Francisco Torres da Costa ReisREIS, José Manuel de Seabra da Costa —Genealogias dos Carneiro da Grã e dos Costa Reis: memórias de morgados e de enfiteutas da freguesia de Santa Eulália de Balasar. Porto: Edição de autor (sob patrocínio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim), 2020.SOUSA, D. Gonçalo de Vasconcelos e; REIS, José da Costa — Costados nobres de Portugal. Porto: Livraria Esquina, 1992, árvore número 96.REIS, José Manuel de Seabra da Costa — O Palacete Flores: memórias da minha família e da Póvoa do Varzim. Porto: Edição de autor (sob patrocínio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim), 2022. Homenagem a Maria Cândida Pacheco, percurso biográfico e académico, bibliografia completa, entrevista. Porto: Gabinete de Filosofia Medieval, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2005. (Vila do Conde, Arcos, Casa de Moldes, 19 de novembro de 1900 – Santarém, Salvador, 9 de outubro de 1959) foi um agrónomo, especialista em agricultura portuguesa e africana, professor e diretor da Escola de Regentes Agrícolas de Santarém, publicista, senhor da Quinta da Torre (Casais), em Arcos, Vila do Conde, e proprietário rural, benemérito da freguesia de Arcos, Vila do Conde, onde foi homenageado, pela Câmara Municipal de Vila do Conde, com a atribuição do seu nome a uma rua: “Rua Engenheiro Francisco da Costa Reis”
Família
Francisco Torres da Costa Reis foi o segundo dos dois filhos de António da Costa Reis (Póvoa de Varzim, Balasar, Casa da Torre, 1 de junho de 1856 – Vila Nova de Famalicão, Gondifelos, Casa do Roleiro CORREIA, Paulo Alexandre Campos Sampaio – Inventário e Estudo do Património Cultural de Gondifelos (Vila Nova de Famalicão) um Modelo de Gestão Patrimonial. Porto: Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2011, vol. 2. http://www.famalicaoid.org/ficha.aspx?t=i&id=1321, 14 de novembro de 1900) e de sua mulher Ermelinda Torres de Castro (Vila do Conde, Arcos, Quinta da Torre (Casais), 5 de abril de 1868 – Póvoa de Varzim, 7 de janeiro de 1915), proprietários rurais e urbanos que, à data de nascimento do filho, viviam dos seus bens imobiliários e financeiros em Portugal e em Belém do Pará (Brasil) SOUSA, D. Gonçalo de Vasconcelos e — Costados. Porto: Livraria Esquina, 1997, árvore número 89.. Por seu pai, descendia de uma antiga família de lavradores letrados e terratenentes, em regime de enfiteuse até à década de 1870, com origem nos concelhos da Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Barcelos, Vila Nova de Famalicão e Santo Tirso A presença da família nos referidos concelhos encontra-se documentada desde o século XVI, sendo que o apelido Costa Reis tem origem em Manuel da Costa Reis (Póvoa de Varzim, Balasar, Casa de Gresufes, 2 de agosto de 1711 — Póvoa de Varzim, Balasar, Casa da Torre, 20 de dezembro de 1770) que casou, com dote registado no Cartório Notarial da Vila de Rates, a 26 de junho de 1744, com Custódia Maria Francisca (Póvoa de Varzim, Balasar, Casa da Torre, 1 de maio de 1719 — Póvoa de Varzim, Balasar, Casa da Torre, 8 de janeiro de 1783), senhora da Casa da Torre, considerada uma das mais antigas da freguesia de Balasar e pertencente à Comenda de Santa Eulália de Rio Covo, na Ordem de Cristo. A Casa da Torre e a sua vasta quinta permanecem na família Costa Reis até à atualidade (2026), sendo uma das propriedades do ramo Felgueiras Gaio (dos viscondes da Fervença).. Pelo antepassado Pedro Carneiro da Grã (Porto, cerca de 1600 – Póvoa de Varzim, Balasar, 21 de julho de 1679), administrador do morgadio de Balasar, os Costa Reis descendem de diversas linhagens nobiliárquicas medievais nomeadamente dos Carneiro, Grã, Costa, Sousa de Arronches, Castro, Tavares, Brito, etc. Ermelinda Torres de Castro também descendia de uma família de proprietários rurais, com numerosas propriedades fundiárias na freguesia de Arcos, Vila do Conde, sendo de se destacar a Casa de Moldes, a Quinta do Castelo e Quinta da Torre (Casais), todas ainda na posse de familiares, entre eles refira-se João Francisco Falcão da Costa Reis, bisneto, por varonia, deste casal. Pelo lado paterno, Ermelinda era prima coirmã do arcebispo de Braga D. António Bento Martins Júnior (Vila do Conde, Arcos, 5 de maio de 1881 – Braga, 19 de agosto de 1963) e, pelo lado materno, era prima coirmã de José António de Castro Alves (Vila do Conde, Retorta, Casa do Assento, 17 de fevereiro de 1853 – Póvoa de Varzim, Casa do Adro, 3 de março de 1920), médico e político na Póvoa de Varzim onde foi um dos proclamadores da república em 1910, (avô materno de Margarida de Castro Alves mulher de Jerónimo de Lacerda, fundador da maior estância sanatorial de Portugal no Caramulo) assim como dos irmãos Francisco Xavier, Maria da Conceição e José de Castro Figueiredo Faria, da Casa de São Sebastião, em Vila do Conde, atualmente Centro de Memória de Vila do Conde Destes três irmãos descendem as famílias Castro Figueiredo Faria, Borges Vinagre, Limpo de Faria, Limpo Trigueiros, Carneiro Pacheco, Monteiro Pacheco, etc.. Como trineta de Pedro João de Amorim (Póvoa de Varzim, Amorim, Casal de Amorim, 31 de janeiro de 1738 – Póvoa de Varzim, Amorim, Casal de Amorim, 16 de abril de 1817), patriarca da prolífera e benemérita família Amorim, da freguesia de Amorim, Póvoa de Varzim, Ermelinda Torres de Castro estava aparentada com grande parte da classe dominante da Póvoa de Varzim e Vila do Conde na segunda metade do século XIX Nomeadamente os Gomes de Amorim, Bonito de Amorim, Amorim Alves, Martins Flores, Costa Reis, Amorim Cunha, Campos Cunha, Loio de Amorim, Loureiro Amorim, Campos Matos, Matos Moreira, Campos Trocado, barões de Casa Forte, etc.. Também era parente do 1.º barão da Póvoa de Varzim e do 1.º barão de Casa Forte. Francisco Torres da Costa Reis era irmão de Joaquim Torres da Costa Reis.
