeldes em 2012 antes do lançamento do programa. A CIA ajudou o arranjo de algumas compras de armas dos sauditas, incluindo uma grande quantidade na Croácia em 2012.

A existência de Timber Sycamore foi revelada pelo The New York Times e Al Jazeera em junho de 2016, após ter reportado, no fim de 2015, que o website do Federal Business Opportunities dos EUA estava solicitando contratos para enviar toneladas de armas da a Europa Oriental para na Turquia e Aqaba na Jordânia.

Escopo

Timber Sycamore foi administrado pelo Comando de Operações Militares (MOC) em Amman e proveu fuzis Kalashnikov, morteiros, rocket-propelled grenades (RPG), mísseis antitanque TOW, dispositivos de visão noturna, caminhonetes e outras armas para potenciais forças rebeldes sírias. Muitas das armas compradas nos Bálcãs ou outras localidades na Europa Oriental, e então rotadas para forças rebeldes sírias e campos de treinamento pelos serviços de segurança jordaniano. Operadores paramilitares da CIA treinaram rebeldes sírios no use do armamento. De acordo com Charles Lister no The Daily Beast houveram ao menos 50 grupos rebeldes verificados lutando na Síria que receberam armas e treinamento através do programa após o fim de 2012; o número exato é desconhecido.

De acordo com oficiais estadounidenses, o programa foi altamente efetivo, treinando e equipando milhares de combatentes apoiados pelos EUA a fazer ganhos substanciais no campo de batalha. Oficiais estadounidenses disseram que o programa começou a perder a efetividade após a Russia intervir militarmente na Guerra Civil Síria. David Ignatius, escrevendo no The Washington Post, observou que enquanto o programa da CIA acabou falhando no fim sem seus objetivo de remover Assad do poder, ele foi dificilmente "bootless" (sem envolvimento físico no campo de batalha): "The program pumped many hundreds of millions of dollars to many dozens of militia groups. One knowledgeable official estimates that the CIA-backed fighters may have killed or wounded 100,000 Syrian soldiers and their allies over the past four years."

Timber Sycamore é distinto do , outro programa do Pentágono criado para trinar forças rebeldes sírias apara lutar contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) o Pentágono deixou claro que o seu objetivo na Síria e Iraque era 'to fight ISIS and fight ISIS only [and] we've asked [our partner forces] to be committed to that same mission' e que eles não iriam lutar contra as forças de Assad.

Rebeldes apoiados pelo USA frequentemente lutavam junto a Frente al-Nusra da al-Qaeda contra as forças Ba'athist, e algumas das armas fornecidas pelos EUA foram tomadas pela Frente al-Nusra. Isso foi uma grande preocupação dentro da administração Obama quando o programa foi proposto pela primeira vez em 2012. Houveram alegações de que milícias apoiadas pelos EUA executaram sumariamente detidos. Após a intervenção militar russa na Síria, milícias pro-estadonidenses começaram a perder terreno no fim de 2016, após um ano de uma campanha de intensos bombardeios aéreo da Força Aérea russa.

O programa segue secreto, e muitos detalhes sobre o programa continuam desconhecidos, incluindo a quantidade total de apoio, a variedade de armamento transferido, a profundidade do treinamento dado e os tipos de instrutores dos EUA envolvidos, e o exatos grupos que foram apoiados. Porém, em um artigo de opinião no The Canberra Times dizia que milhares de toneladas de armas fabricadas na Europa Ocidental foram entregues em Aqaba em abril de 2026.

Os EUA entregaram armamento via a base aérea de Ramstein na Alemanha – possivelmente em violação as leis alemãs.

Mercado negro

Jordanian intelligence arms sales De acordo com o oficiais estadounidenses e jordanianos, armamento enviado para dentro da Jordânia pela CIA e Arábia Saudita foram roubadas por oficias da inteligência jordaniana no e vendidas no mercado negro.

A magnitude do roubo chegou a milhões de dólares, e oficiais do FBI dizem que algumas das armas roubadas foram usadas para matar contractors estadounidenses, dois jordanianos e um sulafricano em uma estação de treinamento policial na Jordânia no .

O roubo jordaniano e revenda das armas — incluindo fuzis Kalashnikov, morteiros, rocket-propelled grenades (RPG) — levaram uma enchente de armas disponíveis no mercado negro. Oficiais jordanianos disseram que oficiais da inteligência jordaniana que roubaram as armas do programa usaram o lucro pra comprar items de luxo, com o conhecimento de seus oficiais superiores. Os roubos foram parados após meses de reclamações dos governos estadounidense e saudita, os apiaodres principais do programa. De acordo com oficiais jordanianos, vários oficiais de inteligência foram demitidos, mas seus lucros não foram confiscados. (Na jordaniana, o Da'irat al-Mukhabarat al-Amma só perde para a monarquia em poder e prestígio) O ministro da Jordânia para assuntos de estado e mídia Mohammad Al-Momani disse que as alegações eram incorretas.

Tráfico de armas regional Anterior a guerra civil síria, o sul da Síria e o norte da Jordânia eram um conduíte para outras operações de contrabando. O início da guerra transformou a região no centro pra contrabando de armas, e o suporte mais formal provido pelo Timber Sycamore apenas intensificou a escala das operação de contrabando na fronteira. Os principais centros de contrabando incluem bazares estabelecidos em no sul da Jordânia, em Amman, e no vale do Rio Jordão.

Uma investigação pelos jornalistas Phil Sands e Suha Maayeh para o The National baseado em Abu Dhabi descobriu que rebeldes abastecidos por estados ocidentais e árabes com armas do Amman MOC vendido uma porção delas a traficantes de armas locais, frequentemente para levantar fundos para pagar guerrilheiros adicionais. Algumas armas fornecidas pelo MOC foram vendidas a mercadores Beduínos chamados localmente de "Os Pássaros" em , uma planície vulcânica no nordeste da Dará na Síria. De acordo com forças rebeldes, os Beduínos traficavam armas para o grupo estado islâmico (IS), que faria pedidos usando o serviço de mensagens criptografas dos WhatsApp. Dois comandantes rebeldes confirmam que armas fornecidas ao MOC chegaram a forças dos IS, e a organização de monitoração de armas baseado no Reino Unido encontrou armamento fornecido por rebeldes apoiados pelo Ocidente e Árabes acabaram nas mãos do IS.

O Conflict Armament Research conduziu um estudo a pedido da União Europeia e Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit publicado em 2017 que não menciona o Timber Sycamore mas descobriu suporte externo para rebeldes sírios anti-Assad "significantly augmented the quantity and quality of weapons available to [ISIL] forces," including, in the most rapid case diversion they documented, incluindo, no caso de desvio mais rápido que eles documentaram, "anti-tank weapons purchased by the United States that ended up in possession of the Islamic State within two months of leaving the factory." O estudo traçou a providenciada de algumas armas em detalhe mas não encontrou casos em que as armas dos EUA entregues a Forças Democráticas Sírias (SDF) liderada pelo YPG para lutar contra o IS acabaram no arsenal do IS. Ver também Intervenção militar na Síria Operação Ciclone, programa da CIA de 1979–1992 para armar e insurgentes afegãos and finance Afghan insurgents fighting the Soviet-backed government and Soviet forces in Afghanistan. Caso Irã-Contras, US arms sales to Iran to support Contras. Safari Club, Anticomunismo Middle East clandestine operations group during the Cold War. Expansão ultramarina dos Estados Unidos Envolvimento dos Estados Unidos em mudanças de regime

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