A síndrome do compartimento orbital (SCO) é resultado de um rápido aumento da pressão dentro da órbita. Os sintomas podem incluir diminuição da visão, protuberância do olho, visão dupla e dor. Normalmente, o olho apresenta-se firme ao toque, com pupila dilatada e sem reação. Se não for tratado, as complicações podem incluir cegueira.

As causas consideradas  relativamente comuns incluem hemorragia retrobulbar devido a lesão ou cirurgia nos olhos. No entanto, pode haver outras causas que incluem: infecção, câncer, queimaduras e ar atrás do olho. O diagnóstico baseia-se nos sintomas e na pressão intraocular (PIO), embora possa ser confirmado por exames de imagem nos  casos que apresentarem  clareza insuficiente.. Uma PIO superior a 40 mmHg geralmente exige descompressão.

O tratamento é feito através de uma cantotomia lateral. Esse procedimento deve ser feito assim que houver suspeita do diagnóstico, se for constatado problemas de visão. Embora o ideal seja realizar esse procedimento logo após o início da condição, há relatos de recuperação da visão mesmo em casos tardios.

A síndrome do compartimento orbital é uma condição rara. Ela foi diagnosticada pela primeira vez em 1950, por Gordon e McRae.

Referências

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