Biografia
Herdou de sua mãe e tio Joaquim Alves Torres, a Quinta da Torre (Casais), tendo demonstrado, desde a infância, interesse na agricultura e pecuária MATEUS, Leopoldino Rodrigues – “Santa Eulália de Balasar”. In Póvoa de Varzim Boletim Cultural. Póvoa de Varzim: Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, 1959, vol. 1, número 2, p. 192.. Formado pelo Instituto Superior de Agronomia, começou a sua carreira profissional como professor na Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra (atual Escola Superior Agrária de Coimbra), na década de 1930, sendo transferido, como diretor, para a Escola de Regentes Agrícolas de Santarém (atual Escola Superior Agrária de Santarém), na década de 1940, onde permaneceu até à sua repentina morte. Aí viveu com a sua família, criando um círculo de amigos CANAVARRO, Pedro — A casa de Pedro autobiografia. Lisboa: Caleidoscópio, 2019, p. 43..
Obras publicadas
O ensino agrícola colonial nas escolas de ensino médio agrícola. Vila Nova de Famalicão: Tipografia Minerva, 1934 https://catalogo.bnportugal.gov.pt/ipac20/ipac.jsp?session=1EYQ909798269.279563&profile=bn&source=~!bnp&view=subscriptionsummary&uri=full=3100024~!141997~!0&ri=3&aspect=subtab11&menu=search&ipp=20&spp=20&staffonly=&term=Reis,+Francisco+Torres+da+Costa&index=.GW&uindex=&aspect=subtab11&menu=search&ri=3. Primeiro Congresso de Agricultura Colonial. A indústria pecuária no território da Companhia de Moçambique. Porto, 1934. Apontamentos de Agricultura Colonial / coligidos segundo as lições do Prof Francisco Torres da Costa Reis. Coimbra: Casa Minerva, 1936 https://catalogo.bnportugal.gov.pt/ipac20/ipac.jsp?session=1EYQ909798269.279563&profile=bn&source=~!bnp&view=subscriptionsummary&uri=full=3100024~!1222844~!2&ri=1&aspect=subtab11&menu=search&ipp=20&spp=20&staffonly=&term=Reis,+Francisco+Torres+da+Costa&index=.GW&uindex=&aspect=subtab11&menu=search&ri=1. Lições de topografia. Santarém, 1960 (publicado postumamente) https://catalogo.bnportugal.gov.pt/ipac20/ipac.jsp?session=1EYQ909798269.279563&profile=bn&source=~!bnp&view=subscriptionsummary&uri=full=3100024~!141997~!0&ri=3&aspect=subtab11&menu=search&ipp=20&spp=20&staffonly=&term=Reis,+Francisco+Torres+da+Costa&index=.GW&uindex=&aspect=subtab11&menu=search&ri=3.
Casamento e descendência
Francisco Torres da Costa Reis casou na Póvoa de Varzim a 31 de julho de 1929 Jornal A voz do crente, de 2.8.1929. com Carmen Moreira Gonçalves BALSEMÃO, Francisco Pinto – Memórias. Lisboa: Porto Editora, 2021, p. 75. (Brasil, Rio de Janeiro, Candelária, Largo do Carioca, 5 de maio de 1906 – Porto, Foz do Douro, 11 de julho de 1982), filha de José Teófilo Gonçalves, capitalista, sócio da firma Gonçalves e Cabral & Companhia e da Charutaria Paris no Rio de Janeiro, Brasil, acionista do Banco Regional do Rio Janeiro e membro do seu conselho fiscal, etc., e de sua mulher Cândida Gomes Moreira. Filhos: Maria Cândida Gonçalves da Costa Reis Monteiro Pacheco (Coimbra, Bencanta, 16 de julho de 1935 – Porto, 12 de junho de 2020) Francisco Manuel Gonçalves da Costa Reis (Coimbra, Bencanta, 4 de agosto de 1937 – Lisboa, 11 de janeiro de 2001)
Referências
Categoria:Engenheiros agrónomos de Portugal Categoria:Naturais de Vila do Conde