Jorge Eugênio de Lóssio e Seiblitz (Santa Catarina, 1870 — Rio de Janeiro, 20 de agosto de 1907), citado na imprensa de seu tempo como Jorge de Lóssio e Seiblitz ou simplesmente Jorge Lóssio, foi um engenheiro brasileiro; era homônimo do bisavô, o marechal-de-campo Jorge Eugênio de Lóssio e Seiblitz (1737–1811), um entre vários membros da família a usar o mesmo nome. Chefiou o distrito telegráfico de Santa Catarina na década de 1890 e era subchefe da Seção Técnica da Repartição Geral dos Telégrafos quando morreu. A relação de sócios publicada pelo Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina arrola-o entre os trinta fundadores da instituição.

Origem familiar Era filho do engenheiro militar e deputado provincial Eugênio Frederico do Lóssio e Seiblitz (1835–1899) e de Felicidade Xavier Neves, e neto do senador do Império Nuno Eugênio Lóssio e Seiblitz. O pai exerceu por muitos anos o cargo de chefe do distrito telegráfico em Santa Catarina, onde a família se estabeleceu, e chegou a vice-diretor da Repartição Geral dos Telégrafos.

Carreira Santa Catarina Em 1895 já chefiava o distrito telegráfico de Santa Catarina, sediado em Florianópolis. Nesse ano o jornal República noticiou sua viagem ao norte do estado, para tratar da ligação telegráfica entre Joinville e São Bento, e agradeceu-lhe o envio do "schema das communicações telegraphicas do Brazil". Em 25 de março de 1896 o mesmo jornal registrou que ele completara mais um ano de idade e fora cumprimentado em sua residência por amigos, entre os quais Felipe Schmidt e o deputado Emílio Blum. Permaneceu à frente do distrito ao menos até 1897.

O Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina foi instalado em 7 de setembro de 1896, numa das salas do Liceu de Artes e Ofícios de Florianópolis; ele não figura entre os presentes à sessão de instalação, tendo chegado do Rio de Janeiro dois dias depois. A relação de sócios publicada pelo próprio Instituto em 1915 inclui, entre os fundadores já falecidos, "Jorge de Lossio e Seiblitz, engenheiro civil".

Rio de Janeiro Em janeiro de 1899 servia como engenheiro chefe de distrito, adido à Seção Técnica da Repartição Geral dos Telégrafos, no Rio de Janeiro. Em 1902, já como subchefe da Seção Técnica, assistiu às experiências de transmissão telegráfica sem fio entre a capital e a fortaleza de Santa Cruz, conduzidas pelo engenheiro eletricista Bernardo Lichtenfels, ao lado do diretor Álvaro de Vilhena e do vice-diretor Euclides Barroso. Em 1905 constava do anuário britânico The Electrician Electrical Trades Directory and Handbook como funcionário dos telégrafos do Estado, no Rio de Janeiro.

Morte Morreu no Rio de Janeiro em 20 de agosto de 1907, aos 37 anos, ainda no cargo de subchefe da Seção Técnica. O diretor-geral dos Telégrafos, Cezar de Campos, expediu aos chefes de distrito um telegrama-circular comunicando o falecimento, publicado em Florianópolis pelo jornal O Dia, que o tratou como "nosso illustre conterraneo". Sua mãe, então viúva, teve reconhecido montepio relativo ao período de 1907 a 30 de novembro de 1915.

Ver também Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina Nuno Eugênio Lóssio e Seiblitz

Referências

Categoria:Naturais de Santa Catarina Categoria:Engenheiros de Santa Catarina Categoria:Nascidos em 1870 Categoria:Mortos em 1907